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São Paulo encerra o ano com 98 máquinas entregues pelo Promaq a prefeituras
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Vinte e seis máquinas do Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) foram entregues em dezembro a prefeituras paulistas. As três últimas cerimônias do ano aconteceram em Lorena, Iperó e Campinas e foram conduzidas pelo superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Estado de São Paulo, Estanislau Steck.
Com essas entregas, São Paulo encerra 2025 contemplando 85 municípios, que receberam de maio a dezembro 98 máquinas, incluindo retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores agrícolas, pás carregadeiras, rolos compressores e escavadeiras hidráulicas. O Promaq tem como finalidade modernizar o setor agropecuário, aumentar a produtividade rural, promover o desenvolvimento regional e reduzir as desigualdades regionais.
No dia 11, a Prefeitura de Lorena recebeu um trator agrícola, uma retroescavadeira e uma motoniveladora. No dia 19, 17 tratores agrícolas foram entregues às prefeituras de Iperó, Bastos, Colina, Espírito Santo do Turvo, Iaras, Ipaussu, Iracemápolis, Luiziânia, Mendonça, Mineiros do Tietê, Nova Granada, Orindiúva, Paulo de Faria, Piacatu, Populina, Pradópolis e Queiroz. No dia 22, seis retroescavadeiras foram entregues às prefeituras de Atibaia, Morungaba, Serra Negra, Itatiba e Bragança Paulista (2).
Em Iperó, a cerimônia teve a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira. Ele falou da importância dos equipamentos para as cidades e destacou a parceria com o Mapa.
As entregas começaram em Valinhos, em maio, contemplando 36 prefeituras; a segunda foi realizada em julho em Itapecerica da Serra, com oito máquinas; a terceira em São Roque, com 18 equipamentos, em agosto; a quarta em Campinas, em setembro, com 10; a quinta em Lorena, com três máquinas; a sexta em Iperó, somando mais 17; e a última em Campinas, com seis equipamentos.
A Superintendência do Mapa em São Paulo está providenciando a entrega de mais 10 equipamentos para seis municípios: Mogi Guaçu (3), Urupês (3), Viradouro, Santópolis do Aguapeí, Ribeirão do Sul e Tupi Paulista.
De acordo com Estanislau, os recursos para a aquisição foram viabilizados por emendas parlamentares. “Os equipamentos foram comprados na modalidade de ata de preços. O município que quiser aderir, pode conseguir equipamentos a um preço muito mais acessível”, disse o superintendente.
Ele lembrou que o ministro Carlos Fávaro defende os interesses do agro e trabalha para que todos os municípios recebam esse tipo de máquina. “A superintendência está à disposição das prefeituras para orientar sobre a adesão a essa ata de preços”, afirmou.
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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós
Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.
É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.
Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

- Vilma Clea Oliveira da Silva
Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.
Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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