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Safra encolhe sob pressão de custos e geadas. Área pode ficar 40% menor
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A safra brasileira de trigo de 2026 caminha para um cenário de severa retração, pressionada por um tripé de crise: custos de produção em patamares elevados, preços de mercado estagnados e uma das instabilidades climáticas mais rigorosas dos últimos anos. A expectativa de redução na área plantada, que em polos tradicionais como o Rio Grande do Sul chega a ser estimada em 40%, aponta para uma quebra de safra que deve forçar o Brasil a ampliar sua dependência de importações ainda no segundo semestre deste ano.
Enquanto a Emater-RS projeta uma colheita próxima de 2,2 milhões de toneladas contra as até 4 milhões da temporada passada, o restante do País observa um movimento de cautela e migração de cultura. Em estados como Santa Catarina e áreas do Paraná, a decisão do agricultor tem sido ditada pela urgência de liberar espaço nos armazéns para a safrinha de milho, sacrificando a expansão do trigo que, em outros anos, ocupava áreas marginais.
O impacto da atual onda de frio extremo, que varre o território nacional, atinge de forma desigual as diferentes fases de desenvolvimento da lavoura. No Centro-Oeste e em partes do Sudeste, onde o cereal ganha espaço como cultura de inverno, o choque térmico impõe um freio fisiológico ao desenvolvimento das plantas.
O risco é que o estresse térmico, somado à baixa umidade, comprometa a qualidade do grão antes mesmo da fase de enchimento, elevando os custos com manejo e sanidade. Diferente do Sul, onde a geada causa danos físicos visíveis, nas regiões mais ao norte e centro do País o problema é o “travamento” do crescimento, o que reduz o potencial produtivo final da safra.
A comercialização, por sua vez, enfrenta um entrave técnico. Os moinhos, temerosos com a volatilidade dos preços internacionais e com a qualidade do cereal colhido sob condições de estresse hídrico e térmico, limitam-se a negócios pontuais. A resistência em alongar posições contratuais reflete um mercado defensivo, onde a incerteza sobre o teor de qualidade — como a incidência de DON — inibe a formação de preços mais competitivos para o produtor.
Mercado e a paridade de preços
O mercado interno vive um dilema: os moinhos buscam desesperadamente trigo de qualidade (trigo-pão e melhorador) para evitar a dependência excessiva das importações, mas resistem em pagar prêmios que cubram a margem do produtor.
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Valores: Enquanto o trigo de boa qualidade é negociado entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada no Rio Grande do Sul, o trigo melhorador atinge R$ 1.500. No Paraná, os preços oscilam entre R$ 1.450 e R$ 1.480 CIF moinho.
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Comportamento: O que se observa é uma “paralisia comercial”. O produtor gaúcho, sem fôlego financeiro, tenta escoar o que resta da safra anterior a R$ 69/saca no balcão, enquanto no Paraná a movimentação é ditada pela pressa em limpar armazéns para o milho.
Com a oferta nacional encolhendo, o mercado brasileiro volta a mirar a paridade de importação. A viabilidade da safra 2026, que já era desafiadora no plantio, torna-se agora uma corrida contra o tempo climático. O setor industrial já trabalha com o cenário de um segundo semestre mais caro, pressionado pela necessidade de buscar grão estrangeiro para garantir o abastecimento de farinha, enquanto o produtor nacional, descapitalizado e sob o impacto das geadas, prioriza a sobrevivência financeira imediata em detrimento da expansão produtiva que o País esperava para este ano.
Fonte: Pensar Agro
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Sorriso (MT) entra na contagem regressiva para o GAFFFF 2026, maior festival global do agronegócio
A cidade de Sorriso, no norte de Mato Grosso, já vive a expectativa para a realização do GAFFFF Sorriso (Global Agribusiness Festival), marcado para os dias 23 a 26 de julho, no Parque Tecnológico Luiz Giroletti. Considerada a Capital Nacional do Agronegócio, o município se prepara para receber uma das maiores edições do evento, que une negócios, inovação, conhecimento, esporte e entretenimento em uma programação inédita para o estado.
GAFFFF escolhe Sorriso para expansão fora da capital paulista
Pela primeira vez realizado fora da cidade de São Paulo, o GAFFFF foi confirmado em Sorriso como parte de sua estratégia de expansão nacional. O festival é reconhecido como um dos maiores eventos globais voltados ao agronegócio, reunindo lideranças, produtores rurais, empresários, investidores e especialistas do Brasil e do exterior.
Ao longo dos quatro dias de programação, o público terá acesso a fóruns técnicos, palestras, painéis temáticos, rodadas de negócios, exposições tecnológicas e espaços voltados à geração de conexões comerciais. A expectativa é reunir mais de 100 palestrantes nacionais e internacionais para discutir tendências, desafios e o futuro do setor agropecuário mundial.
Inovação, negócios e tecnologia no centro do debate
O evento será um dos principais pontos de encontro entre inovação e produção agroindustrial. As atividades incluem demonstrações tecnológicas, ambientes de networking e espaços dedicados a startups e soluções voltadas ao aumento da eficiência no campo.
A proposta é aproximar o produtor rural das novas tecnologias, ampliando a competitividade do agronegócio brasileiro em um cenário global cada vez mais dinâmico.
Grand Rodeo PBR estreia em Sorriso com competição internacional
Além da programação técnica e de negócios, o GAFFFF Sorriso também marcará a estreia de uma etapa do Grand Rodeo PBR no município. A Professional Bull Riders (PBR), referência mundial na modalidade, realizará uma competição com padrão internacional, reunindo os principais atletas e touros do país.
As disputas contarão pontos para o ranking nacional e classificações para o circuito mundial, reforçando o caráter esportivo e competitivo do evento.
Shows gratuitos movimentam as noites do festival
A programação cultural também é um dos destaques do festival, com shows nacionais gratuitos realizados após as montarias do rodeio. As apresentações confirmadas são:
- 25 de julho: Murilo Huff
- 26 de julho: Luan Santana
As atrações devem atrair grande público e reforçar o caráter de integração entre o agronegócio e o entretenimento.
Sorriso se consolida como vitrine global do agro
Segundo o prefeito Alei Fernandes, a realização do evento reforça a relevância do município no cenário mundial do agronegócio.
“Uma das maiores produtoras de soja do mundo vai receber um dos maiores eventos do agro do planeta. Isso demonstra a força de Sorriso e sua importância estratégica para o setor”, destacou.
Com os preparativos em ritmo acelerado, a cidade entra na reta final da contagem regressiva. Faltando cerca de 30 dias para o início do evento, Sorriso se prepara para se tornar, durante quatro dias, o centro das atenções do agronegócio global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


