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Retirada de tarifas sobre produtos tecnológicos impulsiona bolsas da China e de Hong Kong
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Desempenho positivo nas bolsas chinesas e de Hong Kong
Os mercados acionários da China continental e de Hong Kong encerraram o pregão desta segunda-feira (14) em alta, impulsionados principalmente pelo avanço dos papéis de tecnologia. O movimento foi motivado pela decisão da Casa Branca de isentar temporariamente smartphones, computadores e outros dispositivos eletrônicos chineses das tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos.
Impacto nas principais bolsas da China
O índice de Xangai encerrou o dia com valorização de 0,76%, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — avançou 0,23%.
Hong Kong se recupera após perdas acentuadas
O índice Hang Seng, de Hong Kong, apresentou alta de 2,4%, recuperando parte das perdas da semana anterior, quando recuou 8,5%. Já o Hang Seng Tech, que concentra ações de tecnologia, teve valorização de 2,3%.
Decisão dos EUA favorece fabricantes de tecnologia
O governo norte-americano anunciou a retirada de tarifas elevadas sobre a importação de smartphones, computadores e outros produtos eletrônicos vindos, em sua maioria, da China. Entretanto, a medida é temporária e esses itens poderão estar sujeitos a um novo pacote tarifário, que incluirá também semicondutores. Esse novo conjunto de tarifas pode entrar em vigor dentro de um mês.
Reação positiva entre fornecedores da Apple
A decisão proporcionou alívio imediato a fabricantes chineses de tecnologia, especialmente fornecedores da Apple. O índice CSI de Eletrônicos teve leve alta de 0,3%. A Foxconn Industrial Internet, principal montadora de dispositivos da Apple, chegou a subir mais de 4% ao longo do dia, encerrando com ganho de 0,7%. Já a BYD Electronics, fabricante de componentes, fechou em alta de 3%.
Setor de semicondutores sente impacto negativo
Em contrapartida, o segmento de chips foi pressionado por temores ligados à segurança nacional. O índice CSI de Semicondutores recuou 0,9% após declarações do então presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou que os chips chineses serão alvo de uma investigação de segurança na próxima semana.
Expectativas para as relações comerciais
Para o consultor de investimentos Li Shuding, da Galaxy Securities, a notícia da isenção temporária estimula a perspectiva de melhora nas relações comerciais entre China e Estados Unidos. “Ela alimenta a expectativa de uma possível retomada das negociações comerciais”, afirmou.
Desempenho de outras bolsas asiáticas
Além dos mercados chineses, outras praças asiáticas também apresentaram resultados positivos:
- Tóquio (Nikkei): alta de 1,18%, a 33.982 pontos
- Hong Kong (Hang Seng): +2,40%, a 21.417 pontos
- Xangai (SSEC): +0,76%, a 3.262 pontos
- Shenzhen (CSI300): +0,23%, a 3.759 pontos
- Seul (Kospi): +0,95%, a 2.455 pontos
- Cingapura (Straits Times): +1,04%, a 3.548 pontos
- Sydney (S&P/ASX 200): +1,34%, a 7.748 pontos
- Taiwan (Taiex): única queda, com leve recuo de 0,08%, a 19.513 pontos
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos
A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).
O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.
Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.
No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.
A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.
Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.
Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.
Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.
A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.
Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.
O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.
Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.
Serviço
VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)
Fonte: Pensar Agro



