AGRONEGOCIOS
Santander realiza primeira operação de crédito cambial sustentável para o setor cafeeiro em parceria com a NKG Stockler
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Operação pioneira no setor de café
O Santander Brasil concluiu sua primeira operação de antecipação de crédito cambial (ACC) com selo sustentável voltada ao setor cafeeiro. O financiamento, no valor de R$ 120 milhões, foi realizado em parceria com a NKG Stockler, empresa mineira do grupo alemão Neumann Kaffee Gruppe (NKG), reconhecida por suas práticas rigorosas em sustentabilidade e rastreabilidade da cadeia de fornecimento.
Como funciona a antecipação de crédito cambial sustentável
A ACC é uma linha de crédito que antecipa recursos das vendas ao exterior para empresas exportadoras. No caso da NKG Stockler, o financiamento está vinculado a embarques futuros de café para o mercado internacional e se diferencia por seguir critérios claros de sustentabilidade, atendendo às exigências de compradores globais e regulamentações como a EUDR (European Union Deforestation Regulation), que exige rastreabilidade total dos produtos.
Compromisso com a produção responsável
A NKG Stockler utiliza um sistema de monitoramento avançado para garantir que o café adquirido não venha de áreas com desmatamento ilegal nem de produtores associados a condições de trabalho análogas à escravidão. Essa estrutura robusta atende às normas internacionais e contribui para uma cadeia de suprimentos mais ética e transparente.
Segundo Esther Unzueta, head de Finanças Sustentáveis do Santander, “essa operação é um marco para o setor e reforça nosso compromisso em apoiar empresas que adotam boas práticas ambientais e sociais”.
Programa NKG Verified e impacto social
Sediada em Varginha (MG), a NKG Stockler é uma das maiores exportadoras de café do país. Seu programa de sustentabilidade, o NKG Verified, envolve 572 produtores e conta com quase 500 colaboradores, dos quais 25 atuam exclusivamente com sustentabilidade.
A empresa utiliza uma plataforma digital para monitorar milhares de produtores em todo o Brasil, promovendo inclusão, capacitação e melhoria contínua das práticas agrícolas, além de assegurar a conformidade com os princípios ESG (ambientais, sociais e de governança).
Reconhecimento do trabalho em toda a cadeia
Para Ole Kerbsties, diretor de sustentabilidade da NKG Stockler, o financiamento com selo sustentável valoriza o trabalho conjunto de todos os envolvidos: “É gratificante ver que os esforços, desde o produtor até o consumidor final no exterior, são reconhecidos. Juntos, podemos contribuir para um mundo melhor”.
Avanço do Santander no agro sustentável
A operação marca mais um passo do Santander na oferta de soluções financeiras voltadas para o agronegócio com impacto positivo. Segundo Caroline Perestrelo, head de Agro-Corporate do banco, “reforçamos nosso papel de liderança na construção de uma cadeia produtiva mais justa, transparente e resiliente para o agro brasileiro”.
A iniciativa demonstra como a união entre financiamento responsável e práticas sustentáveis pode fortalecer o agronegócio nacional, abrindo caminho para mais operações alinhadas ao desenvolvimento ambiental e social.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de pescado caem 54% e setor se preocupa com novo tarifaço
A possibilidade de os Estados Unidos ampliarem em 25% as tarifas sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano surge em um momento de retração das vendas externas da piscicultura. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram que as exportações de pescados do Paraná caíram 54% no primeiro quadrimestre de 2026, totalizando cerca de 1,2 mil toneladas embarcadas.
O Paraná lidera a produção nacional de tilápia e concentra parte relevante das exportações brasileiras da espécie. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes de cultivo, das quais aproximadamente 660 mil toneladas foram de tilápia, segundo dados da Peixe BR.
A tilápia respondeu por mais de 86% dos embarques paranaenses no período. Os Estados Unidos permanecem como principal destino do produto brasileiro, fator que aumenta a atenção do setor às discussões comerciais em andamento no mercado norte-americano.
O novo tarifaço dos EUA ainda está em fase de consulta pública e os produtos que poderão ser atingidos não foram oficialmente definidos. Mesmo assim, o tema já mobiliza exportadores de diferentes segmentos do agronegócio devido ao peso do mercado norte-americano nas vendas externas brasileiras.
A queda registrada no Paraná interrompe uma trajetória de expansão observada nos últimos anos, período em que o Estado consolidou sua posição como principal produtor nacional de tilápia e ampliou sua participação nas exportações de pescado.
Representantes da cadeia produtiva avaliam que a definição sobre as tarifas poderá influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses, especialmente em segmentos com forte concentração de vendas para os Estados Unidos.
Fonte: Pensar Agro
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