AGRONEGOCIOS
Mercado do boi gordo registra alta impulsionada por retenção de animais e exportações aquecidas
AGRONEGOCIOS
O mercado físico do boi gordo apresentou novos avanços nos preços ao longo da última semana. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a elevação nas cotações está associada ao encurtamento das escalas de abate, reflexo da estratégia dos pecuaristas de reter os animais no pasto, aproveitando as boas condições das pastagens.
Outro fator determinante para a valorização do boi gordo é o aquecimento das exportações de carne bovina brasileira, que seguem em níveis expressivos, garantindo suporte às cotações.
Cotações da arroba
No dia 20 de março, os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo registraram os seguintes valores nas principais praças de comercialização do Brasil:
- São Paulo (Capital) – R$ 315,00 a arroba, aumento de 1,61% em relação ao fechamento da última semana, que foi de R$ 310,00.
- Goiás (Goiânia) – R$ 305,00 a arroba, alta de 3,39% sobre os R$ 295,00 registrados na semana anterior.
- Minas Gerais (Uberaba) – R$ 310,00 a arroba, incremento de 5,08% frente aos R$ 295,00 da semana passada.
- Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 310,00 a arroba, aumento de 5,08% em relação aos R$ 295,00 da semana anterior.
- Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 300,00 a arroba, estável em comparação com a semana passada.
- Rondônia (Vilhena) – R$ 270,00 a arroba, acréscimo de 1,89% em relação aos R$ 265,00 da semana anterior.
Desempenho do mercado atacadista
O mercado atacadista contrariou a tendência de estabilidade da segunda metade do mês e registrou elevação nos preços. Apesar desse aumento, Fernando Iglesias avalia que a população segue priorizando fontes de proteína mais acessíveis, como carne de frango, cortes suínos e embutidos.
O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 25,50 o quilo, representando alta de 2,00% em relação ao preço da semana passada, que era de R$ 25,00 o quilo. Já o quarto dianteiro permaneceu estável, sendo comercializado a R$ 18,50 o quilo.
Exportações em crescimento
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada registraram forte expansão em março. Nos primeiros oito dias úteis do mês, as vendas externas geraram uma receita de US$ 572,021 milhões, com média diária de US$ 71,502 milhões. O volume total embarcado foi de 117,480 mil toneladas, o que corresponde a uma média diária de 14,685 mil toneladas.
Na comparação com março de 2024, houve um aumento de 89,9% no valor médio diário exportado, além de uma alta de 76,6% na quantidade média diária enviada ao exterior. O preço médio da tonelada também apresentou crescimento, registrando avanço de 7,5%, alcançando US$ 4.869,10.
O cenário atual reforça a importância das exportações para a sustentação dos preços internos do boi gordo, evidenciando o protagonismo do Brasil no mercado global de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Peixes ornamentais: Aeroporto de Guarulhos concentra 95,5% das licenças de exportação
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou de reuniões com representantes do setor da Aquariofilia nesta sexta-feira (14), em São Paulo. Entre as ações destacadas está o Projeto Aqua Brasil, que é uma iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). “Criamos esse projeto direcionado para dar visibilidade à cadeia de ornamentais, olhando para o pequeno produtor que está na lida diária, cultivando e capturando esses peixes ornamentais. Também com um olhar especial para as exportações. O pescado para fins de ornamentação e aquariofilia tem alcançado outros países”, destacou. A meta de crescimento das exportações do setor com o projeto era de 6%. O crescimento alcançado em 2025 foi de 10,5%. Valor exportado em 2025: US$ 4,49 milhões.
São Paulo é o terceiro maior estado em número de empresas exportadoras. Concentra 12,1% das empresas brasileiras do segmento de organismos aquáticos ornamentais. Especificamente, o Aeroporto Internacional de Guarulhos concentra 95,5% das Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCOs) de exportação emitidas pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Dados do Projeto Aqua Brasil
Visa promover a excelência de empresas brasileiras do setor da Aquariofilia com foco na expansão e qualificação no comércio internacional de organismos aquáticos ornamentais.
- 60 empresas participantes;
- 28 empresas capacitadas para exportação;
- Aproximadamente 47% das empresas capacitadas;
- 19 palestras técnicas gravadas;
- Plataforma exclusiva de capacitação.
Como parte do projeto, em 2025, foi criado o primeiro painel setorial brasileiro de peixes ornamentais com integração de dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), do MPA e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Edipo Araujo também participou da feira Pet South America e de reuniões com representantes da Associação Brasileira de Lojas de Aquariofilia (ABLA). No sábado (15), também estão previstas as visitas ao evento Reef Day Brasil Aquarium Expo e participação na abertura da 2ª Assembleia do Instituto Nacional de Aquarismo (INA).
Ana Célia Costa
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura



