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Soja: muito além do grão, um ativo estratégico para a alimentação, indústria e sustentabilidade
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Produção recorde e liderança global do Brasil
A soja, principal produto agrícola do país, segue em trajetória de crescimento. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção da safra 2025/26 deve atingir 177,67 milhões de toneladas, um aumento de 3,6% em relação ao ciclo anterior. Esse avanço é impulsionado pela expansão da área cultivada e pela recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, mantendo o Brasil na liderança mundial do segmento.
Soja na alimentação: da mesa ao rebanho
O grão não se limita à produção em larga escala: ele é essencial na alimentação humana e animal. No consumo humano, a soja é base para óleo, farinha, proteína texturizada, leite vegetal e outros derivados, atendendo tanto à dieta tradicional quanto a vegetarianos e veganos.
Para a alimentação animal, a proteína da soja é fundamental na composição de ração de bovinos, suínos e aves, garantindo nutrição de qualidade e impulsionando a produtividade agropecuária, destaca Luis Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes.
“Sua proteína de alta qualidade é estratégica não apenas na nutrição humana, mas também na alimentação animal, contribuindo para a eficiência da cadeia produtiva”, afirma Schiavo.
Aplicações industriais e biocombustíveis
A soja também desempenha papel relevante fora da mesa. O óleo de soja é matéria-prima para a produção de biocombustíveis, lubrificantes e produtos de limpeza, como detergentes e sabões. Na indústria cosmética, seus componentes são utilizados em hidratantes, shampoos e outros produtos de cuidado pessoal.
O grão ainda contribui para a sustentabilidade energética, ao fornecer matéria-prima para o biodiesel, ajudando a reduzir a dependência de combustíveis fósseis e diminuindo as emissões de gases de efeito estufa.
“Investir em inovação na cadeia da soja é gerar valor econômico e ambiental ao mesmo tempo, conectando agricultura, indústria e sustentabilidade”, reforça Schiavo.
Soja como recurso estratégico para o Brasil
A versatilidade do grão permite transformar recursos naturais em múltiplas soluções, atendendo às demandas humanas e industriais de forma eficiente e sustentável. Para especialistas, a soja é mais que um grão: é um ativo estratégico do Brasil, que une produtividade agrícola, inovação tecnológica e compromisso com a sustentabilidade.
“A soja representa uma oportunidade de desenvolvimento em diferentes setores e reforça a posição do Brasil como líder global em inovação agroindustrial”, conclui Luis Schiavo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar
A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.
Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.
Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.
Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor
De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.
1. Eliminação de plantas daninhas
O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.
A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.
2. Monitoramento constante das folhas
O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.
A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.
3. Escolha de materiais mais tolerantes
O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.
A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.
4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional
O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.
Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.
Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.
Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.
Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos
Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.
Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.
Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.
Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial
A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.
Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.
A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.
Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.
Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão
O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.
Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

