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StoneX promove webinar gratuito sobre mercado de cacau, riscos e sustentabilidade em 3 de julho

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A StoneX, empresa global de serviços financeiros, realizará na próxima quinta-feira, 3 de julho, às 10h, o webinar “Radar Cacau: Perspectivas de mercado, gerenciamento de riscos e sustentabilidade”. O evento, aberto ao público, trará debates sobre tendências, desafios e soluções sustentáveis para o setor de cacau.

Cenário atual do mercado global de cacau

O mercado enfrenta pressão devido à oferta limitada e às incertezas climáticas, especialmente na África Ocidental, responsável por quase 70% da produção mundial. Segundo o Relatório de Perspectivas para Commodities da StoneX, a quebra de safra na Costa do Marfim e em Gana — que juntos respondem por cerca de 60% da produção global — provocou a menor oferta dos últimos oito anos.

Safra 2025/26 e desafios estruturais

Com o início da safra principal previsto para outubro de 2025, as previsões climáticas indicam chuvas dentro da média para Costa do Marfim e Gana. Porém, a região enfrenta a expansão da doença viral CSSVD (vírus da vagem inchada), que afeta a produção e demanda ações urgentes e contínuas para controle.

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Perspectivas para preços e mercado global

O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Rafael Borges, que participará do webinar, ressalta que a compreensão do equilíbrio entre oferta e demanda na temporada 2025/26 será essencial para entender a trajetória dos preços e os rumos do mercado mundial.

Sustentabilidade ganha papel central

A analista de ESG da StoneX, Graziella Salvoni, destaca que as exigências ambientais, sociais e de governança (ESG) evoluem rapidamente, tornando a sustentabilidade uma condição indispensável para a permanência das empresas no mercado, e não apenas um diferencial competitivo.

Gestão de riscos em foco

Com a volatilidade crescente do mercado, a gestão de riscos é fundamental. O consultor em Gerenciamento de Risco da StoneX, Ricardo Nogueira, explica que o mercado futuro oferece ferramentas para proteger e estabilizar preços, criando oportunidades para todos os agentes do setor quando utilizadas corretamente.

Ampliação das perspectivas globais

Além dos principais produtores africanos, o webinar também abordará os desafios e oportunidades em mercados emergentes como Equador, Indonésia e Nigéria, que buscam maior destaque na cadeia produtiva mundial do cacau.

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O evento promete ser uma oportunidade única para profissionais e interessados entenderem as tendências do mercado, estratégias de risco e práticas sustentáveis que moldarão o futuro do setor.

Inscrições gratuitas

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

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O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

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Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

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Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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