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Sipcam Nichino lança plataforma de tratamento de sementes com foco em soja, amendoim e trigo

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Entrada no mercado de tratamento de sementes

A Sipcam Nichino, empresa global reconhecida no setor de defensivos agrícolas, oficializou sua entrada no mercado brasileiro de tratamento de sementes com o lançamento da plataforma Seed Pro. O anúncio foi feito durante eventos realizados recentemente em Gramado (RS) e Goiânia (GO), que reuniram representantes de sementeiras, cooperativas, revendas e especialistas do setor.

Entre os convidados, esteve o pesquisador Alexandre Gazolla, referência em estudos sobre produção e qualidade de sementes.

Composição da plataforma Seed Pro

Segundo Bruno Souza Monção, gerente de marketing da Sipcam Nichino, a plataforma Seed Pro marca a estreia da empresa no segmento com uma proposta completa que combina tecnologia e prestação de serviços ao produtor. A solução é voltada especialmente para sementes de soja, amendoim, feijão e trigo.

A Seed Pro é composta por:

  • Tiofanil® FS (fungicida)
  • Torino® (fungicida)
  • Abyss® (bioestimulante)
  • Blue 2005 (polímero)
  • Dry Shine (pó secante)
Destaques dos fungicidas Tiofanil® FS e Torino®

De acordo com a empresa, o Tiofanil® FS é um fungicida sistêmico e de contato com amplo espectro de ação, sendo o primeiro e único produto formulado à base de multissítio (clorotalonil) para tratamento de sementes. A solução tem forte atuação em culturas como soja e amendoim, e foi destaque no último Congresso Brasileiro de Sementes.

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Já o Torino®, também de ação sistêmica e de contato, é indicado para o tratamento de sementes de soja, contribuindo para o melhor estabelecimento das plantas e aumento da produtividade. Entre as doenças controladas estão:

  • Podridão-da-semente
  • Phomopsis
  • Mancha-púrpura
  • Antracnose
  • Podridão aquosa
  • Mofo-branco
Resultados comprovados em ensaios da Embrapa Soja

Ambos os fungicidas se destacaram nos Ensaios de Rede das safras 2022/23 e 2023/24, no estudo “Eficiência do Tratamento de Sementes de Soja com Fungicidas no Controle dos Principais Fungos de Semente e de Solo”. Ao todo, foram 80 ensaios conduzidos pela Embrapa Soja, com a participação de mais de dez consultorias técnicas.

Benefícios do bioestimulante Abyss®

Ainda dentro do conceito Seed Pro, o Abyss® atua como bioestimulante, promovendo germinação eficiente, formação do estande de plantas e desenvolvimento inicial das raízes, aspectos fundamentais para o sucesso das culturas-alvo.

“O nosso foco é onde tudo começa. A plataforma Seed Pro chega ao mercado amparada por um extenso trabalho de pesquisa para apoiar o agricultor nas melhores decisões no início da lavoura”, finaliza Monção.

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Com a nova plataforma, a Sipcam Nichino reforça seu compromisso com inovação, qualidade e suporte técnico, oferecendo uma solução robusta para fortalecer o desempenho das lavouras desde o início do ciclo produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café robusta cresce no Brasil, dobra produção em 9 anos e reduz distância para o arábica

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Produção de robusta deve chegar a 22,1 milhões de sacas em 2026, enquanto arábica segue liderança com 44,1 milhões; cenário indica diversificação e reconfiguração da cafeicultura brasileira.

Café robusta deixa de ser coadjuvante e avança na produção nacional

O café robusta, também conhecido como conilon ou canéfora, vem ganhando protagonismo na cafeicultura brasileira e ampliando sua participação na produção nacional.

Em nove anos, a produção praticamente dobrou: passou de 10,4 milhões de sacas em 2016 para 20,8 milhões de sacas no ano passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa recorde histórico da variedade.

Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação ao ano anterior e possibilidade de novo recorde.

Arábica mantém liderança, mas crescimento do robusta muda equilíbrio do setor

Apesar da expansão do robusta, o café arábica segue como principal variedade produzida no país.

Em 2024, a produção foi de 35,7 milhões de sacas, abaixo das 43 milhões registradas em 2016. Para 2026, a Conab projeta recuperação, com 44,1 milhões de sacas.

Segundo o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion, o cenário não representa substituição entre as variedades, mas sim uma mudança estrutural na cafeicultura brasileira.

“O robusta não está tomando o lugar do arábica, mas o Brasil vive um movimento de diversificação da cafeicultura nacional”, afirma.

Robusta já responde por mais de um terço da produção brasileira

Na safra mais recente, a produção total de café no Brasil foi de 56,5 milhões de sacas. Desse volume, o robusta respondeu por 37%, participação considerada histórica.

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O avanço é explicado por fatores como:

  • Alta produtividade por hectare
  • Maior resistência ao calor e à seca
  • Menor custo de produção
  • Crescente demanda industrial

“O arábica continua muito importante, especialmente nas exportações, mas o robusta ganha espaço pela sua estabilidade produtiva”, destaca Centurion.

Produtividade do robusta supera em mais de 100% a do arábica

Os dados de produtividade reforçam a vantagem competitiva do robusta no campo.

  • Robusta: 400 mil hectares → 20,8 milhões de sacas (52 sacas/ha)
  • Arábica: 1,5 milhão de hectares → 35,7 milhões de sacas (24 sacas/ha)

Ou seja, o robusta apresenta produtividade mais que o dobro da registrada no arábica, com menor área cultivada.

Nova configuração da cafeicultura brasileira

Especialistas avaliam que o crescimento do robusta reflete uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, previsibilidade e redução de riscos climáticos.

Segundo Centurion, o movimento não substitui o arábica, mas amplia a competitividade do Brasil.

“O que estamos vendo é uma reconfiguração da cafeicultura, com o robusta assumindo papel estratégico, sustentado por produtividade e pela demanda global por cafés industriais”, explica.

Expansão do robusta abre novas fronteiras agrícolas

O mapa da produção de café no Brasil também está em transformação.

O arábica se concentra principalmente em:

  • Minas Gerais (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Zona da Mata)
  • São Paulo
  • Paraná
  • Bahia (Chapada Diamantina e Oeste)
  • Já o robusta tem forte presença em:
  • Espírito Santo (maior produtor nacional)
  • Rondônia
  • Expansão na Bahia e Mato Grosso
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Enquanto o arábica exige clima ameno e altitude, o robusta avança em regiões mais quentes e de menor altitude, abrindo novas fronteiras agrícolas.

Café robusta atende demanda crescente da indústria global

O crescimento do robusta também está ligado ao aumento da demanda por cafés industriais, como:

  • Café solúvel
  • Cápsulas
  • Blends comerciais

Além disso, o robusta possui maior teor de cafeína e perfil mais intenso, sendo amplamente utilizado em formulações industriais e misturas com arábica.

Mudanças no consumo global reforçam importância da variedade

No mercado internacional, o arábica ainda lidera com cerca de dois terços do consumo global, enquanto o robusta representa pouco mais de um terço.

Segundo a Conab, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de sacas de café no último ano. Deste total:

  • 75% a 80% foram de arábica
  • 20% a 25% foram de robusta

Os principais compradores incluem Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.

Robusta ganha papel estratégico na competitividade do café brasileiro

Além de ampliar a oferta para a indústria, o robusta também contribui para estabilizar preços no mercado interno, especialmente em momentos de alta do arábica.

Com maior produtividade e menor custo, a variedade ajuda a sustentar a cadeia produtiva e manter o café mais acessível ao consumidor final.

“O robusta funciona como elemento de equilíbrio do setor e contribui para a competitividade do café brasileiro”, conclui Centurion.

Fonte: Portal do Agronegócio

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