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Tigre supera expectativas e apresenta inovações para o agronegócio na Agrishow 2024

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A Tigre, multinacional brasileira especializada em soluções para a construção civil e gestão da água, conquistou um feito significativo em 2024, superando suas metas de crescimento no setor de irrigação e ampliando sua participação no agronegócio. Durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), a companhia apresentou novos produtos e soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade e eficiência para o campo.

Crescimento expressivo no setor de irrigação

A Tigre atingiu um crescimento superior a 40% no faturamento do setor de irrigação, superando a meta de 25% que havia sido projetada para os dois anos seguintes. Este avanço representa um reflexo da forte adaptação da empresa às necessidades do agronegócio brasileiro, consolidando sua posição como líder no mercado.

De acordo com Carlos Eduardo Teruel, diretor executivo de Negócios Latam e Operações Integradas do Grupo Tigre, a superação da meta de crescimento em apenas um ano demonstra a sinergia entre a estratégia da empresa e as demandas do setor agrícola. Teruel destacou a importância da Agrishow como um evento chave para traduzir o compromisso da Tigre com o desenvolvimento sustentável no agronegócio.

Inovações tecnológicas para o agronegócio

A Tigre aproveitou a oportunidade para apresentar inovações que prometem transformar a irrigação e o saneamento rural. Entre os destaques, foi lançado o tubo de PVC-O com bitola de 500mm da linha Tigre Max Agro, único no mercado com esse diâmetro, ideal para sistemas de irrigação de médio e grande porte. O produto se destaca pela leveza, resistência mecânica, eficiência hidráulica e uma formulação aprimorada para maior durabilidade, mesmo em ambientes agressivos.

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Além disso, a empresa realizou o pré-lançamento de aspersores e registros projetados para irrigação em diferentes tipos de terreno e culturas, compatíveis com sistemas automatizados. Esses novos equipamentos possibilitam também a aplicação de fertilizantes e defensivos diluídos na água, ampliando a eficiência das operações no campo.

Expansão e investimentos futuros

Com a demanda crescente por soluções mais eficientes e sustentáveis, a Tigre anunciou novos investimentos em ampliação de capacidade produtiva e desenvolvimento de tecnologias para 2025. A empresa planeja atender ainda mais às necessidades do agronegócio brasileiro com soluções inovadoras e ambientalmente responsáveis.

Entre as novas iniciativas, a Tigre também destacou o lançamento dos sistemas de irrigação TigreMax Agro, PEAD, Irriga LF e DEFoFo, ideais para instalações permanentes em propriedades agrícolas, garantindo uma irrigação eficiente e confiável.

Soluções para saneamento e qualificação profissional

A Tigre também apresentou suas linhas de EP e PEAD, além de uma solução de tratamento de esgoto, desenvolvida pela Tigre Água e Efluentes (TAE), que atua em locais sem rede coletora. A solução oferece mais de 90% de remoção de contaminantes, eliminando completamente o lodo gerado, dispensando o uso de limpa fossa.

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Ainda em 2024, a empresa lançou um curso de capacitação para projetistas de irrigação, com um grupo inicial de clientes e parceiros. A iniciativa visa contribuir para o desenvolvimento profissional no setor do agronegócio, fortalecendo a relação da Tigre com o mercado.

Compromisso com a transformação do agronegócio

Carlos Eduardo Teruel finaliza destacando que o sucesso da Tigre em superar suas metas de crescimento no setor de irrigação é um reflexo do compromisso da empresa em contribuir para a transformação da agricultura brasileira. A companhia segue focada em oferecer soluções inovadoras, sustentáveis e acessíveis, reafirmando sua liderança no mercado de soluções para o agronegócio.

Com um desempenho notável e o lançamento de novas soluções para irrigação e saneamento, a Tigre se reafirma como uma das principais aliadas do agronegócio no Brasil, alinhando inovação e sustentabilidade para atender às crescentes demandas do setor agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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