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Seis vinhos brasileiros conquistam prêmios no Zarcillo International Wine Awards 2025

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O Brasil voltou a se destacar no cenário internacional com a conquista de seis medalhas no Zarcillo International Wine Awards 2025, realizado entre os dias 27 e 29 de maio, na cidade de Ávila, na Espanha. O concurso reuniu 1.306 amostras de vinhos provenientes de 10 países e contou com a avaliação de um júri composto por 80 degustadores de 21 nacionalidades diferentes.

Presença brasileira reforçada pela Associação Brasileira de Enologia

A participação brasileira no evento contou com o apoio técnico e institucional da Associação Brasileira de Enologia (ABE), representada pelo vice-presidente da entidade, o enólogo Michel Zignani. A ABE também foi responsável pelo envio das amostras nacionais, assegurando que os vinhos chegassem em perfeitas condições e em conformidade com os critérios exigidos pela organização do concurso.

Zignani destacou a organização exemplar do evento. “A execução de todo o serviço e a preparação das amostras demonstraram a excelência do concurso, conduzido com imparcialidade. Foi interessante perceber as tendências dos vinhos espanhóis, com destaque para vinhos mais frescos, frutados e agradáveis de beber, além da presença marcante de vinhos brancos e mais jovens, com padrão internacional”, observou.

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Reconhecimento reafirma a qualidade e a diversidade dos vinhos brasileiros

As premiações refletem a crescente diversidade da produção vitivinícola nacional, que vai além das castas tradicionais e se firma como referência nos principais concursos do mundo. Para a ABE, o reconhecimento reforça o papel do Brasil como produtor de vinhos e espumantes de qualidade, além de evidenciar a importância da presença técnica do país em eventos internacionais para consolidar sua imagem no setor.

Vinhos brasileiros premiados no Zarcillo 2025
  • Medalha de Ouro (Zarcillo de Ouro):
    • Garibaldi Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi
    • Garibaldi Espumante Viognier – Cooperativa Vinícola Garibaldi
    • Jolimont Chardonnay Reserva 2023 – Vitivinícola Jolimont
    • Jolimont Chardonnay Querências do Sul 2022 – Vitivinícola Jolimont
    • Jolimont Tannat Reserva 2022 – Vitivinícola Jolimont
  • Medalha de Prata (Zarcillo de Prata):
    • Aurora Varietal Malvasia Aromática 2024 – Cooperativa Vinícola Aurora

As conquistas brasileiras no Zarcillo 2025 destacam o potencial do país na produção de vinhos e espumantes com padrão internacional, reforçando o crescimento e o reconhecimento da vitivinicultura nacional nos principais palcos do mundo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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