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Symbiomics recebe aporte da Corteva e acelera biológicos de última geração para a agricultura
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Aporte Série A liderado pela Corteva
A Symbiomics concluiu com sucesso sua rodada de investimentos Série A, capitaneada pela Corteva, Inc. por meio da plataforma Corteva Catalyst. O aporte reforça a estratégia da multinacional de ampliar seu pipeline de inovações baseadas em microrganismos para impulsionar a saúde das lavouras e elevar a produtividade nas fazendas.
Parceria para descobrir soluções microbianas
Com a colaboração, Symbiomics e Corteva irão explorar a plataforma genômica proprietária da biotech e suas cepas exclusivas, desenvolvendo produtos que cheguem ao produtor agrícola em escala global. A meta é transformar descobertas em insumos biológicos capazes de enfrentar pragas e doenças de forma sustentável.
Reconhecimento ao ecossistema de inovação
“O investimento da Corteva confirma nosso compromisso com tecnologias de ponta para o agronegócio”, afirma Rafael de Souza, cofundador e CEO da Symbiomics. “Os recursos irão acelerar avanços científicos e fortalecer nossa posição no setor.”
Pioneirismo em microbiomas brasileiros
A Symbiomics utiliza sequenciamento genético e edição gênica para mapear microrganismos – muitos coletados em biomas do Brasil – e já catalogou milhares de espécies. Entre os focos de pesquisa estão nutrição vegetal, bioestimulantes e controle biológico.
Visão estratégica da Corteva
“Vemos nas soluções biológicas da Symbiomics uma alternativa inteligente e sustentável para desafios que prejudicam a produtividade das lavouras”, ressalta Tom Greene, diretor sênior da Corteva e líder global do Catalyst. “Este investimento acelera nossa missão de levar inovações inspiradas na natureza aos agricultores.”
Confiança renovada dos investidores
Além da Corteva, a rodada contou com a participação dos atuais investidores Arar Capital, Cazanga, MOV Investimentos e The Yield Lab Latam, demonstrando apoio contínuo à plataforma da Symbiomics. O capital obtido permitirá avançar em novas descobertas, aprofundar tecnologias de edição gênica e encurtar o caminho até o mercado por meio de parcerias estratégicas.
Mercado brasileiro de biológicos em expansão
Segundo a CropLife Brasil, as vendas de produtos biológicos no país cresceram 15 % na safra 2023/24, alcançando R$ 5 bilhões. O Brasil já é o segundo maior mercado da Corteva no mundo, o que reforça o potencial de adoção rápida das inovações que surgirem dessa colaboração.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos
A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).
O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.
Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.
No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.
A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.
Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.
Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.
Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.
A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.
Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.
O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.
Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.
Serviço
VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)
Fonte: Pensar Agro



