AGRONEGOCIOS
Ritmo lento do milho marca início da semana com quedas nos preços e foco na soja
AGRONEGOCIOS
Oferta restrita mantém preços do milho em alta no Rio Grande do Sul
O mercado de milho no Rio Grande do Sul segue com oferta limitada, o que sustenta os preços em patamares elevados, segundo análise da TF Agroeconômica. Em Panambi, o valor da saca caiu para R$ 67,00. A consultoria também destacou os dados finais dos embarques da primeira safra 2024/25: o estado exportou 750.046 toneladas, sendo a Cargill a principal exportadora. Ganhou destaque ainda a atuação da Três Tentos, importante exportadora gaúcha.
Em Santa Catarina, colheita da soja desacelera o ritmo do milho
No estado de Santa Catarina, a comercialização do milho segue em ritmo lento, reflexo da prioridade dos produtores na colheita da soja. No porto, foram observados valores entre R$ 72,00 por saca para entrega em agosto (pagamento até 30/09) e R$ 73,00 para entrega em outubro (pagamento até 28/11). Já as cooperativas locais registraram preços variados: R$ 70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, e R$ 71,00 tanto no oeste quanto na região serrana do estado.
Paraná registra leve recuo nos preços, com produtores ainda focados na soja
No Paraná, a comercialização do milho também é reduzida, uma vez que os produtores seguem focados na finalização da colheita da soja, cenário semelhante ao de Santa Catarina. Os preços apresentaram leve retração em relação à semana anterior. Nos Campos Gerais, o valor de referência para retirada imediata em março, com pagamento até o fim do mês, manteve-se em torno de R$ 76,00 por saca FOB.
Preços variam entre as regiões do Mato Grosso do Sul
No Mato Grosso do Sul, o mercado spot de milho iniciou a semana com queda de preços e variações significativas entre as regiões. Em cidades como Dourados, Campo Grande e Caarapó, a saca está sendo comercializada a R$ 73. Em Maracaju, o preço caiu para R$ 72, enquanto em Sidrolândia subiu para R$ 74. Já em São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul, os valores giram em torno de R$ 70, e em Ponta Porã seguem próximos de R$ 72.
Quedas nos contratos futuros de milho na B3 refletem mercado em compasso de espera
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho encerrou a terça-feira em baixa, em um mercado descrito como “em ritmo de feriadão”, conforme a TF Agroeconômica. A semana tem se mantido morna, com os preços oscilando dentro de uma margem lateral. Os principais contratos futuros registraram quedas, diante de oferta e demanda limitadas, com vendas destinadas principalmente a pequenas indústrias locais.
As cotações futuras encerraram o dia em queda:
- Maio/25 fechou a R$ 78,24, com recuo de R$ 0,66 no dia e de R$ 1,93 na semana;
- Julho/25 encerrou a R$ 71,59, queda de R$ 0,64 no dia e de R$ 1,36 na semana;
- Setembro/25 caiu para R$ 71,76, baixa de R$ 0,42 no dia e R$ 0,86 na semana.
Desempenho misto em Chicago reflete incertezas na demanda global
Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho apresentou desempenho misto nesta terça-feira, influenciado por dúvidas quanto à demanda e atrasos na safra dos Estados Unidos. A cotação de maio, referência para a safra brasileira de verão, recuou 0,77% ou 3,75 centavos, fechando em US$ 481,25 por bushel. Já o contrato de julho caiu 0,66% ou 3,25 centavos, encerrando a US$ 489,50.
De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado americano permanece atento às disputas comerciais dos EUA com o restante do mundo. Apesar de o milho ainda manter uma demanda mais estável do que outros grãos, cresce a incerteza quanto à sua sustentação no longo prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Nova MP do frete pode elevar custo para escoar a safra e reacende debate no agronegócio
A Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que pode aumentar o custo do transporte da produção agrícola no país. O texto endurece as punições para quem contratar fretes abaixo da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reacendendo o debate entre caminhoneiros e o agronegócio sobre os impactos da medida nos custos da próxima safra.
Embora a proposta tenha como objetivo fortalecer a política do frete mínimo criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, produtores rurais acompanham a tramitação com preocupação. Em estados como Mato Grosso, onde praticamente toda a produção de grãos depende do transporte rodoviário para chegar aos portos e às indústrias, qualquer aumento no valor do frete tem impacto direto sobre a rentabilidade da safra.
A MP mantém a obrigatoriedade de cumprir os pisos mínimos estabelecidos pela ANTT e amplia as penalidades para transportadoras, tradings, cooperativas e empresas que contratarem serviços abaixo desses valores. Na prática, o texto reduz a margem para negociações individuais entre embarcadores e transportadores.
Para entidades ligadas ao agronegócio, a preocupação não está na remuneração dos caminhoneiros, considerada legítima, mas no efeito em cascata sobre toda a cadeia produtiva. O frete já figura entre os principais componentes do custo de produção de culturas como soja, milho, algodão e farelo, especialmente nas regiões mais distantes dos portos.
A discussão ocorre em um momento delicado para o setor. Além dos juros elevados e das dificuldades de acesso ao crédito rural, produtores enfrentam custos ainda elevados com fertilizantes, defensivos e combustíveis. Um eventual aumento nas despesas com transporte pode reduzir ainda mais as margens da próxima safra.
Os caminhoneiros autônomos defendem que a medida corrige distorções históricas e evita a contratação de fretes abaixo do custo operacional, situação que se agravou com a alta recente do diesel. Lideranças da categoria chegaram a discutir uma paralisação nacional caso o governo não avançasse na proposta.
Já representantes do setor produtivo afirmam que o transporte de cargas deve funcionar com maior liberdade de negociação e alertam que regras mais rígidas podem elevar os custos logísticos não apenas para o agronegócio, mas também para a indústria e o consumidor final.
A medida provisória ainda será analisada pelo Senado. Caso seja aprovada sem alterações, as novas regras passam a valer em definitivo, afetando diretamente um dos principais custos da produção agropecuária brasileira: o transporte da porteira até o destino final da safra.
Fonte: Pensar Agro


