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Soja recua em Chicago com clima favorável nos EUA e cautela antes de novo relatório do USDA

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Soja mantém trajetória de queda na Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja continuam em queda na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (12), refletindo um cenário de cautela entre os investidores. Por volta das 6h55 (horário de Brasília), os principais vencimentos da oleaginosa apresentavam perdas entre 1,50 e 5 pontos, com o contrato de julho cotado a US$ 10,45 e o de setembro a US$ 10,19 por bushel.

Cautela do mercado com relatório do USDA

A atenção dos traders está voltada para a divulgação do novo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para às 13h (horário de Brasília). O mercado aguarda principalmente os dados sobre os estoques finais das safras 2024/25 e 2025/26, o que tem provocado uma postura defensiva por parte dos investidores.

Impasses entre China e EUA continuam pressionando

Apesar de avanços nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, as tarifas entre os dois países foram mantidas, o que segue limitando a demanda chinesa pela soja norte-americana. O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou durante audiência na Câmara que as negociações foram bem-sucedidas e que os Estados Unidos seguem em conversas com 18 parceiros comerciais importantes. Segundo ele, a China tem a chance de estabilizar sua economia ao migrar de um modelo exportador baseado em produção industrial para outro com foco maior no consumo doméstico.

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Clima favorável nos EUA influencia movimento de baixa

Na quarta-feira (11), os contratos futuros da soja fecharam em queda após um início de sessão positivo motivado pelas notícias sobre as negociações entre EUA e China. A reversão no movimento de alta ocorreu com a previsão de condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas, o que reforçou a tendência de baixa.

Expectativas para o novo relatório do USDA

Analistas internacionais projetam que o USDA deve indicar um pequeno corte na produção de soja dos EUA para a safra 2025/26, estimando 4,338 bilhões de bushels, levemente abaixo dos 4,340 bilhões previstos em maio. Já os estoques de passagem devem ser elevados, com previsão de 302 milhões de bushels para 2025/26 (ante 295 milhões de maio) e 352 milhões para 2024/25 (acima dos 350 milhões anteriores).

Perspectivas para o mercado global

Em relação ao quadro global, a expectativa é de leve queda nos estoques finais de soja em 2024/25, passando de 123,2 milhões de toneladas (em maio) para 123,1 milhões. Para 2025/26, o número deve subir para 124,6 milhões, frente aos 124,3 milhões projetados anteriormente.

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No cenário sul-americano, a estimativa da safra brasileira deve ser ajustada de 169 para 169,2 milhões de toneladas, enquanto a previsão para a Argentina permanece em 49 milhões.

Fechamento do mercado na quarta-feira

Os contratos da soja em grão com entrega em julho encerraram a quarta-feira em baixa de 7,25 centavos de dólar (queda de 0,68%), a US$ 10,50 1/2 por bushel. A posição novembro fechou cotada a US$ 10,29 1/4, com perda de 2,00 centavos ou 0,19%.

Entre os subprodutos, o farelo com vencimento em julho caiu US$ 1,70 (0,57%), fechando a US$ 294,20 por tonelada. Já o óleo de soja registrou alta de 0,23 centavo ou 0,48%, terminando o dia a 48,02 centavos de dólar por libra-peso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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