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Setor de aves e suínos ganha novo manual de integração com regras mais claras e foco em transparência
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Nova edição do Manual de Integração moderniza regras do setor de aves e suínos
As regras que norteiam a atuação das Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) foram atualizadas, com o objetivo de trazer mais transparência e equilíbrio às relações entre produtores rurais e agroindústrias integradoras.
A nova versão do Manual de Boas Práticas das Cadecs foi apresentada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no âmbito do Fórum Nacional de Integração das Cadeias de Aves e Suínos (Foniagro).
O documento atualizado serve como um guia prático para o trabalho das comissões, que são responsáveis por mediar o relacionamento e promover o diálogo entre integrados e integradoras nas cadeias produtivas de frangos e suínos.
Objetivo é promover equilíbrio e segurança jurídica
A publicação reúne orientações sobre a estrutura organizacional das Cadecs, o acompanhamento das atividades de integração e os procedimentos para resolver divergências entre as partes.
Segundo a CNA e a ABPA, o propósito é reduzir assimetrias nas relações contratuais, fortalecer a transparência e aumentar a segurança jurídica do sistema de integração agroindustrial.
A nova edição também define referências técnicas e econômicas mínimas que podem ser adotadas como base para negociações nas cadeias de frangos de corte, ovos férteis e suinocultura — desde a produção de leitões até as fases de creche e terminação.
Atualização foi debatida no Foniagro em Brasília
A atualização do manual foi aprovada durante encontro do Foniagro, realizado em junho de 2025, em Brasília (DF).
As Cadecs fazem parte do modelo de integração previsto na Lei nº 13.288/2016, que regulamenta as relações entre produtores integrados e empresas integradoras em todo o país, definindo parâmetros de responsabilidade, remuneração e acompanhamento técnico.
CNA destaca avanços para o sistema de integração
De acordo com Adroaldo Hoffmann, presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, o lançamento do novo manual representa um avanço importante para o aprimoramento do sistema de integração.
“A atualização amplia a previsibilidade, fortalece o diálogo e contribui para relações mais justas e transparentes entre produtores e agroindústrias”, destacou Hoffmann.
A CNA reforça que o novo documento moderniza a governança do setor, cria mecanismos mais claros de acompanhamento das operações e estimula a cooperação entre os elos da cadeia produtiva, promovendo um ambiente mais sustentável e equilibrado para todos os envolvidos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor
O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.
O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.
Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.
A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.
Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.
Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.
Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.
Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.
Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.
Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.
A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.
Fonte: Pensar Agro
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