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“Saúde intestinal das aves será destaque no 15º Simpósio Técnico da ACAV em Florianópolis”
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A capital catarinense receberá, de 5 a 7 de agosto, o 15º Simpósio Técnico da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). O encontro ocorrerá no CentroSul, em Florianópolis, e apresentará 16 palestras de alto nível e cinco mesas‑redondas voltadas aos principais desafios da avicultura brasileira.
Palestra‑chave sobre saúde intestinal
No último dia do simpósio, a engenheira agrônoma Sandra Bonaspeti abordará a saúde intestinal das aves. Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com mestrado em Zootecnia focado em Nutrição de Monogástricos e MBA em Gestão Empresarial, Sandra acumula mais de três décadas de experiência em gigantes do setor — SEARA/JBS, BRF, ALIBEM e AVIPAL. Atualmente, é diretora global de marketing e serviços técnicos na Phibro Animal Health Corporation, responsável pelo suporte técnico em toda a América do Sul.
Por que o intestino importa para matrizes
Um trato gastrointestinal equilibrado:
- Maximiza a absorção de nutrientes, refletindo em melhor taxa de postura;
- Garante cascas mais resistentes e ovos férteis de qualidade;
- Ajuda na fertilidade e eclosão, ao evitar inflamações e disbioses;
- Contribui para o bem‑estar e longevidade produtiva das matrizes.
Distúrbios intestinais podem reduzir a produtividade, comprometer a fertilidade e tornar as aves mais suscetíveis a doenças.
Estratégias de prevenção
Para manter a saúde intestinal, Sandra ressalta medidas como:
- Acesso constante a ração balanceada;
- Formulações com ingredientes de alta digestibilidade e granulometria adequada;
- Uso de aditivos funcionais;
- Manejo sanitário rigoroso para evitar disbioses e fortalecer a imunidade.
Programação científica de alto nível
O coordenador geral Bento Zanoni destaca que a seleção criteriosa de temas e palestrantes garante a excelência do simpósio. Já o presidente da ACAV, Marcondes Aurélio Moser, lembra que a avicultura catarinense segue referência em biosseguridade: “Santa Catarina permanece livre das doenças mais graves que afetam outros países”, afirma.
Muito além do conteúdo técnico
Além das apresentações científicas, o evento oferecerá:
- Pré‑eventos e palestras de empresas parceiras;
- Momentos de networking e confraternização;
- O tradicional Jantar do Galo, que neste ano celebra os 30 anos do Simpósio da ACAV.
Com enfoque em eficiência, biosseguridade e cadeias produtivas sólidas, o encontro reafirma o papel estratégico da avicultura para a geração de empregos, o impulso econômico e a segurança alimentar no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento
O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).
A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.
Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.
A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.
O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.
As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.
Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.
Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.
Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.
Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.
Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.
O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.
Fonte: Pensar Agro



