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Teste Seleciona Touros Hereford e Braford que Produzem Mais Consumindo Menos Alimentos

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Prova de Eficiência Alimentar em Andamento

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, realiza atualmente a Prova de Eficiência Alimentar (PEA) em Bagé, Rio Grande do Sul. O teste reúne 34 touros — 19 da raça Hereford e 15 da raça Braford — que recebem uma dieta padronizada durante 70 dias, com alimentação e ganho de peso monitorados por cochos eletrônicos e balanças de alta precisão.

Objetivo da Prova

O principal objetivo é identificar quais touros conseguem produzir mais carne consumindo menos ração. Esse foco é estratégico, pois o custo com alimentação pode representar até 70% do custo total na produção de carne. Selecionar animais mais eficientes ajuda a aumentar a rentabilidade e a sustentabilidade da pecuária, otimizando recursos nas propriedades rurais.

Metodologia Detalhada do Teste

Segundo Felipe Medeiros, gerente de Operações da ABHB, o teste ocorre em duas fases:

  • Primeira fase: período de adaptação em que os animais iniciam com dieta à base de silagem, gradualmente incluindo concentrado até atingir equilíbrio nutricional definido pela Embrapa.
  • Segunda fase: início da prova propriamente dita, com monitoramento rigoroso da alimentação e do peso de cada touro.
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Toda alimentação é registrada com precisão por balanças instaladas nos cochos, que medem o consumo em tempo real. Os animais são pesados várias vezes ao dia para garantir dados exatos.

Diferença em Relação a Provas Tradicionais

Medeiros destaca que, ao contrário de provas antigas que focavam apenas no ganho de peso, esta prova prioriza a conversão alimentar, ou seja, a capacidade do animal de ganhar peso consumindo menor quantidade de alimento.

Avaliação Complementar e Índice Final

Após o período de pesagem, os touros passam por uma segunda etapa, que inclui:

  • Análise zootécnica
  • Exame andrológico
  • Ultrassonografia de carcaça

Esses dados são combinados para formar um índice final que reúne diversos critérios de eficiência produtiva.

Importância da Eficiência Alimentar na Pecuária

Fernando Cardoso, chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, reforça a importância da eficiência alimentar no contexto da produção de carne:

“Como a alimentação representa cerca de 70% dos custos, identificar animais que consomem menos e produzem mais é fundamental para o futuro sustentável da pecuária e para as próximas gerações.”

Monitoramento Tecnológico e Indicadores de Desempenho

Durante o teste, cada visita do touro ao cocho é registrada eletronicamente, controlando consumo de ração, ingestão de água e peso. Com essas informações, são calculados dois indicadores essenciais:

  • Consumo Alimentar Residual (CAR): identifica animais que comem menos sem comprometer o desempenho.
  • Ganho Médio Diário Residual: indica os touros que ganham mais peso do que o esperado.
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Os animais são monitorados individualmente via chips, permitindo um controle detalhado de cada ação no cocho.

Resultado Prático e Impacto para o Setor

Com base nos índices de eficiência alimentar, são indicados touros para uso em centrais de inseminação, que apresentam genética superior na utilização dos recursos alimentares. Isso significa:

  • Redução dos custos para os pecuaristas
  • Produção de carne mais sustentável e competitiva
  • Melhoria contínua na genética do rebanho

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.

Mercado acompanha limite da cota chinesa

Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.

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Preço da arroba do boi gordo por estado

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.

Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.

A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.

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Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:

  • Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
  • Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril

Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.

A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.

Na comparação com abril de 2025, os números mostram:

  • Alta de 29,4% na receita média diária;
  • Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
  • Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.

O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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