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Sementes certificadas de soja impulsionam produtividade e garantem sustentabilidade no campo

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Com o planejamento da safra 2025/2026 já em curso, o debate sobre a importância do uso de sementes certificadas tem ganhado força entre produtores e especialistas do agronegócio. Enquanto dados alarmantes sobre a pirataria preocupam o setor, marcas como a Credenz® demonstram, com números expressivos, o impacto positivo do uso de materiais legalizados e rastreáveis nas lavouras de soja brasileiras.

Uso de sementes certificadas traz ganhos expressivos em produtividade

A safra 2024/2025 já evidencia os resultados do investimento em sementes de qualidade. De acordo com a BASF Soluções para Agricultura, mais de 95% dos lotes da marca Credenz® apresentaram índice de germinação superior a 95%. Essa performance favorece o estabelecimento mais uniforme da lavoura e o pleno aproveitamento do potencial genético das cultivares, oferecendo mais previsibilidade e segurança ao produtor.

Segundo José Gomes, gerente de Sementes de Soja e Biotecnologia da empresa, adotar sementes certificadas vai além da técnica: “É um compromisso com a produtividade, a qualidade, a sustentabilidade e o futuro da agricultura. Só ultrapassamos a média nacional de 50 sacas por hectare porque temos agricultores que reconhecem o valor da tecnologia para o desenvolvimento da atividade”.

Pirataria de sementes de soja gera perdas bilionárias

Apesar dos avanços, o setor enfrenta um grave desafio: a pirataria de sementes. Segundo dados da CropLife Brasil, divulgados em abril, o uso de sementes ilegais representa um prejuízo estimado de R$ 10 bilhões por ano para o agronegócio brasileiro. Apenas os produtores rurais deixariam de ganhar cerca de R$ 2,5 bilhões com o uso de sementes certificadas.

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Essas perdas comprometem toda a cadeia produtiva, desde o campo até a indústria, e colocam em risco o desempenho das lavouras, já que o material pirata não passa por controle de qualidade nem garante os atributos genéticos e sanitários esperados.

Qualidade garantida e rastreabilidade total

A BASF investe globalmente mais de 915 milhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento para entregar inovação ao agricultor. O processo de produção das sementes Credenz® passa por oito etapas de análise e mais de 35 testes por lote, que avaliam aspectos físicos, fisiológicos, sanitários e genéticos.

As variedades são desenvolvidas com base nos desafios de cada região do país, considerando clima, solo e pressão de pragas. Com biotecnologia de ponta, as sementes conferem resistência a pragas e tolerância a herbicidas, o que facilita o manejo e melhora a eficiência no campo.

Outro diferencial é o armazenamento refrigerado e a logística de distribuição estratégica, que garantem a qualidade do material até o momento do plantio. Para a rede de licenciados da marca SoyTech®, o apoio técnico é constante ao longo da safra. “Mais do que ter um bom material, o produtor precisa saber como utilizá-lo da melhor forma, escalonando variedades e o plantio”, destaca José Gomes.

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Certificação e responsabilidade ambiental

A gerente de Marketing da SoyTech®, Thaiz Zapateiro de Souto, destaca que todas as sementes são 100% rastreáveis, o que assegura procedência de áreas regulares, sem histórico de desmatamento, e alinhadas às boas práticas ambientais. “O rigor no processo de certificação é fundamental para garantir a integridade da cadeia produtiva e a conformidade com os princípios da agricultura responsável e do compliance ambiental”, afirma.

O uso de sementes certificadas se consolida como um pilar estratégico para o avanço da soja no Brasil, unindo ganhos produtivos, segurança ao agricultor e sustentabilidade. Frente aos riscos da pirataria, o investimento em qualidade e rastreabilidade se mostra cada vez mais essencial para garantir o futuro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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