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Safra brasileira de soja 2025/26 é revisada para 183,1 milhões de toneladas, aponta Agroconsult

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A produção brasileira de soja na safra 2025/26 foi revisada para 183,1 milhões de toneladas, conforme nova estimativa divulgada pela Agroconsult, responsável pela expedição técnica do Rally da Safra. O volume projetado representa um crescimento de 6,4% em relação à temporada anterior.

A revisão ocorreu após os resultados parciais das avaliações de campo realizadas durante o Rally. O novo número representa acréscimo de 850 mil toneladas sobre a projeção inicial divulgada em janeiro, no início da expedição. A produtividade média estimada passou para 62,5 sacas por hectare.

A área plantada segue estimada em 48,8 milhões de hectares, o que representa expansão de 2,1% em relação à safra anterior.

Rally da Safra já percorreu mais de 40 mil quilômetros pelo país

Desde o início da expedição técnica, em janeiro, as equipes do Rally da Safra já percorreram mais de 40 mil quilômetros em 11 estados e no Distrito Federal. Foram avaliadas mais de 1,2 mil lavouras em diferentes regiões produtoras.

Até o momento, o levantamento inclui áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Tocantins, Pará, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Além das visitas técnicas em campo, a Agroconsult utiliza mapeamento por satélite com apoio da ferramenta Cropdata, o que permite atualizar as estimativas de área plantada até o encerramento da etapa dedicada à soja no Rally.

Condições climáticas limitaram parte do potencial produtivo

Apesar da revisão positiva da produção nacional, as condições climáticas trouxeram desafios em algumas regiões produtoras.

Segundo André Debastiani, coordenador geral do Rally da Safra, o potencial da safra poderia ser ainda maior caso as chuvas tivessem sido mais regulares ao longo do ciclo.

De acordo com ele, a escassez de chuvas no Rio Grande do Sul e o excesso de precipitações em janeiro e fevereiro em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais reduziram a produtividade e afetaram a qualidade dos grãos em algumas áreas.

Caso as chuvas persistam nas próximas semanas, existe preocupação com o peso final da soja, fator que pode impactar o rendimento médio da safra.

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Colheita avança mais lentamente que no ciclo anterior

Até 26 de fevereiro, a colheita de soja no Brasil atingia 44% da área plantada, ritmo inferior ao registrado no mesmo período da safra passada, quando os trabalhos alcançavam 52% da área cultivada.

Mesmo com o atraso em algumas regiões, nove estados apresentam potencial produtivo elevado, com produtividade superior a 62 sacas por hectare. São eles:

  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Goiás
  • Paraná
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Minas Gerais
  • Rondônia
  • Bahia
Mato Grosso mantém produtividade próxima do recorde

Principal produtor de soja do país, Mato Grosso apresenta produtividade média estimada em 66 sacas por hectare, número próximo ao recorde de 66,5 sacas por hectare registrado na safra passada.

Apesar do bom desempenho geral, o excesso de chuvas, principalmente no início de fevereiro, limitou parte do potencial produtivo em algumas áreas.

Segundo os técnicos do Rally, há atenção especial dos produtores em relação ao peso e à qualidade dos grãos nesta fase final da colheita.

Goiás enfrenta atraso na retirada da soja do campo

Em Goiás, o principal desafio da temporada tem sido o atraso na colheita. Aproximadamente 60% da área ainda permanece no campo, enquanto os produtores aguardam melhores condições climáticas para intensificar as operações.

Mesmo com o ritmo mais lento, a produtividade média do estado está estimada em 67 sacas por hectare, pouco abaixo do recorde de 68 sacas por hectare registrado na safra anterior.

Paraná pode registrar novo recorde de produtividade

O Paraná apresenta condições favoráveis para registrar novo recorde de produtividade, com média estimada em 67 sacas por hectare.

Na maior parte das regiões produtoras, as chuvas ocorreram em volumes adequados ao longo do ciclo da cultura. Além disso, o manejo de pragas e doenças foi considerado eficiente, mesmo com maior incidência de ferrugem asiática nesta safra.

O Mato Grosso do Sul também se destaca positivamente, com produtividade projetada em 62,5 sacas por hectare, apesar de períodos de clima irregular durante o desenvolvimento das lavouras.

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Estados do Sudeste e Norte também apresentam bom desempenho
  • Outras regiões produtoras também registram projeções favoráveis de rendimento:
  • São Paulo: produtividade estimada em 63,5 sacas por hectare
  • Minas Gerais: média de 66,5 sacas por hectare, com colheita acelerada para viabilizar o plantio da segunda safra
  • Rondônia: cerca de 62,5 sacas por hectare
  • Bahia: produtividade estimada em 68 sacas por hectare
Região do Matopiba registra produtividade intermediária

Na região do Matopiba, que reúne áreas produtoras de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, as produtividades variam entre 55 e 62 sacas por hectare, dependendo das condições climáticas registradas ao longo da safra.

Em Tocantins, a estimativa atual é de 59,5 sacas por hectare, após um início de ciclo com seca seguido por chuvas que reduziram parte do potencial produtivo.

Já Maranhão, Piauí e Pará apresentam produtividade média estimada em 60 sacas por hectare.

Rio Grande do Sul registra perdas na produção

O Rio Grande do Sul é o único estado com perdas consolidadas até o momento. A quebra de produção é estimada em cerca de 2 milhões de toneladas.

A irregularidade das chuvas entre janeiro e fevereiro, principalmente nas regiões sul e das Missões, comprometeu o desenvolvimento das lavouras e reduziu o potencial produtivo.

O estado ainda será visitado pelas equipes do Rally da Safra ao longo de março, etapa considerada decisiva para a consolidação dos números finais da safra.

Fase final das avaliações pode alterar estimativa da safra

Com menos de um mês para o encerramento das avaliações de campo, a Agroconsult continuará monitorando indicadores importantes para a definição da safra, como condições climáticas e peso dos grãos entregues nos armazéns.

De acordo com Valmir Assarice, coordenador técnico do Rally da Safra, o cenário ainda pode sofrer ajustes até a consolidação dos dados finais.

Nesta semana, as equipes concluíram as avaliações de lavouras no Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais e seguem agora para Maranhão, Piauí e Bahia. Nos próximos dias, a expedição também chegará ao Rio Grande do Sul, última etapa do levantamento nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

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Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

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Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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