CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Tensão no Mercado de Soja: Preços Sobem em Chicago, Mas Expectativa é de Cautela Antes do Encontro China-EUA

Publicados

AGRONEGOCIOS

Alta nos Preços da Soja

Os contratos futuros da soja voltaram a registrar ganhos na Bolsa de Chicago, impulsionando os preços para o patamar de US$ 10,44 para o vencimento de julho e US$ 10,20 para o vencimento de setembro, por volta das 6h50 (horário de Brasília). Os ganhos oscilam entre 2,75 a 4,75 pontos, refletindo um movimento positivo para os preços da oleaginosa.

O Cenário Geopolítico e as Expectativas para a Reunião China-EUA

Embora os fundamentos do mercado, como o andamento da nova safra nos Estados Unidos, continuem a influenciar os preços, o clima de incerteza geopolítica é um fator crucial neste momento. Especialmente por conta do encontro entre os representantes dos governos da China e dos Estados Unidos, marcado para este sábado, 10 de maio, na Suíça.

Esse encontro é visto como uma possível abertura para as negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo, com previsões de que um acordo pode impactar diretamente o comércio de soja entre ambos os países. No entanto, logo após o anúncio da reunião, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não há intenção de reduzir as tarifas sobre a China no início das tratativas, o que adiciona mais incerteza ao cenário.

Leia Também:  Agronegócio critica governo por atraso e valor considerado insuficiente no Plano Safra 2024/25
O Olhar dos Especialistas e as Expectativas para a Próxima Semana

Especialistas do setor têm analisado com atenção o impacto dessa reunião no mercado de soja. A expectativa é de que, independentemente do desfecho das negociações, o encontro possa gerar volatilidade nos preços, principalmente no início da próxima semana.

Além disso, na segunda-feira, 12 de maio, o mercado estará atento à divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA. O relatório, previsto para ser divulgado às 13h (horário de Brasília), será mais um fator que contribuirá para a dinâmica de preços da soja.

Assim, os traders seguem com um olhar atento tanto para o desfecho da reunião China-EUA quanto para os dados oficiais que serão apresentados pelo USDA, que podem orientar novas movimentações no mercado da oleaginosa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Manejo integrado na cana-planta pode elevar produtividade em até 10 t/ha e aumentar rendimento de açúcar, apontam estudos

Publicados

em

Integração de tecnologias impulsiona produtividade e qualidade da cana-planta

Resultados de ensaios agronômicos realizados em áreas experimentais e canaviais comerciais nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais indicam que o manejo integrado de tecnologias nutricionais, biológicas e fisiológicas pode elevar significativamente o desempenho da cana-planta.

Na comparação com áreas sob manejo convencional, os estudos registraram:

  • Aumento médio de até 10 toneladas de cana por hectare (t/ha)
  • Incremento de até 20% no °Brix, indicador de qualidade industrial
  • Elevação de até 18% no TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare)

Os dados reforçam o impacto direto da tecnologia no potencial produtivo e no retorno econômico da cultura.

Desenvolvimento fisiológico mais robusto fortalece o canavial

Além da produtividade final, os estudos apontaram ganhos expressivos no desenvolvimento inicial das plantas, fundamentais para a formação de lavouras mais produtivas e duradouras.

Foram observados:

  • Aumento de até 35% no volume radicular
  • Crescimento de 26% no número de perfilhos
  • Elevação de 11% no estande de plantas estabelecidas
  • Acréscimo médio de 9% na altura das plantas

Segundo os pesquisadores, esses indicadores refletem maior capacidade de absorção de água e nutrientes, além de melhor uniformidade do canavial, o que contribui para maior longevidade da lavoura e redução da necessidade de reformas — um dos custos mais elevados da atividade.

Estudos conduzidos pela Agrocete ampliam base científica na cana-de-açúcar

Os ensaios foram conduzidos pela Agrocete, multinacional brasileira com mais de 45 anos de atuação no agronegócio. A empresa, tradicionalmente forte nas culturas de grãos no Sul e Centro-Oeste, vem ampliando sua presença no setor sucroenergético, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste.

Leia Também:  Conferência termina hoje com avanços para o agro, mas deixa desafios

As pesquisas foram realizadas em municípios como:

  • Porteirão (GO)
  • Taquarussu (MS)
  • Uberlândia (MG)
  • Ariranha, Elisário, Embaúba e Guararapes (SP)

O objetivo foi avaliar o efeito do manejo integrado de tecnologias ao longo do ciclo da cultura, dentro do conceito denominado pela empresa como Construção da Produtividade.

Manejo integrado substitui recomendações isoladas e eleva eficiência

O modelo de “Construção da Produtividade” é baseado em mais de 330 estudos científicos, realizados em parceria com cerca de 90 instituições de pesquisa no Brasil. A estratégia prioriza a integração de tecnologias em vez da aplicação isolada de produtos.

Segundo o gerente de desenvolvimento de tecnologia de mercado da Agrocete, Luis Felipe Dresch, a cana-de-açúcar exige uma abordagem mais ampla por ser uma cultura semiperene.

“O produtor precisa pensar não apenas na produtividade da cana-planta, mas na longevidade do canavial, o que passa por uma base fisiológica sólida desde o início do ciclo”, explica.

Desafios climáticos e de manejo ainda limitam potencial produtivo

Os estudos também identificaram que fatores climáticos e operacionais seguem impactando o desempenho dos canaviais nas principais regiões produtoras.

Entre os principais desafios estão:

  • Secas prolongadas e chuvas irregulares
  • Altas temperaturas
  • Preparo inadequado do solo
  • Compactação e deficiência nutricional
  • Uso de mudas de baixa qualidade
  • Pressão de pragas e doenças
  • Falta de monitoramento técnico

Essas condições podem reduzir a produtividade e antecipar a reforma do canavial, elevando custos de produção.

Caso comercial confirma ganhos de produtividade e qualidade industrial

Em uma área de 20 hectares em Guararapes (SP), a adoção do manejo integrado demonstrou maior resiliência da lavoura frente ao estresse climático.

Leia Também:  Agropecuária cresce 10,1% no segundo trimestre e impulsiona PIB brasileiro

Segundo o técnico agrícola e supervisor da Fazenda São Francisco, Luiz Pereira Costa, os resultados foram perceptíveis a campo.

“Enquanto os canaviais ao redor sofrem com a seca, a nossa cana está mais saudável e resistente. A diferença é visível e comprova a eficácia do manejo”, afirma.

Na propriedade, os resultados incluíram:

  • Aumento de 3,55 unidades de °Brix (+21,7%)
  • Crescimento de colmos de 5,8 kg para 10,6 kg
  • Aumento de 71% no número de colmos por metro linear
  • Ganho médio de 7 t/ha na produtividade final
Estratégia atua em todas as fases do ciclo da cana

O modelo Construção da Produtividade divide o manejo em três pilares:

  • Plantio, vigor e enraizamento
  • Arranque e crescimento vegetativo
  • Tecnologia de aplicação

A aplicação é estruturada em duas fases principais:

  • 0 a 120 dias: estabelecimento da lavoura, foco em enraizamento, sanidade inicial e uniformidade
  • 120 a 360 dias: manutenção do potencial produtivo e acúmulo de biomassa

Na fase inicial, são utilizadas soluções integradas de nutrição fisiológica, biotecnologia microbiana e controle biológico. Já na fase final, o foco está no enchimento dos colmos e acúmulo de açúcares, determinantes para o rendimento industrial.

Conclusão

Os resultados reforçam que o manejo integrado na cana-de-açúcar tem papel estratégico na elevação da produtividade, qualidade industrial e sustentabilidade econômica da cultura, consolidando-se como uma tendência para sistemas de produção mais eficientes e tecnificados no setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA