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Tecnologia de irrigação eleva produtividade do mamão na Bahia a 70 toneladas por hectare

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A Frutas Futuro, referência em produção de mamão formosa no oeste da Bahia, alcançou produtividade recorde de 70 toneladas por hectare ao ano, resultado direto da adoção de pivôs centrais super altos.

O sistema foi desenvolvido especialmente para culturas de maior porte, permitindo irrigação eficiente e segura sem comprometer as plantas — um desafio histórico na fruticultura tropical.

Com vão livre de até 5,9 metros, os equipamentos eliminam a necessidade de adaptações manuais, como elevação artesanal de torres e soldas improvisadas. “No início, a gente mesmo levantava os pivôs no braço. Hoje isso ficou para trás. Os equipamentos já vêm prontos, com altura ideal e operação segura”, relata João Bayer, diretor da Frutas Futuro.

Automação e controle remoto otimizam operação no campo

A empresa opera 32 pivôs centrais em oito fazendas, todos com monitoramento remoto via celular e integração total a sistemas de telemetria, garantindo precisão no uso da água e eficiência operacional.

Atualmente, 100% das áreas produtivas são irrigadas, sendo 2.600 hectares com pivôs e o restante com sistemas localizados, como microaspersão.

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Apenas o cultivo de mamão ocupa 600 hectares irrigados, com destino principal para mercados de Brasília, Goiânia e Sul do país.

Tecnologia Valley garante irrigação estável e uniforme

De acordo com a Valmont, fabricante dos pivôs Valley, o modelo super alto foi desenvolvido para oferecer estabilidade estrutural, uniformidade de irrigação e redução de riscos operacionais em culturas arbóreas.

A estrutura reforçada inclui viga-base elevada, tirantes longos e barras superiores altas, adaptadas às exigências da agricultura moderna.

“O mamão precisa de água na medida certa durante todo o ano. O pivô super alto garante isso com segurança, e com o manejo adequado a resposta vem em produtividade e qualidade”, reforça Bayer.

Energia solar sustenta expansão e reduz custos

Além da irrigação inteligente, a Frutas Futuro também aposta em energia fotovoltaica para sustentar o crescimento da área irrigada e diminuir custos operacionais.

“Acreditamos em tecnologia, em produzir bem, com padrão e consistência. O futuro do agro está nisso: eficiência e evolução”, conclui o diretor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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