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Servidores iniciam capacitação para representar o agro brasileiro no exterior
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Teve início nesta segunda-feira (4) o curso de preparação para o exercício da missão de assessoramento em assuntos agrícolas. A capacitação reúne 28 servidores públicos selecionados para a lista tríplice em 14 postos de adidância, que agora participam da etapa final de formação para exercer a função de adido agrícola.
Desse total, 14 profissionais serão responsáveis por representar e defender os interesses do agro brasileiro no exterior, atuando nos seguintes postos: Austrália, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Canadá, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Japão, México, Tailândia, Vietnã, Organizações Econômicas sediadas em Paris (França) e Missão do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio, em Genebra (Suíça). A expectativa é que a maioria dos novos adidos agrícolas assuma os postos no início de 2026.
A capacitação, pré-requisito obrigatório para a investidura no cargo, ocorre no Instituto Rio Branco, em Brasília, e segue até o dia 8 de agosto. O conteúdo é ministrado por especialistas da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), da Secretaria de Política Agrícola (SPA), da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação (SDI), da Embrapa, da ApexBrasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
A cerimônia de abertura, realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), contou com as presenças do secretário-executivo adjunto Cléber Soares; do secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua; do secretário-adjunto Marcel Moreira; do subsecretário-adjunto de Gestão de Pessoas, Alysson Lago, além do chefe de divisão no Departamento de Promoção da Agricultura, Durval Carvalho, do Ministério das Relações Exteriores. “Essa etapa é decisiva para que nossos futuros adidos agrícolas estejam preparados para defender, com excelência, os interesses do agro brasileiro no exterior, em estreita coordenação entre Mapa, MRE e Embaixadas”, afirmou Luís Rua.
“Dos grandes desafios da humanidade, todos passam pela agricultura. Seja a fome ou a questão energética, a ponta de lança do Ministério da Agricultura são os adidos agrícolas, quem, de fato, acompanha os desafios, trata das negociações, identifica as oportunidades e os problemas. Para além da expertise técnica, os adidos agrícolas devem estar preparados para o imprevisível, advindo de questões geopolíticas e temas não tradicionais, como os diversos tipos de barreiras ao comércio. O nível de atuação precisa ser elevado”, completou o secretário-executivo adjunto, Cléber Soares.
Ao longo da semana, os servidores terão aulas sobre negociações comerciais, defesa agropecuária, cooperação internacional, subsídios agrícolas, temas sanitários e fitossanitários, sustentabilidade, estrutura das representações diplomáticas brasileiras, promoção comercial, entre outros temas. A programação inclui também encontros com chefes das divisões políticas do Itamaraty e visitas técnicas à região do Paranoá, no Distrito Federal.
De acordo com o secretário-adjunto da SCRI, Marcel Moreira, que atuou como adido agrícola na Arábia Saudita, o adido agrícola tem um papel essencial de apoiar a construção de pontes com os diversos elos do agronegócio. Por isso, mais do que ter apenas embasamento técnico, é necessário também saber se relacionar e estar alinhado com os interesses do país.
Atualmente, o Brasil conta com 40 adidos agrícolas em 38 postos no exterior. A previsão é que os 14 novos adidos, em substituição, sejam designados ainda neste ano e iniciem suas missões no início de 2026. A atuação desses profissionais é estratégica para consolidar a presença do agro brasileiro nos mercados internacionais. São eles os principais articuladores do agro no exterior: acompanham barreiras comerciais, promovem a imagem do setor produtivo, facilitam o acesso a mercados e fortalecem o diálogo com autoridades e empresas locais, além de identificar novas oportunidades.
Informação à imprensa
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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro



