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Sonhagro acelera expansão e planeja ultrapassar R$ 30 bilhões em crédito com salto para fintech

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Expansão acelerada no crédito rural

A Sonhagro, rede de franquias especializada em crédito rural, aposta forte no crescimento do agronegócio brasileiro. Em 2024, a empresa intermediou R$ 6,7 bilhões em operações financeiras, dos quais R$ 3,4 bilhões foram destinados diretamente a produtores rurais. Para 2025, a expectativa é viabilizar R$ 15 bilhões só no setor agro, com a meta de superar R$ 30 bilhões ao ampliar sua oferta com produtos financeiros como consórcios, seguros e diferentes tipos de financiamentos.

Atuação e presença nacional

Fundada em 2013, a Sonhagro funciona como correspondente bancário e consultoria especializada, conectando agricultores às linhas de crédito de grandes bancos e cooperativas, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Sicredi. Segundo Romário Alves, CEO e fundador, “nosso foco é ajudar o produtor a obter o crédito ideal, cumprindo todas as exigências bancárias”.

Atualmente, a rede conta com 110 unidades em 25 estados brasileiros, priorizando franquias com sedes estruturadas — que vão de salas comerciais a espaços maiores — e investimento inicial que varia entre R$ 47 mil e R$ 95 mil.

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Ampliação do portfólio financeiro

Além do crédito rural, a Sonhagro ampliou seu portfólio para oferecer consórcios, seguros, crédito consignado, financiamento de veículos e crédito imobiliário. A rede também desenvolveu soluções específicas para cadeias produtivas como café, soja e milho. Em 2024, foram realizadas 5 mil operações agrícolas, facilitando o acesso de pequenos e médios produtores a financiamentos antes difíceis de obter.

Próximo passo: salto para fintech e fundo de investimento

A Sonhagro prepara um salto tecnológico ao se tornar uma fintech com plataforma digital própria. Além disso, planeja lançar um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), que permitirá estruturar novas soluções para financiamento e antecipação de recursos ao setor produtivo, impulsionando a inovação e o acesso ao crédito no campo.

Inovação com foco no agronegócio

Para Romário Alves, a digitalização será fundamental para ampliar o impacto da Sonhagro, sem perder a força da presença física já consolidada. “A força da Sonhagro está em quem conhece o agro, fala a língua do produtor e entende as particularidades regionais. A tecnologia vem para potencializar isso”, afirma o fundador.

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Estratégia baseada em três pilares

A expansão da Sonhagro está apoiada em três frentes principais: crescimento via franquias, digitalização dos processos e diversificação dos produtos financeiros. Essa combinação posiciona a empresa como uma das protagonistas na construção de um ecossistema de crédito rural mais eficiente, acessível e alinhado ao novo perfil do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reduz desmatamento em quase 21% em 2025, mas especialistas alertam para leitura técnica dos dados

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O Brasil registrou uma redução de quase 21% no desmatamento em 2025, segundo o Relatório Anual do Desmatamento divulgado pela rede colaborativa MapBiomas. O resultado representa o melhor desempenho dos últimos seis anos e reforça o papel do país no debate internacional sobre produção sustentável e segurança climática.

A análise técnica dos dados, no entanto, indica que o cenário exige cautela, especialmente diante da manutenção de elevados volumes de vegetação suprimida e do aumento das exigências globais por rastreabilidade nas cadeias produtivas do agronegócio.

Queda no desmatamento ocorre em todos os biomas

De acordo com o levantamento, a redução do desmatamento foi observada em todos os biomas brasileiros.

Em relação a 2024, os principais destaques foram:

  • Cerrado: queda de 17%
  • Amazônia: redução de 23,5%
  • Pantanal: retração de 48,4% (maior redução proporcional entre os biomas)

O resultado reforça a tendência de desaceleração do desmatamento ilegal em diferentes regiões do país, ainda que com variações significativas entre os biomas.

Avanço ambiental fortalece posição do Brasil, mas exige cautela

Para o zootecnista, CPO (Chief Product Officer) e cofundador da Agrotools, Breno Félix, o resultado é positivo e demonstra avanço em relação ao compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris, que prevê zerar o desmatamento ilegal até 2030.

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No entanto, ele ressalta que a leitura dos dados deve ser feita com atenção ao contexto global.

Segundo a análise, embora haja redução, o volume absoluto de áreas desmatadas ainda é elevado, e a pressão de mercados internacionais por cadeias produtivas rastreáveis tende a crescer nos próximos anos.

Rastreabilidade se torna fator de competitividade no agronegócio

O especialista destaca que o mercado global já opera sob novas métricas de avaliação de risco socioambiental.

Hoje, além de produtividade e preço, compradores internacionais, instituições financeiras e tradings incorporam critérios como:

  • origem da produção
  • conformidade ambiental
  • rastreabilidade territorial
  • risco socioambiental da cadeia

Na prática, esses fatores passaram a influenciar diretamente a competitividade das commodities brasileiras no comércio global.

Tecnologia e monitoramento impulsionam queda do desmatamento

A redução registrada em 2025 também é atribuída ao avanço de sistemas de monitoramento ambiental e ao aumento das exigências de conformidade.

O uso de tecnologia permitiu maior transparência sobre áreas antes pouco monitoradas, ampliando a capacidade de fiscalização e controle de irregularidades ambientais.

Com isso, o desafio do setor deixou de ser apenas monitorar o desmatamento e passou a ser integrar dados territoriais, ambientais, fundiários e regulatórios em sistemas de inteligência capazes de operar em tempo real.

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Inteligência territorial e dados geoespaciais ganham protagonismo

Nesse contexto, soluções de inteligência territorial tornam-se essenciais para garantir conformidade ambiental em larga escala.

A Agrotools atua com uso de imagens de satélite, sensoriamento remoto e análise de dados geoespaciais para monitoramento contínuo de propriedades rurais.

A plataforma cruza informações ambientais, geográficas e regulatórias para:

  • identificar supressão de vegetação
  • gerar alertas automáticos de risco
  • rastrear origem da produção agropecuária
  • apoiar análise socioambiental de fornecedores

Essas ferramentas são utilizadas por bancos, frigoríficos, tradings e agroindústrias para avaliar carteiras de crédito e cadeias de fornecimento.

Conformidade ambiental se consolida como ativo estratégico do agro

O avanço das tecnologias de monitoramento fortalece políticas de desmatamento zero, amplia a transparência das cadeias produtivas e reduz riscos jurídicos e reputacionais para o setor.

No cenário atual, rastreabilidade e conformidade ambiental deixam de ser apenas exigências regulatórias e passam a ser fatores econômicos determinantes para a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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