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Soja mantém leves ganhos em Chicago, mas mercado segue atento ao clima e às relações China-EUA

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Leves altas nos preços da soja

Na manhã desta quarta-feira (4), os futuros da soja na Bolsa de Chicago avançavam de forma moderada. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os principais contratos registravam alta entre 2,75 e 3,25 pontos, com o julho cotado a US$ 10,44 e o setembro a US$ 10,15 por bushel.

Oscilações contidas e expectativa por notícias

Os preços da soja permanecem em uma faixa estreita, apresentando oscilações tímidas. O mercado aguarda novas informações que possam impactar os próximos movimentos dos contratos.

Fatores que movimentam o mercado

Dois fatores principais estão no foco dos investidores: o clima no Corn Belt, região central para o plantio no Meio-Oeste americano, e as relações comerciais entre China e Estados Unidos.

Possível diálogo entre líderes globais

Os traders acompanham a possibilidade de uma conversa entre o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, nos próximos dias, evento que pode influenciar o cenário comercial global.

Clima favorável para safra 2025/26

As condições climáticas no Meio-Oeste dos EUA têm se mostrado adequadas para a conclusão do plantio da safra 2025/26, beneficiando o desenvolvimento inicial das lavouras de soja e milho.

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Impactos de outros mercados e conflitos

Além da soja, os preços do milho, trigo e derivados da soja também apresentam ganhos nesta quarta-feira, reforçando o suporte ao mercado. Outro ponto de atenção é o agravamento do conflito entre Rússia e Ucrânia, que pode influenciar as commodities agrícolas globalmente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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