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Soja 2026: safra recorde no Brasil enfrenta gargalos logísticos enquanto mercado internacional reage a incertezas sobre compras chinesas

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A colheita de soja segue em ritmo desigual entre as regiões produtoras do país, combinando boas expectativas de produtividade com entraves logísticos e impactos diretos das condições climáticas. Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário de 2026 reflete uma recuperação importante em estados como o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso, mas também revela gargalos estruturais que limitam a fluidez do mercado e pressionam custos de frete e armazenamento.

No Rio Grande do Sul, a estimativa é de 21,44 milhões de toneladas, alta de 57,14% em relação à safra anterior, marcada por perdas climáticas severas. A semeadura atingiu 98% da área prevista, e as lavouras estão, em sua maioria, em bom estado. Entretanto, a colheita ainda não chegou a 1%, e a disputa por caminhões e espaço nos armazéns, especialmente com o milho já colhido em 59% da área, tem elevado o custo logístico, sobretudo no transporte até o porto de Rio Grande.

Santa Catarina e Paraná mantêm estabilidade com foco interno

Em Santa Catarina, a forte integração agroindustrial garante estabilidade ao mercado, já que boa parte da produção é absorvida pelo complexo de proteína animal. A colheita começa em ritmo regular, priorizando o abastecimento interno e reduzindo a dependência de exportações.

No Paraná, cerca de 14% da safra já foi colhida, ritmo menor do que o registrado em anos anteriores por causa das temperaturas mais amenas. Mesmo assim, as lavouras mantêm boas condições e devem acelerar o ritmo nas próximas semanas. O setor já monitora com atenção questões de armazenagem, enquanto os fretes seguem estáveis.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul enfrentam gargalos logísticos

O Mato Grosso do Sul caminha para uma das maiores colheitas da história, mas enfrenta limitações de infraestrutura e gargalos de escoamento. Com o avanço da colheita, cresce a disputa por caminhões e a pressão sobre os armazéns, que já operam próximos ao limite.

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No Mato Grosso, principal estado produtor do país, 24,97% da área já foi colhida, com uma estimativa de 47,2 milhões de toneladas. No entanto, o excesso de chuvas na região norte tem provocado paralisações e aumento do número de grãos avariados, o que gera descontos na comercialização e amplia a tensão logística, com fretes em alta e capacidade de armazenagem insuficiente.

Chicago realiza lucros após alta impulsionada por expectativa de compras chinesas

Enquanto o Brasil enfrenta desafios logísticos, o mercado internacional reage às movimentações políticas e comerciais envolvendo os Estados Unidos e a China. Após duas semanas de valorização intensa, a Bolsa de Chicago (CBOT) registrou nesta sexta-feira (6) uma realização de lucros, com os principais contratos da soja recuando entre 1,25 e 2,50 pontos. O vencimento março foi cotado a US$ 11,09 por bushel, e o maio a US$ 11,23.

Os contratos do farelo e do óleo de soja também recuaram, devolvendo parte dos ganhos anteriores — o óleo caiu cerca de 0,6% no dia. A volatilidade é alimentada pelas declarações recentes do presidente americano Donald Trump, que afirmou que a China teria se comprometido a comprar 20 milhões de toneladas de soja ainda nesta temporada.

Expectativas de novas compras chinesas e impacto no mercado global

Na quinta-feira, o mercado reagiu fortemente às declarações de Trump sobre um possível acordo para ampliar as compras chinesas. Caso a China efetive a aquisição adicional de 8 milhões de toneladas no curto prazo, os estoques americanos da safra 2025/26 — atualmente confortáveis, em torno de 9,5% — poderiam ser reduzidos de forma significativa.

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Segundo o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, o movimento tem potencial para pressionar os estoques dos EUA e afetar diretamente os prêmios de exportação brasileiros, especialmente neste período de avanço da colheita no país.

Contudo, Silveira destaca que os preços da soja norte-americana seguem acima dos praticados no Brasil, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade econômica das compras chinesas em grande escala. “A menos que haja incentivos governamentais ou subsídios, é improvável que a China concentre aquisições tão volumosas dos EUA”, avalia.

Mercado segue dividido entre fundamentos e especulação

Apesar do otimismo recente, parte do movimento de alta é considerado especulativo e depende da confirmação das compras chinesas. Enquanto isso, o mercado segue atento aos fundamentos de oferta e demanda, dividindo espaço com as incertezas financeiras e os picos de aversão ao risco.

Os contratos de soja em grão com entrega em março encerraram a última sessão com alta de 20 centavos de dólar, a US$ 11,12 por bushel, e a posição maio a US$ 11,26. O farelo subiu US$ 7,00, chegando a US$ 303,20 por tonelada, enquanto o óleo fechou praticamente estável, a 55,65 centavos de dólar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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