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Temperaturas amenas favorecem produção de morango, mas colheita segue limitada
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Condições climáticas favorecem produção de morango, mas colheita segue em ritmo lento
A queda nas temperaturas ao longo de março tem contribuído para a recuperação das lavouras de morango na região de Caxias do Sul (RS), conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (27). Após um período de estresse térmico que afetou a floração e a frutificação, as plantas voltaram a se desenvolver. “Já observamos emissão de flores e frutos, mas o volume colhido ainda é baixo”, informou a entidade.
Na região, os preços do morango variam entre R$ 18,00 e R$ 25,00 por quilo na venda direta ao consumidor, enquanto no comércio atacadista os valores oscilam entre R$ 16,00 e R$ 20,00 por quilo. O plantio e a reforma de estufas seguem em andamento, com maior interesse dos produtores por mudas de origem nacional, que custam entre R$ 0,70 e R$ 0,80 por unidade, enquanto as importadas superam R$ 2,00.
Em Pelotas, os produtores receberam mudas importadas e frigorificadas para estimular os primeiros plantios. As cultivares de dias neutros continuam em produção, mas os frutos apresentam menor calibre. O plantio na região deve se estender até junho. No mercado local, os preços do morango variam entre R$ 15,00 e R$ 25,00 por quilo em Pelotas, R$ 17,00 e R$ 23,00 em Turuçu e entre R$ 20,00 e R$ 40,00 em Rio Grande.
Na região de Santa Rosa, a colheita avança lentamente devido à emissão de estolões, às altas temperaturas e à polinização deficiente. Além disso, há registros de ataques de ácaro-branco e ácaro-do-bronzeamento, bem como mortalidade de plantas em túneis de cultivo. Os preços na região variam de R$ 20,00 por quilo para frutos menores a R$ 40,00 para os de maior calibre.
Em São Paulo das Missões, foram entregues mudas nacionais das variedades Valentina e Brilliance para 12 produtores, enquanto um novo agricultor iniciou cultivo comercial com 6 mil mudas em mulching e túnel baixo com fertirrigação. Na região de Soledade, o manejo das lavouras segue com o início do plantio de mudas importadas da Espanha e da variedade Fênix, desenvolvida pela Embrapa, que se destaca pelo sabor e rusticidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro



