CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Soja mantém volatilidade em Chicago e exportações brasileiras avançam em volume

Publicados

AGRONEGOCIOS

Mercado internacional da soja apresenta movimentos mistos em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago registraram oscilações nesta quarta-feira (18), refletindo ajustes técnicos e a influência dos derivados do grão. As cotações seguiram o ritmo positivo do óleo de soja e do petróleo, que apresentaram alta superior a 1%, impulsionando o sentimento comprador no início do pregão.

Por volta das 6h50 (horário de Brasília), o contrato de março era negociado a US$ 11,42 por bushel, enquanto o vencimento de maio alcançava US$ 11,57 por bushel, com ganhos entre 6,25 e 8,25 pontos. O movimento foi sustentado também pela valorização do farelo, que se recuperou das baixas do pregão anterior.

Expectativa pelo Outlook Forum e demanda chinesa sustentam o mercado

Os traders permanecem atentos às Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e ao Outlook Forum, evento que ocorre entre quinta (19) e sexta-feira (20), e deve apresentar as primeiras projeções não oficiais para a safra 2026/27 dos Estados Unidos.

Além disso, há expectativa de retomada da demanda da China após o feriado do Ano Novo Lunar, o que poderia fortalecer as exportações norte-americanas. Esse cenário ajuda a manter o suporte para os preços, mesmo diante de oscilações pontuais nas bolsas.

Leia Também:  Alta tecnologia no agro exige novo perfil: produtor precisa atuar como gestor de passivos para acessar crédito e crescer
Encerramento com leve recuo nos contratos

Apesar do início positivo, o pregão encerrou com variações moderadas. O contrato de soja para março recuou 0,09%, equivalente a 1 centavo de dólar, encerrando o dia a 1.134,00 cents por bushel. O vencimento de maio também registrou leve baixa de 0,07%, fechando em 1.148,75 cents por bushel.

Entre os derivados, o farelo de soja caiu 1,10%, negociado a US$ 305,8 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,37%, a 57,3 centavos de dólar por libra-peso, limitando perdas mais expressivas no complexo.

Exportações brasileiras de soja crescem em volume, mas preço médio recua

No comércio exterior, o complexo soja brasileiro encerrou 2025 com estabilidade em valor e avanço em volume, conforme dados do Ministério da Economia do Brasil, via ComexStat, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais.

As exportações totalizaram US$ 43,5 bilhões no ano, um aumento de 1% em relação aos US$ 42,9 bilhões de 2024. Em volume, os embarques somaram 108,1 milhões de toneladas, crescimento de 9% frente às 98,8 milhões de toneladas do ano anterior.

Leia Também:  Paraná já colheu 74% da segunda safra de milho; Conab projeta safra recorde para 2024/25

Entretanto, o preço médio anual da soja caiu 7%, passando de US$ 435 para US$ 402 por tonelada, reflexo de uma maior oferta global e da pressão sobre as cotações internacionais ao longo do período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

Publicados

em

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

Leia Também:  Exportações de milho despencam em maio de 2025 e atingem apenas 9,4% do volume registrado no mesmo mês de 2024

INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

Leia Também:  Banco Mundial anunciou que irá destinar R$ 50,22 bilhões para o agronegócio

Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA