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Soja e milho registram altas nos preços e exportações, aponta Rabobank

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O mercado de grãos apresentou sinais positivos em agosto de 2025, com soja e milho registrando valorização e movimentos distintos no comércio internacional. Segundo levantamento do RaboResearch Food & Agribusiness, os números reforçam a relevância do Brasil como líder global na produção e exportação de commodities agrícolas.

Soja avança levemente nos preços em agosto

Em agosto, os preços da soja pagos aos produtores brasileiros tiveram alta de 1% em relação a julho. Apesar da recuperação no curto prazo, a média anual ainda se mantém estável quando comparada ao mesmo período de 2024.

Milho apresenta valorização mais consistente

O milho também registrou valorização de 1% em agosto, mas com desempenho mais sólido que a soja. Os preços ficaram 3% acima do observado em agosto de 2024, impulsionados pela maior demanda interna e pela expectativa de forte ritmo de exportações no último trimestre do ano.

Exportações de soja desaceleram em julho

No comércio exterior, as exportações brasileiras de soja alcançaram 12,3 milhões de toneladas em julho, uma queda de 9% em relação a junho. Ainda assim, o acumulado do ano apresenta crescimento de 2% frente a 2024.

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O relatório do Rabobank aponta que fatores como as tensões comerciais entre Estados Unidos e China e a colheita recorde no Brasil têm moderado o ritmo de expansão das vendas externas da oleaginosa.

Exportações de milho disparam no mercado externo

O milho foi o destaque no cenário internacional. Em julho, o Brasil exportou 2,4 milhões de toneladas, um salto de 559% em relação ao mês anterior.

Apesar do avanço expressivo, o acumulado do ano ainda está 25% abaixo do registrado em 2024. A expectativa do setor é que os embarques ganhem força a partir de outubro, com a entrada da safrinha, que deve ampliar a oferta no mercado.

Produção recorde consolida protagonismo brasileiro

A safra 2024/25 é marcada por uma produção histórica de grãos. A colheita de milho deve alcançar 139 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como um dos maiores fornecedores globais de milho e soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

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A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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