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StoneX Brasil Anuncia Glauco Monte como Novo CEO e Projeta Expansão para 2026
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A StoneX, gigante global de serviços financeiros, oficializou uma importante mudança em sua estrutura de comando no Brasil. Desde o dia 1º de janeiro de 2026, Glauco Monte assumiu o cargo de CEO da operação brasileira, sucedendo Fabio Solferini. A movimentação faz parte de um plano estratégico de sucessão que visa acelerar o crescimento, a diversificação de portfólio e o ganho de escala tecnológica no país.
Sucessão Estratégica e Nova Estrutura Executiva
Após 15 anos à frente da StoneX no Brasil e no Paraguai, Fabio Solferini encerra um ciclo de consolidação para assumir a posição de Presidente do Conselho. Durante sua liderança, a empresa celebrou marcos importantes, incluindo o aniversário de 20 anos de atuação no mercado brasileiro em 2025.
Para apoiar a nova gestão, o executivo Fernando Mazzanti assume a Vice-presidência no Brasil. A transição, planejada ao longo de 2025, garante estabilidade operacional e continuidade no relacionamento com os clientes e parceiros da instituição.
Foco em Tecnologia e Integração de Ecossistema
O novo CEO, Glauco Monte, que anteriormente liderava a área de commodities, destacou que sua gestão será pautada pela inovação e pela eficiência digital. O objetivo é criar um ecossistema financeiro onde o cliente acesse de forma integrada:
- Gestão de risco avançada;
- Captação de recursos;
- Acesso a mercados globais com inteligência de dados.
“Queremos acelerar a adoção de novos produtos e o uso de tecnologia para ganhar escala nos próximos anos”, afirmou Monte.
Expansão de Mercado: Energia, Leite e Novo Banco Comercial
A StoneX definiu prioridades claras para este novo ciclo, com foco na democratização da gestão de risco e na entrada em novas verticais de negócio. Entre as metas para 2026, destacam-se:
- Diversificação de Portfolio: Expansão para os mercados de trading físico de energia elétrica e setor de laticínios (leite).
- Avanço Bancário: Ampliação da plataforma bancária, integrando câmbio, crédito e hedge.
- Lançamentos para 2026: Início das operações da StoneX Trading (plataforma de negociação autônoma) e do Banco Comercial.
- Apoio ao Agronegócio: Fortalecimento de frentes de financiamento e finanças corporativas.
O Legado de Consolidação da StoneX no Brasil
A gestão de Fabio Solferini deixou uma infraestrutura robusta que servirá de base para a nova fase. Sob seu comando, a StoneX alcançou:
- Presença capilarizada com 17 escritórios no Brasil e dois no Paraguai.
- Criação do StoneX Banco de Câmbio em 2018.
- Aquisição estratégica da trading suíça CDI em 2022.
Globalmente, a incorporação da corretora R.J. O’Brien em 2025, reforçando sinergias internacionais.
Segundo Fernando Mazzanti, a proximidade com o cliente continuará sendo o diferencial competitivo da marca, sustentando relações de longo prazo enquanto a empresa escala suas operações tecnológicas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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