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SLC Agrícola abre inscrições para programa de estágio 2026/2 com foco em experiência no campo
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A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil e reconhecida com o selo Great Place to Work, está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2026/2. A iniciativa é direcionada a estudantes que desejam vivenciar, na prática, a rotina do agronegócio diretamente no campo.
O estágio terá duração de seis meses, com início previsto para julho de 2026. Os candidatos selecionados serão alocados em uma das 26 unidades de produção da companhia, distribuídas em oito estados brasileiros.
Experiência prática no cultivo e na produção agropecuária
Durante o programa, os estagiários participarão ativamente das operações agrícolas, acompanhando atividades ligadas à produção de:
- Algodão
- Soja
- Milho
- Pecuária
A proposta é proporcionar uma imersão completa no dia a dia das fazendas, permitindo o desenvolvimento de habilidades técnicas e operacionais essenciais para o setor.
Programa aposta no desenvolvimento profissional e imersão no agro
Segundo Juliana Vencato, gerente de Gestão de Pessoas e Comunicação da SLC Agrícola, o estágio foi estruturado para oferecer uma jornada de aprendizado consistente e alinhada às demandas do mercado.
De acordo com a executiva, o programa conta com uma trilha de desenvolvimento robusta, voltada a acelerar o crescimento profissional dos participantes, além de permitir que os estudantes conheçam de perto a operação da empresa e avaliem suas afinidades com a carreira no campo.
A iniciativa, que existe há mais de 20 anos, também reforça o posicionamento da companhia na formação de talentos e na atração de novos profissionais para o agronegócio.
Quem pode participar do programa de estágio
O programa é destinado a estudantes dos cursos de:
- Agronomia e Engenharia Agronômica
- Zootecnia
- Medicina Veterinária
- Engenharias Agrícola, Têxtil, de Produção e Mecânica
Para participar, é necessário ter disponibilidade para residir na fazenda durante o período do estágio e estar apto a cumprir o estágio obrigatório no segundo semestre de 2026.
Benefícios oferecidos aos estagiários
Além da experiência prática, a SLC Agrícola oferece um pacote de benefícios que inclui:
- Bolsa-auxílio
- Hospedagem compartilhada
- Alimentação completa
- Transporte até a fazenda
- Mentoria técnica
- Certificado de conclusão
- Seguro de vida
- Suporte à saúde mental por meio da plataforma Zenklub
Inscrições e processo seletivo
As inscrições devem ser realizadas até o dia 29 de abril por meio da plataforma Eureca.
O processo seletivo será totalmente online e contará com etapas de:
- Avaliação de fit cultural
- Dinâmicas em grupo
- Entrevistas individuais
Experiência no campo impulsiona carreira de estudantes
A vivência prática no programa pode impactar diretamente a trajetória profissional dos participantes. Um exemplo é o de Beatriz Procópio, estudante de Agronomia e estagiária na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Fazenda Pioneira, em Querência (MT).
Desde o início do estágio, em janeiro de 2026, Beatriz destaca o avanço no aprendizado técnico e no desenvolvimento de competências importantes, como análise de dados e atuação prática no campo. Segundo ela, a experiência tem contribuído tanto para sua formação profissional quanto pessoal, reforçando o interesse em seguir carreira no setor agrícola.
Programa de Estágio SLC Agrícola 2026/2
Prazo de inscrição: Até 29 de abril
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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