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Soja ganha suporte do petróleo e demanda global, mas colheita no Brasil pressiona preços
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Mercado global da soja registra alta com volatilidade
O mercado internacional da soja apresentou valorização ao longo de fevereiro, com movimentos marcados por volatilidade na Bolsa de Chicago. O grão acumulou alta de aproximadamente 7%, alcançando patamar próximo de US$ 11,24 por bushel, sustentado principalmente pelo fortalecimento da demanda global.
Um dos principais fatores foi a expectativa de novas compras por parte da China, impulsionada por sinais de possíveis avanços nas relações comerciais com os Estados Unidos. Esse cenário levou fundos de investimento a ampliarem suas posições compradas, mesmo diante de estoques globais considerados confortáveis.
Óleo de soja e petróleo dão suporte ao complexo
Dentro do complexo soja, o destaque ficou para o óleo, que liderou as altas no mercado internacional. Em fevereiro, o derivado registrou valorização de 11,5% na CBOT, atingindo os maiores níveis desde 2023.
Esse movimento foi impulsionado por:
- Alta dos preços do petróleo no mercado internacional;
- Maior demanda por biocombustíveis;
- Perspectivas mais firmes para o consumo global de óleos vegetais.
A valorização do óleo acabou influenciando positivamente os preços do grão, reforçando a sustentação do mercado em Chicago, especialmente no início de março, com a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Oferta global elevada limita avanços mais intensos
Apesar do suporte da demanda e do complexo soja, o mercado ainda enfrenta limitações devido ao cenário de oferta global elevada.
O balanço global indica:
- Produção estável em torno de 427 milhões de toneladas;
- Crescimento do consumo global, que chega a 424 milhões de toneladas;
- Estoques finais em patamar elevado, próximos de 125 milhões de toneladas.
Esse cenário mantém o mercado equilibrado, evitando movimentos mais expressivos de alta e contribuindo para a volatilidade dos preços.
Colheita no Brasil pressiona preços no mercado interno
No Brasil, o avanço da colheita da safra 2025/26 trouxe pressão sobre os preços domésticos. A maior disponibilidade de produto no mercado físico resultou em recuo das cotações, especialmente nas principais regiões produtoras.
Em Mato Grosso, por exemplo, os preços registraram queda de cerca de 5% em fevereiro, com a saca sendo negociada próxima de R$ 100 em Sorriso.
Apesar do suporte vindo do mercado internacional, a oferta elevada no curto prazo segue sendo o principal fator de pressão no mercado interno.
Clima irregular impacta produção no Sul do Brasil
As condições climáticas tiveram papel relevante no desempenho da safra brasileira, com destaque para a irregularidade das chuvas.
No Centro-Norte, o excesso de precipitações favoreceu o desenvolvimento das lavouras, mas dificultou o avanço da colheita. Já no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, a falta de chuvas comprometeu a produtividade.
A estimativa para a produção gaúcha foi revisada para cerca de 19 milhões de toneladas, representando queda de 11% em relação à projeção inicial.
Mesmo assim, produtividades melhores em outras regiões ajudam a compensar parcialmente as perdas, mantendo uma perspectiva ainda positiva para a produção nacional.
Safra dos EUA deve ampliar área e reforçar protagonismo da soja
Para a safra 2026/27, a expectativa é de expansão da área plantada de soja nos Estados Unidos. Segundo projeções, a área pode atingir cerca de 34,4 milhões de hectares, crescimento de aproximadamente 5% em relação ao ciclo anterior.
O avanço é motivado por:
- Melhor rentabilidade da oleaginosa frente a outras culturas;
- Ajustes na rotação agrícola;
- Demanda interna aquecida, especialmente para esmagamento.
Esse cenário reforça o protagonismo da soja no mercado global e indica mudanças na dinâmica de oferta nos próximos ciclos.
Perspectivas: mercado segue sensível a clima, demanda e energia
O mercado da soja segue condicionado a uma combinação de fatores que devem guiar os preços nos próximos meses:
- Evolução da demanda global, especialmente da China;
- Comportamento do petróleo e dos biocombustíveis;
- Ritmo da colheita e logística no Brasil;
- Condições climáticas na América do Sul e nos Estados Unidos.
Diante desse cenário, a tendência é de manutenção da volatilidade, com o mercado reagindo tanto aos fundamentos agrícolas quanto aos fatores externos, especialmente ligados à energia e ao ambiente geopolítico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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