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Setor financeiro impulsiona bolsas da China e Hong Kong; tecnologia também atrai atenção
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A valorização foi estimulada por novas regras regulatórias que devem beneficiar componentes-chave dos principais índices. Enquanto isso, os investidores já começam a direcionar sua atenção para os próximos balanços das gigantes de tecnologia.
Alta generalizada liderada por bancos e seguradoras
Os principais índices acionários da China e de Hong Kong registraram ganhos significativos. O índice de Xangai subiu 0,86%, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — avançou 1,21%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve valorização de 2,3%.
A liderança ficou por conta das ações de bancos e seguradoras. O Índice Financeiro do CSI300 apresentou alta de 2,2%, refletindo o otimismo do mercado com as novas normas para fundos mútuos, anunciadas na semana passada pelo governo chinês.
Regulamentação favorece desempenho dos índices
De acordo com analistas da Huafu Securities, as recentes mudanças regulatórias — que determinam que fundos mútuos adotem referências de desempenho mais claras — podem estimular uma maior alocação de recursos em ações que compõem os principais índices do mercado chinês.
Como os papéis do setor bancário são componentes relevantes do índice CSI300, a expectativa é de que essas ações passem a receber maior atenção dos gestores de fundos, favorecendo seu desempenho no curto e médio prazo.
Investidores atentos aos balanços de tecnologia
Além do impulso financeiro, os investidores começam a voltar o foco para os resultados das empresas de tecnologia, cujos balanços devem ser divulgados nos próximos dias. O setor é visto como termômetro para o apetite de risco e pode influenciar a trajetória dos mercados asiáticos nas próximas sessões.
Desempenho dos principais índices asiáticos
Veja abaixo o fechamento dos principais mercados da Ásia nesta quarta-feira:
- Xangai (SSEC): alta de 0,86%, a 3.403 pontos
- CSI300 (Xangai e Shenzhen): alta de 1,21%, a 3.943 pontos
- Hong Kong (Hang Seng): alta de 2,30%, a 23.640 pontos
- Tóquio (Nikkei): queda de 0,14%, a 38.128 pontos
- Seul (Kospi): alta de 1,23%, a 2.640 pontos
- Taiwan (Taiex): alta de 2,12%, a 21.782 pontos
- Cingapura (Straits Times): queda de 0,26%, a 3.871 pontos
- Sydney (S&P/ASX 200): alta de 0,13%, a 8.279 pontos
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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