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São Paulo ultrapassa R$ 56 milhões em investimentos para irrigação sustentável e eficiência hídrica
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Governo paulista amplia crédito e impulsiona irrigação eficiente
Com o agravamento da escassez hídrica nos últimos anos, a irrigação sustentável passou a ocupar papel estratégico na agricultura paulista. Em resposta a esse cenário, o Governo do Estado de São Paulo lançou, em 2025, o programa Irriga+SP, linha de crédito criada para fomentar tecnologias de irrigação e garantir o uso racional da água.
Operacionalizado pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), em parceria com a Desenvolve SP, o programa já contabiliza R$ 56 milhões investidos em apenas um ano, beneficiando mais de 8 mil hectares, o equivalente a 8 mil campos de futebol.
Crédito acessível e foco na eficiência hídrica
O Irriga+SP oferece condições atrativas de financiamento, com prazo de até 60 meses, carência de até 18 meses e limite de R$ 5 milhões por projeto em áreas de até 1.000 hectares. As taxas de juros subsidiadas variam entre 4,81% e 9,87% ao ano, tornando a linha de crédito uma das mais competitivas do país.
Os recursos podem ser aplicados na aquisição de sistemas modernos de irrigação — como gotejamento, aspersão, pivô central e carretel enrolador — além de soluções em energia fotovoltaica, armazenamento de água, drones, sensores, estufas climatizadas e projetos de reuso hídrico.
Segurança alimentar e estabilidade produtiva no campo
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a política de irrigação representa uma estratégia de segurança alimentar e previsibilidade produtiva.
“A irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade. Ela garante estabilidade no campo e segurança alimentar para a população, especialmente diante das mudanças climáticas e dos eventos extremos”, afirmou o secretário.
Política pública voltada às demandas do produtor rural
O secretário executivo do FEAP, Felipe Alves, reforça que o programa atende diretamente às necessidades do produtor rural paulista. Segundo ele, o crédito facilita o acesso a tecnologias modernas e amplia a eficiência no uso da água.
“O Irriga+SP tem papel essencial no desenvolvimento sustentável e na segurança produtiva do Estado. Os resultados em pouco tempo demonstram sua relevância para a economia rural paulista”, destacou.
Desenvolve SP destaca adesão crescente e resultados rápidos
A Desenvolve SP, responsável pela operação do crédito, também comemora o sucesso da iniciativa. O diretor-presidente Ricardo Brito informou que, somente em 2026, já foram aplicados mais de R$ 15 milhões em financiamentos voltados à irrigação e agricultura de precisão.
Segundo ele, os recursos têm ajudado a mitigar os efeitos da estiagem, diversificar as culturas e aumentar a produtividade agrícola no Estado.
Produtores destacam agilidade e impacto no campo
Entre os beneficiados está o produtor rural Jamil Buchala, que ressaltou a agilidade e eficiência do processo de financiamento.
“O programa surgiu no momento certo e com a praticidade necessária. Já estamos com o reservatório concluído e o pivô em fase de montagem. Esse projeto era um sonho antigo que finalmente saiu do papel”, relatou.
Outras linhas de crédito fortalecem o setor rural
Além do Irriga+SP, o FEAP mantém a linha Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS), voltada a projetos de agricultura irrigada. Em 2025, foram 170 operações aprovadas, somando R$ 13 milhões em investimentos.
Pesquisa e inovação reforçam a sustentabilidade
A pesquisadora Jane Silveira, do Instituto Agronômico (IAC-APTA), destaca que a irrigação sustentável é essencial para a diversidade produtiva paulista, abrangendo desde pequenos produtores de café e hortaliças até grandes cultivos de citros e cana-de-açúcar.
“A irrigação é um fator decisivo para aumentar a produtividade e garantir qualidade para atender mercados exigentes”, afirmou.
IAC desenvolve soluções para reduzir o uso de água
O Instituto Agronômico (IAC) também conduz pesquisas voltadas à eficiência hídrica e ao melhoramento genético de cultivares. O pesquisador Alisson Chiorato, responsável pelo Programa de Melhoramento Genético do Feijoeiro, explica que o desenvolvimento de variedades de ciclo precoce permite economia de até 20% de água durante a irrigação.
Além de reduzir o consumo hídrico, essas cultivares diminuem o gasto energético e a pressão sobre represas. O IAC também mantém estudos de demanda hídrica por cultura, com uso de imagens aéreas e análise dos períodos críticos de déficit em diferentes espécies agrícolas — uma linha de pesquisa ativa desde a década de 1950.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã
Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.
O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.
Mercado reage à expectativa de normalização logística
De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.
As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.
Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.
“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.
Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito
O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.
A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.
Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.
Acordo ainda depende de novas etapas
Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.
Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.
Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.
Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico
A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.
Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.
Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.
Cenário favorece importadores brasileiros
A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.
Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.
Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.
Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

