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São Geraldo do Araguaia Sedia Sétima Etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2025
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No dia 5 de agosto, São Geraldo do Araguaia (PA) recebeu a sétima etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025, realizada no frigorífico Masterboi. Foram avaliados 1.088 animais, de 16 pecuaristas, distribuídos em 20 lotes de oito municípios do Pará, um do Piauí e um do Maranhão. Do total, 474 animais foram terminados a pasto e 614 em confinamento.
O evento foi organizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), em parceria com a Associação dos Criadores de Nelore do Norte do Brasil (ACNNB), com apoio da Matsuda Sementes e Nutrição Animal e do próprio frigorífico Masterboi.
Segundo André Locateli, gerente executivo da ACNB, “a etapa foi um grande sucesso, especialmente por ser a primeira edição na região. Contamos com mais de mil animais, produtores de vários estados vizinhos e cerca de 200 participantes nas palestras e apresentação de resultados”.
Características dos animais avaliados
Entre os 918 machos não cadastrados, 74% possuíam até dois dentes incisivos permanentes (menos de 2 anos) e 73% apresentavam cobertura de gordura mediana, com peso médio de 20,8 arrobas.
Já entre as 170 fêmeas avaliadas, 78% tinham até dois dentes incisivos permanentes, 95% apresentavam cobertura de gordura mediana ou uniforme e peso médio de 15,1 arrobas.
Premiação: melhores lotes de machos e fêmeas
- Machos a pasto
- Ouro: Marcorélio Novaes Santana, fazenda Umuarama, Redenção (PA)
- Prata: J Canile Agronegócio, fazenda Goiás, São Geraldo do Araguaia (PA)
- Bronze: Roberto Sinibaldi Basílio, fazenda Salua, Itupiranga (PA)
- Machos confinados
- Ouro: Pedro Henrique Cervi, fazenda Santo Antônio e Tanque, Balsas (MA)
- Prata: Paulo Henrique Piaia, fazenda São João, Baixa Grande do Ribeiro (PI)
- Bronze: Gaúcha Agropecuária LTDA, fazenda Alvorada, Piçarra (PA)
- Fêmeas
- Ouro: Guilhermina B. Gomes da Silva, fazenda Bela Vista, São Geraldo do Araguaia (PA)
- Prata: Osmar Mittmann, fazenda Bela Vista I, São Domingos do Araguaia (PA)
- Bronze: Roberto Sinibaldi Basílio, fazenda Salua, Itupiranga (PA)
Jorge Brito Silva, supervisor da fazenda Bela Vista, destacou: “Receber a medalha de ouro na categoria de Carcaça de Fêmeas é fruto do esforço de toda a equipe e reforça a qualidade da carne produzida na nossa região”.
Circuito Nelore de Qualidade: fortalecimento da genética e da pecuária nacional
Promovido desde 1999, o Circuito Nelore de Qualidade avalia a produção de carne de bovinos Nelore, incentivando a evolução genética e a melhoria do rebanho. A iniciativa é organizada no Brasil pela ACNB, com apoio de empresas como Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal.
Internacionalmente, o Circuito também acontece na Bolívia, com o frigorífico Fridosa e a Asocebu, e no Paraguai, organizado pela Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore, com apoio da Minerva Foods. Hoje, é considerado o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente
Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.
Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.
O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.
O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.
Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.
As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.
Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.
A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.
Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.
Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.
Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.
A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.
Fonte: Pensar Agro



