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Tecnologia na classificação de café impulsiona qualidade e fortalece exportações brasileiras

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O Brasil segue consolidado como maior produtor e exportador de café do mundo, abastecendo mais de 120 países e ampliando sua relevância no mercado global. Em 2025, o país alcançou um recorde histórico na receita das exportações cafeeiras, somando US$ 15,5 bilhões. Por trás desse avanço está uma transformação silenciosa dentro das indústrias de beneficiamento, impulsionada pela automação e pelo uso crescente de inteligência artificial nos processos de classificação de grãos.

A competitividade internacional do café brasileiro já não depende apenas de volume produzido. O mercado global, especialmente nos segmentos premium e de cafés especiais, exige elevados padrões de qualidade, rastreabilidade e uniformidade dos lotes exportados. Atualmente, os cafés especiais representam cerca de 18% das exportações brasileiras e concentram os maiores valores médios por saca.

Nesse cenário, a modernização das plantas industriais ganha protagonismo. Tradicionalmente ligada às etapas agrícolas, a inovação tecnológica avança agora sobre os processos industriais de beneficiamento e seleção de grãos.

Os sistemas de seleção eletrônica evoluíram significativamente nos últimos anos. Equipamentos equipados com câmeras de alta resolução e softwares de inteligência artificial conseguem identificar defeitos que muitas vezes passam despercebidos em métodos convencionais, como alterações sutis de cor, presença de broca, contaminantes, sinais de infestação e grãos quebrados.

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Segundo Johnny Manke, coordenador de engenharia da unidade de selecionadoras da Selgron, empresa brasileira especializada em soluções de automação industrial para o setor cafeeiro, o uso da tecnologia tem impacto direto na valorização do produto brasileiro no exterior.

“Hoje o mercado internacional trabalha com critérios extremamente rigorosos. A tecnologia eleva o nível de controle de qualidade e garante maior uniformidade nos lotes exportados. Isso impacta diretamente o valor percebido do café brasileiro lá fora”, afirma.

Além da classificação dos grãos, a automação também vem transformando outras etapas das linhas de produção industrial. Sistemas robotizados para movimentação de sacarias, empacotamento automatizado, checagem eletrônica de peso e controle operacional inteligente já fazem parte da realidade de muitas indústrias do setor.

De acordo com especialistas, os ganhos vão além da qualidade final do produto. A automação reduz desperdícios, diminui retrabalhos, melhora a eficiência operacional e amplia a capacidade produtiva sem necessidade de grandes expansões estruturais.

A tendência é que a presença da inteligência artificial nas plantas industriais cafeeiras cresça ainda mais nos próximos anos, impulsionada tanto pela demanda internacional quanto pela busca das indústrias por maior eficiência, padronização e competitividade.

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Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país embarcou 40,04 milhões de sacas de 60 quilos em 2025. Apesar do volume ligeiramente inferior ao registrado no ano anterior, a receita cambial atingiu recorde histórico, com crescimento de 24,1% nas exportações.

Entre os principais destinos do café brasileiro estão mercados altamente exigentes, como Alemanha, Estados Unidos, Itália, Bélgica e Japão, reforçando a necessidade de investimentos contínuos em qualidade e tecnologia para manter a liderança global do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Operação Safra Paralela apreende 217 toneladas de fertilizantes adulterados em Mato Grosso

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A Operação Safra Paralela, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (18), em Mato Grosso, resultou na apreensão de aproximadamente 217 toneladas de fertilizantes adulterados. A ação integra a Operação Ronda Agro CXLVI, realizada no âmbito do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A operação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT), com apoio do Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso, em Primavera do Leste, e da Polícia Rodoviária Federal, em Rondonópolis.

Durante a fiscalização, foi constatado que o estabelecimento não tinha registro junto ao Mapa. Também foram identificadas irregularidades na rotulagem e na rastreabilidade dos fertilizantes. No local, havia indícios de manipulação dos produtos com componentes não autorizados e de utilização de sacarias de terceiros.

As amostras coletadas serão encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) do Mapa para análise.

Os produtos apreendidos foram avaliados em aproximadamente R$ 645 mil. A investigação também apura possíveis crimes relacionados à atividade, entre eles organização criminosa, furto qualificado, receptação e estelionato.

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A operação recebeu o nome de Safra Paralela em referência à suspeita de existência de um mercado clandestino associado à adulteração de fertilizantes e à subtração de grãos. A ação busca contribuir para a fiscalização e a regularidade da cadeia produtiva agropecuária.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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