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Santa Catarina realiza o 1º Dia de Campo da ATeG Turismo Rural com foco em profissionalização e inovação no campo

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O Sistema Faesc/Senar, em parceria com o Sindicato Rural de Benedito Novo, promoveu no dia 29 de abril o primeiro Dia de Campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) voltado ao Turismo Rural. O evento teve como objetivo principal fortalecer o setor por meio da troca de experiências, acesso à informação qualificada e incentivo à gestão estratégica nas propriedades envolvidas.

Evento promove integração e conhecimento no turismo rural

A ação, inédita no estado, foi organizada pelo presidente do Sindicato Rural de Benedito Novo, Oscar Baade, com apoio do supervisor técnico do ATeG, Gerson Cunha, e da técnica de campo e turismóloga Amanda Sequinel. O evento reuniu mais de 40 produtores e empreendedores dos municípios de Doutor Pedrinho, Benedito Novo, Rio dos Cedros e Ascurra.

O local escolhido para sediar o encontro foi a propriedade Casa Di Dai, localizada em Ascurra e atendida pelo programa ATeG. A atividade também contou com a presença do presidente do Sindicato Rural de Rio dos Cedros, Jadir Dallagnolo.

Importância do programa para o desenvolvimento rural sustentável

Durante o evento, o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destacou o papel estratégico da Assistência Técnica e Gerencial como um investimento essencial para a sustentabilidade do turismo rural catarinense.

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“É um orgulho sermos pioneiros em mais uma iniciativa que fortalecerá os negócios do campo em nosso estado”, afirmou Pedrozo.

Palestras e visitas marcaram a programação

A programação contemplou temas fundamentais para a profissionalização do setor. No período da manhã, o coordenador de arrecadação do Senar/SC, Emerson Gava, apresentou uma palestra sobre tributação rural no turismo, ressaltando a importância da gestão tributária eficiente para a saúde financeira das propriedades.

À tarde, os participantes conheceram a Cascata Borboleta Azul, propriedade assistida pela ATeG e referência em turismo de experiência, destacando inovação e acolhimento. O evento foi finalizado com a palestra de Priscilla Domingos Malta, que compartilhou estratégias voltadas ao aprimoramento do atendimento ao visitante, marketing e gestão da experiência turística.

Networking e troca de experiências impulsionam o setor

Além da capacitação técnica, os produtores destacaram o valor do encontro como oportunidade de networking e troca de experiências entre empreendedores do turismo rural, fortalecendo as relações e incentivando a cooperação entre as propriedades da região.

ATeG Turismo Rural já beneficia 120 propriedades em SC

Lançada em março de 2024, a ATeG Turismo Rural já atende 120 propriedades em Santa Catarina, oferecendo suporte técnico contínuo, qualificação da gestão e incentivo à inovação. O programa é desenvolvido pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com os Sindicatos Rurais e busca consolidar a profissionalização do turismo no meio rural.

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Para Amanda Sequinel, técnica de campo, o diferencial do programa está no atendimento personalizado, que respeita as características de cada propriedade:

“A ATeG Turismo Rural permite um acompanhamento próximo, que gera confiança e contribui diretamente para o avanço na gestão, no atendimento e nas práticas inovadoras”, afirmou.

Compromisso com o futuro do turismo rural catarinense

O supervisor técnico Gerson Cunha ressaltou que o Dia de Campo reafirma o compromisso das instituições com o desenvolvimento sustentável do turismo rural em Santa Catarina.

“Eventos como este são fundamentais para superar desafios, fomentar parcerias e consolidar o Estado como referência nacional no setor”, destacou Cunha.

Fique atento às próximas ações da ATeG Turismo Rural e saiba como integrar sua propriedade a essa rede de desenvolvimento, inovação e valorização do turismo rural em Santa Catarina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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