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Santa Catarina se destaca no cooperativismo global com Aurora e Alfa entre as 300 maiores do mundo
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Aurora e Alfa posicionam Santa Catarina no cenário mundial
Santa Catarina encerrou 2025 com destaque internacional no cooperativismo, com as cooperativas Aurora Alimentos e Agroindustrial Alfa figurando entre as 300 maiores do mundo, segundo o World Cooperative Monitor 2025 (WCM 2025).
O ranking, elaborado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em parceria com o Instituto Europeu de Pesquisa sobre Empresas Cooperativas e Sociais (Euricse), avalia o desempenho econômico das maiores cooperativas globais, considerando faturamento, PIB per capita e governança.
O presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, destacou que a presença de duas cooperativas catarinenses no ranking global é reflexo da força do modelo cooperativista baseado em trabalho coletivo, gestão responsável e compromisso com a comunidade.
Desempenho das cooperativas catarinenses nos rankings globais
No levantamento que relaciona faturamento ao PIB per capita, a Aurora Alimentos aparece na 39ª posição mundial, enquanto a Alfa ocupa a 89ª. Já no ranking por faturamento absoluto, a Aurora figura na 144ª posição, e a Alfa, na 267ª.
Essas conquistas reforçam a relevância estratégica das cooperativas catarinenses, evidenciando sua capacidade de gerar valor econômico, emprego, renda e desenvolvimento regional.
Aurora Alimentos: referência em proteína animal e inovação
A Cooperativa Central Aurora Alimentos destaca-se como referência internacional em produção de proteína animal, resultado de décadas de investimentos em inovação, sustentabilidade e qualidade industrial.
O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, ressaltou que a presença de 21 cooperativas brasileiras entre as 300 maiores do mundo evidencia que o cooperativismo é uma alternativa sólida para o desenvolvimento econômico e social, beneficiando milhões de pessoas e municípios em todo o país.
Cooperalfa: crescimento acima da média nacional
A Cooperativa Agroindustrial Alfa, atuante em Santa Catarina e Paraná, atribui o reconhecimento global à solidez da gestão e ao comprometimento com os cooperados.
O presidente da Cooperalfa, Romeo Bet, afirmou que o crescimento superior a 15% ao ano nos últimos 18 anos demonstra desenvolvimento econômico e social integrado, com atenção a programas sociais, técnicos e tecnológicos, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
Cooperativismo brasileiro mantém relevância global
No total, 21 cooperativas brasileiras aparecem entre as 300 maiores do mundo, incluindo: Sistema Unimed, Copersucar, Sicredi, Coamo, C. Vale, Sicoob, Lar, Aurora Alimentos, Comigo, Cocamar, Copacol, Alfa, Integrada, Agrária Agroindustrial, Coopercitrus, Castrolanda, Frísia, Frimesa, Coopavel, Cooxupé e Coop de Consumo.
O WCM 2025 também registrou que o faturamento agregado das 300 maiores cooperativas do mundo avançou de US$ 1,9 trilhão em 2017 para US$ 2,78 trilhões em 2023, refletindo a expansão global das operações cooperativas e a competitividade crescente das cooperativas brasileiras em cadeias estratégicas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro



