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Suinocultura brasileira avança com crescimento na produção, valorização do consumo interno e destaque no mercado global
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Nesta quarta-feira (24), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra o Dia do Suinocultor, data que homenageia os profissionais responsáveis por impulsionar a produção de carne suína no Brasil. A data marca o reconhecimento ao papel estratégico dos produtores no fortalecimento da suinocultura nacional e sua relevância no agronegócio e no comércio global de proteínas.
Produção nacional cresce e reforça liderança global
Em 2024, a produção brasileira de carne suína atingiu 5,35 milhões de toneladas, um aumento de 3% em relação a 2023. O crescimento foi sustentado tanto pela demanda do mercado interno quanto pela manutenção do ritmo das exportações. Com esse desempenho, o Brasil consolidou sua posição como quarto maior produtor mundial e se manteve como líder entre os exportadores livres de Peste Suína Africana.
Consumo interno impulsiona o setor
O mercado doméstico tem sido uma das principais forças por trás da expansão da suinocultura. Em 2023, o consumo per capita de carne suína no país chegou a 18 quilos por habitante/ano, sinalizando uma maior valorização do produto no cotidiano dos brasileiros. Esse avanço é reflexo da diversificação nos canais de venda e da ampliação do mix de cortes, o que tem facilitado o acesso da proteína a diferentes perfis de consumidores.
Exportações mantêm o Brasil entre os grandes do setor
No comércio exterior, o Brasil exportou 1,35 milhão de toneladas de carne suína em 2024, com uma receita próxima de US$ 3 bilhões. O produto brasileiro chegou a mais de 100 mercados, com destaque para China, Hong Kong, Filipinas, Chile e Singapura. Para 2025, a expectativa é de ampliar a presença em países do Sudeste Asiático e da América Latina, reforçando o protagonismo do Brasil no cenário internacional.
Reconhecimento ao trabalho do suinocultor
De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o bom desempenho do setor é fruto direto da atuação dos produtores. “Com profissionalismo, eficiência e foco na sustentabilidade, o suinocultor tem garantido o abastecimento interno, gerado empregos no campo e promovido a competitividade do Brasil no comércio global de alimentos”, afirma.
A ABPA aproveita a data para parabenizar todos os suinocultores e reforçar seu compromisso com o desenvolvimento contínuo da cadeia produtiva, com foco em mercados, produtividade e sanidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


