AGRONEGOCIOS
Soja mantém estabilidade nos portos brasileiros e avança em Chicago com apoio da demanda chinesa
AGRONEGOCIOS
O mercado da soja segue estável em parte do Brasil, mas com avanços em regiões específicas, segundo levantamento da TF Agroeconômica.
No Rio Grande do Sul, as cotações para pagamento em setembro registraram alta de 0,57%, chegando a R$ 142,50/saca nos portos. No interior, em praças como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa, os preços ficaram em torno de R$ 135,00/saca para entrega no fim do mês.
Em Santa Catarina, o mercado se mantém firme, sustentado pela indústria local. A safra recorde, estimada em 3,3 milhões de toneladas, reforçou o estado como fornecedor estratégico para o consumo interno. No porto de São Francisco, a soja foi cotada a R$ 142,84/saca.
O Paraná apresentou preços variados: R$ 142,50/saca em Paranaguá (+0,11%), R$ 129,01 em Cascavel (-0,98%), R$ 130,47 em Maringá, R$ 132,26 em Ponta Grossa, e R$ 123,00 em Pato Branco (-0,81%). No balcão, em Ponta Grossa, a saca foi negociada a R$ 118,00.
No Mato Grosso do Sul, a safra recorde, estimada em 14,6 milhões de toneladas, impulsionou os preços internos. Em Dourados e Campo Grande, a saca ficou em R$ 123,51 (+1,61% e +3,64%, respectivamente). Em Chapadão do Sul, a cotação alcançou R$ 125,00 (+2,49%), enquanto Sidrolândia registrou R$ 128,00 (+4,40%).
Já no Mato Grosso, produtores seguem cautelosos com a comercialização da safra futura, diante dos custos de produção e da instabilidade climática. Os preços variaram de R$ 119,80 em Sorriso (+0,42%) a R$ 130,50 em Rondonópolis (+0,38%), com médias entre R$ 120,00 e R$ 125,00/saca em outras regiões.
Soja opera com estabilidade em Chicago
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços da soja iniciaram esta terça-feira (09) com leves ganhos, refletindo principalmente o suporte do mercado de farelo. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), o contrato de novembro era negociado a US$ 10,35/bushel, enquanto março marcava US$ 10,69/bushel.
Além do farelo em alta, os traders acompanham os desdobramentos políticos na Argentina, após a derrota de Javier Milei nas eleições provinciais, e aguardam as condições climáticas no Brasil, onde o plantio da safra 2025/26 depende da regularização das chuvas previstas para o fim de setembro.
Outro ponto de atenção é o relatório mensal de oferta e demanda do USDA, que será divulgado nesta sexta-feira (12), trazendo novas projeções para a safra norte-americana.
Compras técnicas e demanda chinesa dão suporte aos preços
Na sessão anterior, segunda-feira (08), a soja já havia encerrado em alta em Chicago, apoiada por compras técnicas e previsões de clima mais seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos. O contrato de novembro avançou 0,66%, a US$ 1.033,75/bushel, enquanto janeiro subiu 0,69%, cotado a US$ 1.052,75/bushel.
No mercado de derivados, o farelo de soja para outubro subiu 0,50%, cotado a US$ 281,90/ton curta, e o óleo de soja encerrou em US$ 50,98/libra-peso (+0,33%).
Outro fator de suporte veio da China, que importou em agosto 12,28 milhões de toneladas de soja, um recorde mensal e 5,2% acima de julho. Do total, 86% tiveram origem no Brasil, reforçando a liderança do país no fornecimento global da oleaginosa.
Pressões baixistas limitam ganhos
Apesar do cenário positivo, fatores de pressão também pesam sobre o mercado. O início da colheita no sul dos Estados Unidos tende a trazer pressão sazonal, enquanto a ausência de compras chinesas de soja americana neste período, somada às tensões comerciais entre Washington e Pequim, mantém a volatilidade dos preços em alta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Milho: preços recuam em Chicago e na B3 enquanto mercado aguarda relatório do USDA e negociações seguem travadas no Brasil
Os preços do milho iniciaram esta terça-feira (30) em queda nos mercados futuros de Chicago e da B3, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerados decisivos para a formação dos preços internacionais dos grãos.
Além da cautela no cenário externo, o mercado brasileiro continua marcado pela baixa liquidez, com negociações pontuais e compradores abastecidos no curto prazo, enquanto o avanço da colheita da segunda safra mantém pressão sobre as cotações em diversas regiões produtoras.
Mercado internacional acompanha expectativa pelo USDA
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho operavam em baixa durante a manhã desta terça-feira.
Por volta das 9h05 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em julho/2026 era negociado a US$ 4,01 por bushel, com queda de 0,25 ponto. O vencimento setembro/2026 recuava para US$ 4,08, enquanto dezembro/2026 era cotado a US$ 4,28 e março/2027 a US$ 4,43, ambos também registrando perdas.
Segundo analistas internacionais, o mercado permanece praticamente paralisado enquanto aguarda os números oficiais do USDA, que poderão redefinir as perspectivas de oferta para a safra norte-americana.
Mesmo após o órgão norte-americano reduzir inesperadamente as avaliações das lavouras na atualização semanal, os investidores mantiveram postura defensiva.
De acordo com a consultoria Farm Futures, as chuvas registradas recentemente em boa parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos aliviaram parte das preocupações climáticas, enquanto a onda de calor prevista para esta semana tende a perder intensidade após o feriado de 4 de julho.
Outro fator que chama atenção é o forte posicionamento vendido dos fundos de investimento.
Nas últimas semanas, os investidores ampliaram significativamente suas apostas na queda dos preços, inclusive com vendas líquidas estimadas em cerca de 20 mil contratos apenas na sessão anterior. Esse cenário pode aumentar a volatilidade caso os números do USDA surpreendam positivamente o mercado.
B3 acompanha Chicago e opera no campo negativo
No mercado brasileiro de futuros, a Bolsa Brasileira (B3) também iniciou o dia em baixa, acompanhando o movimento internacional.
Durante a manhã, o contrato julho/2026 era negociado a R$ 64,51 por saca, com recuo de 0,15%. O vencimento setembro/2026 girava em torno de R$ 67,60, enquanto janeiro/2027 permanecia próximo de R$ 73,65, praticamente estável.
Apesar do suporte oferecido pelo dólar, a pressão exercida pela Bolsa de Chicago e a expectativa pelos dados norte-americanos limitaram qualquer reação mais consistente dos preços domésticos.
Mercado físico segue travado com baixa liquidez
No encerramento da segunda-feira (29), o mercado físico apresentou comportamento misto e volume reduzido de negócios.
Segundo a TF Agroeconômica, a combinação entre demanda enfraquecida, compradores abastecidos e expectativa em relação ao comportamento da segunda safra manteve o ritmo lento das negociações em praticamente todas as regiões produtoras.
Na B3, o contrato julho encerrou cotado a R$ 64,61, com leve valorização diária. Setembro fechou a R$ 67,64, enquanto novembro terminou em R$ 70,87, refletindo um mercado sem direção definida.
Embora o avanço da colheita da segunda safra continue ampliando a oferta, o fator perdeu parte da força como elemento de pressão sobre os preços em algumas regiões. Ao mesmo tempo, as baixas temperaturas registradas recentemente passaram a preocupar produtores quanto ao desenvolvimento das lavouras remanescentes.
Cotações variam entre os principais estados produtores
No Rio Grande do Sul, as indicações oscilaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média próxima de R$ 59,11.
Em Santa Catarina, vendedores mantiveram ofertas ao redor de R$ 65, enquanto compradores indicavam valores próximos de R$ 60 por saca.
No Paraná, o mercado permaneceu praticamente parado, com referências de R$ 65 para vendedores e cerca de R$ 60 CIF para compradores. A colheita da segunda safra alcançou aproximadamente 3% da área, com produção estimada em 17,6 milhões de toneladas.
Já em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 49 e R$ 52 por saca. A colheita atingiu cerca de 2% da área cultivada, e a elevada oferta, somada aos estoques disponíveis e à postura cautelosa dos compradores, continuou limitando a recuperação dos preços, mesmo diante da demanda crescente da indústria de etanol de milho.
Mercado deve ganhar volatilidade após divulgação dos relatórios
A expectativa agora está concentrada na divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do USDA, considerados alguns dos principais indicadores para o mercado mundial de milho.
Caso os números apontem redução na área cultivada ou estoques menores que os projetados, os preços poderão encontrar espaço para recuperação tanto em Chicago quanto na B3. Por outro lado, dados que confirmem uma oferta mais robusta tendem a manter a pressão sobre as cotações nos próximos dias.
Enquanto isso, o mercado brasileiro segue monitorando o avanço da colheita da safrinha, o comportamento do câmbio, a demanda doméstica e o cenário internacional para definir a tendência dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


