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Tensão no Mercado de Soja: Preços Sobem em Chicago, Mas Expectativa é de Cautela Antes do Encontro China-EUA

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Alta nos Preços da Soja

Os contratos futuros da soja voltaram a registrar ganhos na Bolsa de Chicago, impulsionando os preços para o patamar de US$ 10,44 para o vencimento de julho e US$ 10,20 para o vencimento de setembro, por volta das 6h50 (horário de Brasília). Os ganhos oscilam entre 2,75 a 4,75 pontos, refletindo um movimento positivo para os preços da oleaginosa.

O Cenário Geopolítico e as Expectativas para a Reunião China-EUA

Embora os fundamentos do mercado, como o andamento da nova safra nos Estados Unidos, continuem a influenciar os preços, o clima de incerteza geopolítica é um fator crucial neste momento. Especialmente por conta do encontro entre os representantes dos governos da China e dos Estados Unidos, marcado para este sábado, 10 de maio, na Suíça.

Esse encontro é visto como uma possível abertura para as negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo, com previsões de que um acordo pode impactar diretamente o comércio de soja entre ambos os países. No entanto, logo após o anúncio da reunião, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não há intenção de reduzir as tarifas sobre a China no início das tratativas, o que adiciona mais incerteza ao cenário.

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O Olhar dos Especialistas e as Expectativas para a Próxima Semana

Especialistas do setor têm analisado com atenção o impacto dessa reunião no mercado de soja. A expectativa é de que, independentemente do desfecho das negociações, o encontro possa gerar volatilidade nos preços, principalmente no início da próxima semana.

Além disso, na segunda-feira, 12 de maio, o mercado estará atento à divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA. O relatório, previsto para ser divulgado às 13h (horário de Brasília), será mais um fator que contribuirá para a dinâmica de preços da soja.

Assim, os traders seguem com um olhar atento tanto para o desfecho da reunião China-EUA quanto para os dados oficiais que serão apresentados pelo USDA, que podem orientar novas movimentações no mercado da oleaginosa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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