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Super El Niño 2026/27 reacende alerta no mercado global de arroz e preocupa exportadores

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A possibilidade de formação de um forte evento climático entre o fim de 2026 e o início de 2027 voltou a mobilizar agentes do mercado mundial de arroz. A preocupação gira em torno dos possíveis efeitos de um eventual Super El Niño sobre a produção global, os estoques internacionais, a logística de exportação e o comportamento dos preços nos principais países produtores.

Segundo avaliação de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, episódios históricos de El Niño intenso demonstram que os reflexos para o agronegócio costumam ir muito além das alterações climáticas, afetando diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.

Os eventos registrados em 1982/83, 1997/98 e 2015/16 deixaram impactos relevantes sobre diferentes cadeias agrícolas globais. No caso do arroz, as consequências envolveram redução de produtividade em regiões estratégicas, oscilações nos estoques mundiais e mudanças rápidas nos fluxos de comércio.

Ásia concentra maior risco para o mercado mundial de arroz

A principal preocupação do setor está concentrada na Ásia, região responsável por aproximadamente 90% da produção global de arroz. Em cenários de El Niño mais severo, países asiáticos podem enfrentar irregularidades nas monções, problemas de irrigação e redução da disponibilidade hídrica para as lavouras.

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Além das perdas produtivas, há risco de restrições às exportações por parte de grandes fornecedores mundiais, movimento que costuma pressionar as cotações internacionais. O mercado de arroz historicamente reage antes mesmo da confirmação oficial de perdas na colheita, antecipando possíveis desequilíbrios de oferta.

Analistas destacam que pequenas quebras de safra em grandes produtores asiáticos possuem potencial para alterar rapidamente a dinâmica global do cereal, elevando a volatilidade dos preços e aumentando a busca por segurança alimentar em diversos países importadores.

Mercosul pode se beneficiar com maior volume de chuvas

Na América do Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em países do Mercosul, o comportamento climático durante eventos de El Niño costuma apresentar características diferentes das observadas na Ásia.

A tendência de aumento das chuvas pode favorecer o enchimento dos reservatórios e ampliar a segurança hídrica para as áreas irrigadas de arroz. Esse cenário tende a beneficiar o desenvolvimento das lavouras em regiões dependentes de irrigação.

Apesar disso, especialistas alertam que eventos climáticos extremos também elevam riscos importantes para os produtores sul-americanos. O excesso de precipitações pode provocar aumento na incidência de doenças, dificuldades operacionais no campo, redução da luminosidade e perdas de qualidade nos grãos.

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Mercado pode antecipar movimentos diante do risco climático

Outro ponto observado pelo setor é a antecipação natural dos mercados diante de riscos climáticos relevantes. Em cenários de ameaça à oferta global, importadores costumam acelerar compras, governos reforçam estoques estratégicos e exportadores adotam posturas mais cautelosas.

Esse movimento tende a gerar maior volatilidade nas negociações internacionais do arroz, especialmente se houver confirmação de problemas simultâneos em grandes produtores asiáticos.

Para o mercado, a possível consolidação de um Super El Niño em 2026/27 coloca novamente o clima como um dos principais fatores de influência sobre o setor arrozeiro global, reacendendo a atenção de produtores, indústrias, exportadores e importadores em todo o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Leite longa vida dispara quase 14% e lidera pressão da inflação ao consumidor em maio, aponta FGV

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O leite longa vida voltou a pressionar o bolso do consumidor brasileiro e ganhou protagonismo nos indicadores econômicos de maio. De acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o produto acumulou alta de 13,85% no período e foi o principal responsável pela pressão inflacionária observada no Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10).

O levantamento mostra que, apesar da forte elevação do leite no varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) desacelerou em maio. Após avançar 0,88% em abril, o indicador registrou alta de 0,68% neste mês, refletindo a queda de preços em alguns itens importantes do consumo diário.

A disparada do leite chama atenção do setor agropecuário, especialmente da cadeia leiteira, que acompanha de perto o comportamento dos preços tanto no campo quanto no varejo. O alimento possui forte peso no orçamento das famílias brasileiras e qualquer oscilação costuma ter impacto direto nos índices de inflação.

Energia, combustíveis e gás também pressionaram inflação

Além do leite longa vida, outros itens contribuíram para elevar a inflação ao consumidor em maio. A energia elétrica residencial apresentou alta de 1,64%, enquanto o perfume avançou 6,64% no período.

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Os combustíveis também tiveram influência no índice. A gasolina subiu 0,80%, enquanto o gás de botijão registrou elevação de 2,60%, aumentando os custos para consumidores e produtores rurais.

No agronegócio, o comportamento dos combustíveis e da energia elétrica possui impacto estratégico sobre os custos operacionais. O diesel afeta diretamente o transporte de insumos, o escoamento da produção e a logística no campo. Já a energia elétrica pesa sobre sistemas de irrigação, refrigeração, armazenagem e ordenha mecanizada, especialmente na pecuária leiteira.

O avanço desses custos ocorre em um momento de atenção do setor produtivo em relação às margens operacionais, principalmente em atividades de maior consumo energético.

Café, etanol e transporte urbano registraram queda

Na contramão da alta do leite, alguns produtos apresentaram retração nos preços e ajudaram a conter um avanço mais forte da inflação em maio.

Segundo a FGV, a tarifa de ônibus urbano caiu 1,20%, enquanto o café em pó ficou 2,37% mais barato. O etanol também registrou queda relevante, com retração de 1,76% no período.

A maçã apresentou baixa de 4,59%, e os aparelhos telefônicos celulares tiveram redução média de 0,84%.

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A queda do etanol é acompanhada com atenção pelo setor agropecuário, já que o combustível possui importância estratégica nas operações logísticas e no transporte diário, especialmente em regiões com forte presença de veículos flex.

Mercado do leite segue no radar do agronegócio

O comportamento do leite longa vida reforça a sensibilidade do alimento dentro da economia brasileira. Oscilações nos preços da cadeia leiteira impactam diretamente consumidores, varejo, indústria e produtores rurais.

Para o agronegócio, acompanhar os indicadores da inflação e os movimentos do mercado de alimentos se tornou essencial para avaliar tendências de consumo, custos de produção e perspectivas de rentabilidade nos próximos meses.

Os números divulgados pela FGV mostram que o leite permanece entre os produtos mais relevantes na composição dos índices econômicos nacionais, mantendo o setor leiteiro no centro das atenções do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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