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Soja vive momento de ajustes: Brasil avança no plantio enquanto Chicago reage a expectativas de acordo entre EUA e China
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A safra de soja no Brasil atravessa um período de contrastes regionais. Enquanto o Mato Grosso e o Paraná lideram o avanço da semeadura, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul enfrentam um cenário de cautela, marcado por reorganização financeira e monitoramento do clima, segundo a TF Agroeconômica.
No Rio Grande do Sul, o mercado se mantém atento à recuperação da liquidez e à necessidade de planejamento. Os preços no porto foram reportados a R$ 142,00 por saca (+1,43% na semana), e no interior, entre R$ 132,00, com variações positivas em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz.
Já em Santa Catarina, o ritmo de semeadura está entre os mais lentos da Região Sul. A comercialização ocorre de forma moderada, concentrada na liquidação de contratos antigos. O preço da soja no porto de São Francisco se manteve estável, cotado a R$ 138,55 por saca, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda.
No Paraná, o avanço do plantio e a maior estabilidade climática colocam o estado entre os mais adiantados do país. As cotações variam de R$ 127,90 em Cascavel a R$ 141,26 em Paranaguá, com ganhos semanais discretos em diversas praças. Em Ponta Grossa, o preço FOB atingiu R$ 131,69, enquanto no balcão, ficou em R$ 120,00 por saca.
No Mato Grosso do Sul, a necessidade de capital de giro tem impulsionado as vendas locais. O estado registrou forte pressão de comercialização, com o spot em R$ 124,76 por saca em municípios como Dourados, Campo Grande e Maracaju. Em Chapadão do Sul, o preço foi de R$ 120,05, com leve alta semanal.
No Mato Grosso, principal produtor de soja do país, o plantio segue acelerado e os preços mantêm leve valorização. Cotações variaram de R$ 121,06 a R$ 121,26 por saca, com destaque para Lucas do Rio Verde e Sorriso, que apresentaram alta de até 0,89%.
Mercado internacional: soja passa por correção após altas em Chicago
Mesmo após duas sessões de forte valorização, os contratos futuros da soja registraram realização de lucros nesta quarta-feira (29) na Bolsa de Chicago (CBOT). As quedas variaram entre 4,50 e 6 pontos nos principais vencimentos, em movimento técnico de correção após ganhos acumulados superiores a 3%.
Apesar da leve retração, as cotações seguem sustentadas na faixa dos US$ 11 por bushel, com o contrato março cotado a US$ 11,01 e o maio a US$ 11,12. O vencimento janeiro, o mais negociado no momento, recuou para US$ 10,89, após testar o patamar dos US$ 11 no pregão anterior.
A correção ocorre após a confirmação da primeira compra de soja dos EUA pela China em meses, sinalizando uma possível reaproximação comercial entre as duas maiores economias do mundo. A estatal COFCO adquiriu 180 mil toneladas, o que reforçou o otimismo dos investidores quanto à possibilidade de um novo acordo bilateral.
Otimismo com encontro entre Trump e Xi Jinping impulsiona expectativas
O mercado acompanha de perto o aguardado encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, marcado para esta quinta-feira (30) na Coreia do Sul, evento que poderá definir novos rumos para o comércio internacional da soja. Analistas destacam que um eventual entendimento pode estimular o retorno das importações chinesas e trazer alívio ao setor agrícola global.
Na terça-feira (28), o contrato de soja para novembro encerrou o pregão em alta de 1,05%, a US$ 1.078,50 por bushel, enquanto o vencimento janeiro subiu 0,97%, chegando a US$ 1.095,50. No complexo, o farelo de soja valorizou 2,78%, cotado a US$ 306,50 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou 1,00%, a US$ 50,26 por libra-peso.
Segundo o analista norte-americano Bryce Knorr, a soja pode voltar a desempenhar um papel estratégico em novas negociações comerciais, repetindo o protagonismo observado durante o primeiro mandato de Trump. No entanto, ele alerta que resultados aquém do esperado podem anular parte dos ganhos recentes, que levaram a commodity ao melhor nível dos últimos 15 meses.
Além das expectativas diplomáticas, o atraso no plantio brasileiro em comparação ao ano anterior e à média histórica tem contribuído para sustentar as cotações internacionais, reforçando a percepção de que o mercado da soja inicia o fim de outubro em um cenário de alta volatilidade, mas com fundamentos otimistas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Outlook Agro Brasil será realizado em Brasília na quinta-feira (30)
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), realiza, na próxima quinta-feira (30), em Brasília (DF), a primeira edição do Outlook Agro Brasil.
O evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para apresentações técnicas e debates sobre perspectivas para a safra 2026/27, abordando temas como cenário econômico, comércio internacional, previsões meteorológicas, gestão de riscos climáticos, mercado de fertilizantes e tendências do consumo de alimentos. A programação também prevê painéis com representantes de entidades do setor agropecuário.
A abertura contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa; do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; e da presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Regina Zanella.
>> Confira a programação aqui.
SERVIÇO:
Outlook Agro Brasil 2026
Data: 30 de julho de 2026 (quinta-feira)
Horário: 9h30
Local: Sede da ApexBrasil – SGAS 903, Lote 80, Asa Sul, Brasília (DF)
Credenciamento de Imprensa: Até 20h do dia 29 de julho de 2026, quarta-feira – https://forms.gle/3cRRbuBNQoqxPM7W9
Informações à imprensa
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