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Soja perde força no mercado brasileiro com pressão nos preços e expectativa pelo relatório do USDA

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana em ritmo lento e com poucos negócios realizados, refletindo a cautela dos agentes diante da proximidade do novo relatório do USDA, previsto para a próxima terça-feira (12). Após um início de semana marcado por tentativa de recuperação nas cotações, o mercado perdeu força e voltou a operar pressionado.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário continua sendo influenciado pela postura mais conservadora de compradores e vendedores, além das cotações enfraquecidas tanto no mercado interno quanto nos portos brasileiros.

“O mercado segue travado, com os participantes aguardando os números do USDA da próxima semana”, avalia o especialista.

Nos portos, a movimentação comercial permaneceu limitada. Em Paranaguá (PR), a soja recuou de R$ 128,50 para R$ 128,00 por saca de 60 quilos. Já em Rio Grande (RS), as indicações permaneceram estáveis em R$ 128,50.

No interior do país, os preços também apresentaram estabilidade ou leve pressão. Em Passo Fundo (RS), a saca foi cotada a R$ 122,50. Em Cascavel (PR), os preços ficaram em R$ 118,00, enquanto em Rondonópolis (MT), o valor permaneceu em R$ 107,50 por saca.

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Chicago acompanha petróleo e cenário geopolítico

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja oscilaram acompanhando principalmente o comportamento do petróleo e o ambiente geopolítico internacional.

As incertezas relacionadas ao Oriente Médio influenciaram diretamente os movimentos das commodities ao longo da semana, gerando volatilidade nos contratos agrícolas.

Além disso, operadores também ajustaram posições diante da divulgação do relatório mensal do USDA, considerado um dos principais direcionadores do mercado global de grãos.

Outro fator monitorado pelos investidores é a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e China. O mercado acompanha a possibilidade de um acordo envolvendo compras de soja americana pelos chineses, o que poderia alterar o fluxo global da commodity.

Mercado espera aumento da produção e dos estoques nos EUA

As projeções do mercado indicam que o USDA deverá apresentar, em seu relatório de maio, aumento na produção e nos estoques finais de soja dos Estados Unidos para a temporada 2026/27.

Analistas internacionais consultados por agências especializadas estimam que a safra norte-americana poderá atingir 4,450 bilhões de bushels, acima dos 4,262 bilhões registrados na temporada anterior.

Para os estoques de passagem nos Estados Unidos, a expectativa gira em torno de 353 milhões de bushels em 2026/27. Já para 2025/26, o mercado acredita em um pequeno ajuste negativo, passando de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

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Estoques globais e safra brasileira também devem subir

No cenário global, o mercado projeta estoques finais mundiais de soja em 126,3 milhões de toneladas para 2026/27. Para a temporada 2025/26, a expectativa é de elevação da estimativa atual do USDA, passando de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

Para o Brasil, a previsão é de novo ajuste positivo na safra. O mercado aposta que o USDA elevará a produção brasileira de soja de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Na Argentina, a expectativa também é de aumento na estimativa de produção, passando de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.

Com o mercado atento aos números oficiais do USDA e às negociações internacionais, a tendência é de continuidade da cautela nos próximos dias, mantendo o ritmo lento de comercialização no mercado brasileiro de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.

Mercado acompanha limite da cota chinesa

Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.

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Preço da arroba do boi gordo por estado

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.

Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.

A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.

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Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:

  • Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
  • Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril

Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.

A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.

Na comparação com abril de 2025, os números mostram:

  • Alta de 29,4% na receita média diária;
  • Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
  • Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.

O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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