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Rótulos de alimentos impactam decisão de compra e aumentam valor percebido, aponta estudo da USP

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Informações destacadas nos rótulos de alimentos e bebidas, especialmente aquelas relacionadas a benefícios à saúde, exercem influência direta no comportamento do consumidor. Esse tipo de comunicação pode aumentar a percepção de valor dos produtos e até elevar a disposição de pagamento, embora o impacto varie de acordo com o perfil do consumidor e o contexto da compra.

Alegações de saúde ganham força nas decisões de consumo

O tema foi analisado em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), que investigou como alegações funcionais e de saúde interferem nas escolhas alimentares.

Entre as informações mais presentes nos rótulos estão benefícios associados a:

  • Saúde cardiovascular
  • Fortalecimento ósseo e muscular
  • Equilíbrio metabólico
  • Saúde digestiva

Além disso, também são comuns promessas relacionadas ao bem-estar geral, ação antioxidante, fortalecimento do sistema imunológico e melhora do desempenho cognitivo.

Perfil do consumidor influencia percepção e escolha

De acordo com a pesquisa, o efeito dessas alegações não é uniforme. Fatores individuais e circunstanciais desempenham papel importante na decisão de compra, como:

  • Idade e estado de saúde
  • Grau de conhecimento nutricional
  • Preço e sabor do produto
  • Objetivo de consumo e tempo disponível
  • Estado emocional no momento da compra
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Esses elementos tornam a decisão multifatorial, envolvendo aspectos psicológicos, sociais e perceptivos.

Consumidores estão mais atentos à composição dos produtos

Segundo especialistas envolvidos no estudo, há uma tendência crescente de consumidores analisarem com mais atenção os rótulos antes de decidir pela compra. Nesse contexto, alegações de saúde passam a funcionar como um diferencial competitivo no mercado.

A compreensão desse comportamento é considerada estratégica para o desenvolvimento de políticas públicas, além de orientar regulamentações e melhorar a comunicação entre indústria e consumidores.

Estudo analisou pesquisas internacionais recentes

A pesquisa foi baseada na revisão de 71 artigos científicos publicados entre 2019 e 2024, abrangendo estudos realizados em mais de dez países. O levantamento reforça que o comportamento do consumidor diante de rótulos informativos é complexo e influenciado por múltiplos fatores.

Regulamentação no Brasil exige comprovação científica

No Brasil, a utilização de alegações de saúde em rótulos é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para que essas informações sejam autorizadas, é necessário comprovar cientificamente sua eficácia e segurança.

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As pesquisadoras destacam que, quando devidamente fundamentadas, essas alegações podem contribuir para escolhas alimentares mais conscientes e saudáveis por parte da população.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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