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TCU alerta governo Lula sobre irregularidade em uso do piso da meta fiscal
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O Tribunal de Contas da União (TCU) enviou nesta quarta-feira (24) um alerta ao governo federal sobre a condução da política fiscal. A corte considera irregular utilizar o piso da meta como referência para decidir sobre contingenciamento de verbas. Segundo o entendimento do plenário, o parâmetro correto deve ser o centro da meta estabelecida.
Meta fiscal para 2025 e margem de tolerância
A meta de resultado primário definida para 2025 é de déficit zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a cerca de R$ 31 bilhões, tanto para cima quanto para baixo.
Nesta semana, a equipe econômica projetou déficit de R$ 30,2 bilhões para o fechamento do ano, número que se enquadra dentro da faixa de tolerância. Por essa razão, o governo não anunciou bloqueio adicional de recursos, prática que vem adotando nas últimas avaliações fiscais.
Bloqueio de verbas já anunciado
Até o momento, o Executivo apontou a necessidade de contingenciar R$ 12,1 bilhões. No entanto, essa medida não está relacionada ao cumprimento da meta fiscal, mas sim à observância do teto de gastos.
Decisão do TCU sobre prática irregular
No voto aprovado nesta quarta-feira, inicialmente divulgado pela Folha de S.Paulo, o TCU destacou:
“A adoção do limite inferior do intervalo de tolerância, em substituição ao centro da meta de resultado primário, como parâmetro para a limitação de empenho e movimentação financeira, revela-se incompatível com o regime jurídico-fiscal vigente.”
Repercussão no governo
O Ministério do Planejamento e Orçamento, até o momento, não se manifestou oficialmente sobre o alerta emitido pelo tribunal. Caso prevaleça o entendimento do TCU, o governo poderá ser obrigado a ampliar o contingenciamento de recursos de ministérios, reforçando o controle das contas públicas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Edipo Araujo participa do “Bom Dia, Ministro”
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou do “Bom dia, Ministro”, nesta quinta-feira (16/04), às 8h. O Programa é produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A transmissão aconteceu por rádio, televisão e internet, por meio do Canal Gov.
A entrevista em formato de coletiva, foi concedida a diversos jornalistas de diferentes meios de comunicação, não apenas do governo federal. O ministro abriu a entrevista respondendo a uma pergunta sobre o Programa Mais Saúde na Pesca Artesanal. “Essa política é muito importante porque são mais de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras artesanais, para os quais precisamos ter um olhar muito especial. Estamos falando de um grupo formado em mais de 50% de mulheres, que estão expostas a diversos riscos e problemas de saúde”, afirmou.
Ele também explicou como a política vai ser implementada. “São mais de R$ 500 milhões em investimentos previstos para o programa. Só em 2026 devem ser aplicados mais de R$ 26 milhões. Isso é feito em parceria com o Ministério da Saúde e com os governos locais. Teremos um recorte geográfico, que deve contemplar os estados e municípios com maior relevância para a pesca artesanal, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Acreditamos que a partir de junho, julho, já tenhamos especialistas na área da saúde atendendo aos pescadores e pescadoras”, destacou o ministro.
Combate a fraudes
Em seguida, Edipo respondeu uma pergunta de um jornalista paranaense sobre as medidas de combate a fraudes no seguro-defeso. Ele esclareceu que o Ministério da Pesca e Aquicultura não é responsável pela concessão do benefício, cuja gestão é atribuição do Ministério do Trabalho e Emprego. O MPA faz a gestão do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), que é um dos requisitos para o recebimento do seguro.
“O Ministério da Pesca e Aquicultura dialoga diretamente com o MTE, trazendo as dificuldades dos pescadores. A gente vem trabalhando para alcançar esse público, sabendo que eles têm problemas, vulnerabilidades e, muitas vezes estão marginalizados. Também estamos trabalhando junto com o MTE para que os verdadeiros pescadores recebam o seguro”, declarou o ministro.
Nota Fiscal do Pescado
Recentemente, o MPA e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgaram uma nota conjunta definindo a Nota Fiscal do Pescado como documento de origem. Na entrevista de hoje cedo, Edipo Araujo também respondeu a uma pergunta sobre a norma, que foi atualizada.
O ministro tranquilizou os pescadores e aquicultores, pois a medida não visa prejudicar quem comercializa o pescado, mas sim, dá mais segurança a quem compra, faz o beneficiamento e para os consumidores.
Edipo explicou que a nova portaria inova ao criar a autodeclaração, que permite que os pescadores e aquicultores desembarquem a mercadoria, pois já existe uma notificação prévia aos órgãos governamentais. “Estamos dialogando com outros órgãos, como o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), e com o setor produtivo, para encontrar soluções para que o pequeno produtor, o pescador artesanal, possa comercializar seu produto com qualidade e segurança”, ressaltou.
O ministro da Pesca e Aquicultura também falou sobre temas como segurança alimentar, rastreabilidade, o Novo Acordo Rio Doce, entre outros. Você pode ouvir e assistir a entrevista completa clicando no link abaixo.
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