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Tilápia conquista o paladar brasileiro e se adapta aos sabores regionais do país
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De Norte a Sul, a tilápia tem se consolidado como uma das proteínas mais queridas e versáteis da culinária nacional. Com sabor suave e alto valor nutricional, o peixe se adapta facilmente às tradições gastronômicas de cada região, reforçando a diversidade cultural e o apreço pela alimentação saudável.
Segundo Juliano Kubitza, diretor da Fider, empresa do Grupo MCassab, o consumo do peixe cresce em ritmo acelerado. “A tilápia está cada vez mais presente no prato dos brasileiros. Ainda que a produção esteja mais concentrada no Centro-Sul, ela ganha o país e novas formas de preparo, mantendo a identidade cultural e aproveitando seus benefícios nutricionais”, afirma.
Norte e Nordeste: tradição e intensidade nos temperos
Nas regiões Norte e Nordeste, o preparo da tilápia reflete o uso marcante de ingredientes típicos, como coentro, pimentas e leite de coco. Um exemplo emblemático é a moqueca de tilápia, feita com filés marinados em limão, alho e pimenta-do-reino, cozidos lentamente com cebola, tomate, pimentões coloridos e finalizados com leite de coco e azeite de dendê.
“O calor dos temperos fortes dessas regiões dá à tilápia uma personalidade única, mantendo sua leveza e promovendo uma combinação perfeita entre tradição e alimentação saudável”, destaca Kubitza.
Centro-Oeste: sabor rústico e presença nos churrascos regionais
No Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a tilápia também aparece nos churrascos e festas familiares. Espetinhos dourados na brasa, temperados com sal grosso, alho e limão, costumam ser servidos ao lado do tradicional arroz com pequi, fruto típico do Cerrado que adiciona aroma e sabor marcantes.
“Nessas regiões, o preparo rústico valoriza o sabor natural da tilápia, tornando-a presença constante em momentos de confraternização e na mesa das famílias”, explica o diretor da Fider.
Sudeste: praticidade e inovação nos cardápios urbanos
Nos grandes centros do Sudeste, a tilápia conquistou espaço pela praticidade e pelo perfil saudável. Em São Paulo, é comum encontrá-la grelhada, empanada ou em versões contemporâneas de ceviche. Já em Minas Gerais, o toque mineiro aparece na tilápia recheada com queijo minas e ervas frescas, servida com angu ou salada simples.
“O resultado é uma combinação delicada e reconfortante, que representa bem a culinária afetiva mineira”, ressalta Kubitza.
Sul do Brasil: tradição e sabor caseiro com valor econômico
No Sul, onde a tilápia tem forte relevância econômica, o preparo caseiro é destaque. O clássico peixe frito com polenta cremosa segue como uma das receitas mais apreciadas em cidades do interior de Santa Catarina e Paraná.
Os filés são empanados e fritos até ficarem crocantes, servidos com polenta feita lentamente com fubá, manteiga e queijo ralado. Restaurantes contemporâneos também apostam em versões grelhadas com ervas finas, mostrando que é possível unir tradição e alimentação equilibrada.
Sustentabilidade e valorização da cultura alimentar
Para Kubitza, a tilápia representa mais do que um alimento versátil — é símbolo de integração cultural e sustentabilidade. “É gratificante ver como a tilápia, um peixe de cultivo sustentável, se adapta e enriquece tantas culturas diferentes. Na Fider, trabalhamos para produzir um alimento que respeita essas tradições e contribui com saúde e sabor em cada região”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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