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Temperaturas elevadas traz problemas na emergência das sementes

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O fenômeno climático El Niño está exercendo considerável impacto no bioma do Cerrado, trazendo consigo uma elevação significativa das temperaturas e uma diminuição drástica das precipitações pluviométricas.

Essas condições climáticas adversas estão gerando desafios substanciais para os agricultores da região. A escassez de água, associada à reduzida produção de palhada devido à prática de rotação de culturas, está levando os agricultores a replantar durante o período de safra.

A ausência de palhada compromete a umidade do solo, amplia a exposição ao calor e dificulta o processo de germinação das plantas, resultando em um menor índice de estabelecimento das mesmas.

Devido às temperaturas elevadas, muitos agricultores estão enfrentando dificuldades na germinação das sementes. Para que o processo de germinação ocorra, as sementes necessitam absorver uma quantidade específica de umidade do solo, equivalente a 50 a 55% do seu peso, e a temperatura ideal deve situar-se entre 20°C e 30°C.

No entanto, estamos registrando temperaturas muito superiores a esses valores nesta safra. Temos observado situações como o tombamento fisiológico, resultado das altas temperaturas, ou o tombamento ocasionado pela presença de fungos como Pythium, Phytophtora e Rhizoctonia, os quais se desenvolvem em ambientes com temperaturas acima de 30°C.

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Esses fungos se aproveitam desse cenário desfavorável. Além disso, é comum ver plantas emergindo do solo que, ao se depararem com temperaturas elevadas na superfície do solo, curvam-se para dentro, formando o que os especialistas chamam de ‘pescoço de ganso’, além de  ficarem mais suscetíveis à degradação e ao apodrecimento.

Fonte: Pensar Agro

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Nova tecnologia reduz ruído e emissões em embarcações de pesca brasileiras

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Uma nova tecnologia está sendo testada em embarcações de pesca para reduzir ruídos e emissões durante as operações. A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e busca contribuir para a transição energética da atividade pesqueira nas regiões Sul e Sudeste do país. Em Torres (RS), representantes das instituições acompanharam uma das etapas do projeto, que prevê a adoção de tecnologias de energia limpa em embarcações utilizadas na pesca de emalhe e de arrasto.

A iniciativa utiliza motores de guincho movidos a energia elétrica e busca avaliar, na prática, os benefícios da tecnologia para os pescadores, entre eles a redução de emissões e do nível de ruído durante as operações. O projeto também considera as características das embarcações e a realidade socioeconômica das comunidades pesqueiras, com o objetivo de desenvolver soluções que possam ser incorporadas ao cotidiano dos trabalhadores.

Durante a atividade na cidade gaúcha, foram apresentados os principais resultados alcançados e as perspectivas para as próximas etapas. Um dos avanços foi a instalação de um novo equipamento na embarcação do pescador Benjamin Alves, que participou dos testes da tecnologia.

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Para o professor Federico Sucunza, um dos coordenadores do projeto, a experiência demonstra a importância da integração entre o conhecimento científico e os saberes dos pescadores para o desenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades reais da pesca artesanal. “Foi um desafio muito grande conseguir trazer essa tecnologia e instalar nas embarcações de pesca artesanal. Os benefícios são muitos, como a redução do ruído e das emissões, além de todo o impacto positivo que isso pode ter para o pescador”, destacou.

Segundo Federico, a participação dos pescadores no desenvolvimento e na avaliação da tecnologia foi fundamental para aprimorar a solução. “É o conhecimento do pescador que vai garantir que essa tecnologia desenvolvida na universidade seja aplicada durante o trabalho”, afirmou. O professor também ressaltou a importância da parceria entre universidade, comunidades pesqueiras e poder público. “Essa colaboração entre universidade, pesca e comunidade, junto com o apoio do Ministério da Pesca, foi fundamental”, disse.

A instalação do novo motor representa ainda um avanço na busca por melhores condições de trabalho a bordo. Entre os benefícios observados está a redução do ruído durante a operação, um aspecto destacado pelo pescador Benjamin, primeiro profissional a receber o equipamento no âmbito do projeto. Além da redução de ruídos e emissões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade da tecnologia e sua adaptação às diferentes condições da pesca. A experiência realizada em Torres poderá contribuir para o aprimoramento dos equipamentos e para futuras ações de transição energética no setor.

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A ação está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos compromissos assumidos pelo Brasil relacionados às mudanças climáticas. A parceria entre o MPA e a UFJF busca contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que promovam uma atividade pesqueira mais sustentável, reduzindo emissões e impactos ambientais sem desconsiderar as condições de trabalho e a realidade das comunidades que dependem da pesca.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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