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Seleon inaugura primeira central de coleta e processamento de sêmen equino do Brasil em 2026
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Inovação na reprodução equina brasileira
A Seleon Biotecnologia, referência na produção de sêmen bovino de alto desempenho, anuncia a inauguração de sua nova unidade voltada à genética de cavalos: Seleon Equinos. O início das operações está previsto para janeiro de 2026.
Com mais de dez anos de experiência em biotecnologia reprodutiva, a empresa leva ao setor equino o mesmo padrão de qualidade que a consolidou no mercado bovino. Localizada em Itatinga, interior de São Paulo, a nova central será a primeira do Brasil a operar nos moldes dos principais centros produtores dos Estados Unidos e da Europa.
Estrutura moderna e foco em bem-estar animal
Projetada para oferecer alta performance reprodutiva e conforto aos garanhões, a estrutura da Seleon Equinos conta com baias individuais equipadas com ventilação cruzada, controle de temperatura e nebulização. O ambiente foi desenvolvido para reduzir o estresse térmico e o risco de doenças respiratórias.
As baias possuem janelas internas e telas frontais, que permitem interação visual entre os animais, garantindo um ambiente mais natural e saudável. O projeto prioriza higiene, conforto e segurança, fatores essenciais para o desempenho reprodutivo.
Manejo avançado e cuidados individualizados
Entre os diferenciais da nova central estão o rodador elétrico para exercícios regulares, baias almofadadas que previnem lesões e uma enfermaria completa para monitoramento constante. A unidade também possui área de quarentena, assegurando que apenas animais saudáveis integrem o plantel.
Cada garanhão contará com um plano individual de alimentação e cuidados, elaborado por veterinários e nutricionistas especializados. A dieta inclui rações concentradas e suplementos vitamínicos de alta qualidade, ajustados à rotina de treinamento.
Tecnologia e transparência total
Para garantir rastreabilidade e segurança genética, a Seleon Equinos implementou um sistema de monitoramento com tecnologia blockchain, que registra todas as etapas — da coleta à entrega do sêmen. Os criadores poderão acompanhar o status e histórico do material genético por meio de um portal exclusivo.
Essa transparência reforça o compromisso da empresa com a qualidade e permite controle rigoroso sobre nutrição, sanidade e desempenho reprodutivo dos garanhões.
Sustentabilidade e eficiência operacional
A central foi projetada com práticas sustentáveis, incluindo bebedouros individuais com capacidade de sete litros, abastecidos por água pura de poços semiartesianos. O reservatório da unidade armazena até 50 mil litros, garantindo fornecimento contínuo e em temperatura ideal.
Essas medidas refletem o cuidado da Seleon com eficiência energética, sustentabilidade e bem-estar animal, valores que orientam todas as suas operações.
Laboratório de criopreservação e genética avançada
Um dos destaques da nova unidade é o laboratório de criopreservação de sêmen, equipado com tecnologias de última geração como o CASA (Computer Assisted Sperm Analysis) e microscopia de fluorescência. Esses equipamentos analisam a integridade e motilidade dos espermatozoides, assegurando a máxima viabilidade do material genético.
O processo de congelamento é personalizado para cada garanhão, utilizando diluidores e curvas de congelação específicas. A central também oferecerá serviços de inseminação artificial, produção de embriões (ICSI) e sêmen sexado, permitindo a escolha prévia do sexo dos potros.
Um marco para a equinocultura nacional
Com um investimento de R$ 10 milhões, a Seleon Equinos inaugura uma nova era na reprodução assistida de cavalos no Brasil. A empresa, já reconhecida pela excelência na biotecnologia bovina, passa a liderar também o segmento equino, combinando inovação, tecnologia e sustentabilidade.
Além da coleta e processamento de sêmen, a central oferecerá consultoria reprodutiva, acompanhamento veterinário, nutrição personalizada e logística especializada para o transporte do material genético. O objetivo é proporcionar eficiência e rentabilidade aos criadores, impulsionando o desenvolvimento da equinocultura nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Celulose rende R$ 11 bilhões e assume liderança nas exportações industriais
A celulose tornou-se o principal produto industrial de Mato Grosso do Sul no mercado internacional. Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações do segmento renderam aproximadamente R$ 11 bilhões e responderam por 40% da receita industrial obtida pelo Estado no exterior.
Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,11. Os dados são do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), com base no sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No período, as exportações industriais sul-mato-grossenses alcançaram o recorde de R$ 27,5 bilhões, crescimento de 5% sobre os oito primeiros meses de 2025. A indústria respondeu por 66% de tudo o que o Estado vendeu ao exterior.
O avanço da celulose está ligado à formação de um polo florestal e industrial no leste de Mato Grosso do Sul, especialmente na região de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. A cadeia conecta os plantios de eucalipto às fábricas, transportadoras, prestadores de serviços e estruturas de armazenamento e escoamento.
As pastas químicas de madeira concentraram 99,4% das exportações do segmento. O resultado demonstra a especialização alcançada pelo Estado, que deixou de atuar apenas como fornecedor de matérias-primas agropecuárias e passou a abrigar uma das maiores estruturas de transformação de madeira plantada do País.
Para o produtor rural, a expansão abre espaço para contratos florestais, arrendamentos e diversificação de renda. O aproveitamento dessas oportunidades, contudo, depende da proximidade das fábricas, do custo do transporte e do planejamento financeiro de uma cultura com ciclo mais longo que o das lavouras anuais.
A celulose superou o complexo frigorífico, que exportou R$ 9,66 bilhões e respondeu por 35% da receita industrial. A diferença entre as duas cadeias chegou a R$ 1,33 bilhão. Juntas, celulose e carnes concentraram três quartos das vendas industriais externas do Estado.
Outros segmentos também contribuíram para o resultado. As exportações de óleos vegetais renderam R$ 2,97 bilhões; açúcar e etanol movimentaram R$ 1,39 bilhão; e os produtos da indústria extrativa mineral somaram R$ 814,5 milhões.
Somente em agosto, as vendas industriais ao exterior alcançaram R$ 3,6 bilhões, alta de 3% na comparação anual e o melhor resultado já registrado pelo Estado para o mês.
A manutenção desse crescimento exigirá expansão planejada das florestas cultivadas, capacidade logística e disponibilidade de mão de obra. O desempenho até agosto, entretanto, confirma a celulose como novo eixo da economia sul-mato-grossense e mostra como a integração entre produção rural e indústria pode ampliar o valor gerado dentro do Estado.
Fonte: Pensar Agro



