AGRONEGOCIOS
Seapa inicia coleta de dados para Anuário 2025 da cachaça em Minas Gerais
AGRONEGOCIOS
A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) deu início à coleta de dados para o segundo “Diagnóstico do Perfil dos Empreendimentos de Cachaça de Alambique de Minas Gerais”, que subsidiará o Anuário 2025 do setor. O estudo, que será divulgado em 2026, tem como objetivo aprimorar políticas públicas e fortalecer a cadeia produtiva da cachaça no estado.
Estudo busca mapear realidade do setor para formalização e desenvolvimento
O anúncio da coleta foi feito pelo secretário estadual Thales Fernandes na abertura da 34ª Expocachaça, realizada em 7 de agosto. Segundo ele, cerca de 87% do setor ainda opera de forma informal. “Com esse diagnóstico, poderemos identificar os principais desafios e incentivar a formalização dos produtores junto à Seapa e ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)”, afirmou.
Perfil dos produtores: maioria é de pequenos empreendedores
A primeira edição do diagnóstico, lançada em 2024, evidenciou a importância econômica e social da cachaça mineira. Dados apontam que 79,2% dos empreendimentos empregam mão de obra, destacando o setor como gerador de empregos e renda. Além disso, 93% das propriedades têm menos de 20 hectares, e 82% desses produtores cuidam de todo o processo produtivo, desde o plantio da cana até o envasamento e comercialização.
Diagnóstico detalhado para orientar políticas públicas
O formulário do diagnóstico reúne informações sobre produção, agroindústria, comercialização, tributação, mão de obra e cultivo da cana-de-açúcar. “O estudo é bastante completo e fundamental para construir um banco de dados que ajude a direcionar investimentos e ações públicas alinhadas à realidade do setor”, explicou Sandra Regina Carvalho dos Santos, diretora de Comercialização e Mercados da Seapa.
O questionário está disponível no site da Seapa e pode ser respondido até o dia 10 de outubro de 2025. Link para o formulário
Seapa participa da Expocachaça com estande e equipe técnica
Durante a Expocachaça, a Seapa mantém um estande com informações sobre seus projetos e as ações das vinculadas Emater, Epamig e IMA. Uma equipe técnica está disponível até sábado (9/08) para auxiliar os produtores a responderem ao questionário, que pode ser acessado por meio de QR Codes em totens instalados no evento.
“Nossa intenção é aproveitar a feira para dialogar com os produtores e solicitar a colaboração deles no preenchimento do diagnóstico”, afirmou Sandra Regina.
Apoio de entidades representativas reforça o trabalho
A iniciativa conta com o apoio de importantes parceiros do setor, como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), a Câmara Setorial da Cachaça, o Sebrae, a Associação Nacional dos Produtores e Agroindústrias da Cachaça de Qualidade (ANPAQ), além dos órgãos vinculados à Seapa — Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Carne de búfalo estreia na Feicorte 2025 com pratos inspirados no tropeirismo e aposta em novos mercados
A carne de búfalo será apresentada pela primeira vez na Feicorte, realizada de 23 a 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP). A iniciativa marca a estreia da proteína bubalina em um dos principais encontros da cadeia produtiva de carnes do país.
A ação é conduzida por associados da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), que irão apresentar ao público preparações que unem carne e derivados do leite de búfala, reforçando o potencial gastronômico e a versatilidade do produto.
Degustações destacam carne de sol e produtos lácteos de búfala
Entre os destaques da programação, o público poderá degustar carne de sol de búfalo acompanhada de manteiga de búfala aromatizada e stracciatella. Outra preparação que integra o cardápio é a paçoca de pilão feita com carne bubalina, resgatando referências da culinária tradicional brasileira.
Além das receitas com carne, também serão apresentados derivados do leite de búfala, como muçarela, burrata, manteiga e stracciatella, utilizados nas combinações servidas durante o evento.
Segundo o criador de búfalos em Sarapuí (SP) e ex-presidente da ABCB, Caio Rossato, a presença da espécie em uma feira voltada ao setor de carnes amplia a visibilidade do produto e aproxima o consumidor final da cadeia produtiva.
“A presença do búfalo em eventos ligados à carne e ao leite permite apresentar os produtos e ampliar o conhecimento do público sobre as qualidades, o sabor e as texturas da proteína e dos derivados lácteos”, afirmou.
Carne de búfalo resgata tradição do tropeirismo
A escolha da paçoca de pilão como uma das preparações apresentadas na feira tem ligação direta com a história do tropeirismo no Brasil. O prato remete à alimentação utilizada por viajantes que transportavam animais por longas distâncias no período colonial e imperial.
De acordo com Rossato, essa tradição gastronômica percorreu rotas importantes do Sul e Sudeste do país, passando por estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, até chegar ao mercado de Sorocaba.
Estratégia de valorização e expansão do consumo
A participação na Feicorte também tem como objetivo ampliar o reconhecimento da carne de búfalo no mercado brasileiro, reforçando seu potencial como alternativa à carne bovina tradicional.
Para a ABCB, eventos do setor são fundamentais para aproximar produtores, indústria e consumidores, promovendo a diversificação do consumo de proteínas e derivados lácteos.
“A degustação em feiras como esta ajuda a divulgar os produtos e permite que o consumidor conheça melhor o sabor e as diferentes formas de utilização da carne e dos lácteos de búfala”, reforçou Rossato.
Com a estreia na Feicorte, o setor bubalino busca consolidar espaço em um dos principais palcos da pecuária de corte no Brasil, ampliando sua presença em eventos estratégicos da cadeia da carne.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


