CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Transição de safra aumenta rigor no seguro rural e reforça monitoramento socioambiental

Publicados

AGRONEGOCIOS

O período de transição entre safras no Brasil tem reforçado a importância do monitoramento socioambiental no seguro rural. Com a colheita da soja em estágio avançado e o início da colheita do milho de primeira safra, além do avanço do plantio da segunda safra (safrinha), cresce também a necessidade de avaliação criteriosa de riscos no campo.

Momento estratégico no calendário agrícola

O cenário atual é marcado pela sobreposição de etapas produtivas. Enquanto culturas como soja, arroz e feijão entram na fase final de colheita, o milho safrinha avança no plantio, representando parcela relevante da produção nacional.

Esse contexto caracteriza um período de renovação dos ciclos agrícolas e exige maior atenção na análise de riscos, especialmente para operações de seguro rural.

Ferramenta da CNseg amplia controle socioambiental

Para atender a essa demanda, ganha destaque a Solução de Conformidade Socioambiental, desenvolvida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A ferramenta foi criada para apoiar o processo de subscrição com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ASG).

A solução integra dados de 18 bases públicas oficiais, incluindo:

  • Cadastro Ambiental Rural (CAR)
  • Áreas embargadas
  • Unidades de conservação
  • Terras indígenas
  • Registros de desmatamento
Leia Também:  Goiás avança na produção de cana e se consolida como potência do setor

Com isso, permite uma análise mais estruturada, precisa e auditável dos riscos antes da contratação do seguro.

Mais segurança jurídica e eficiência na subscrição

Na prática, a ferramenta amplia a capacidade das seguradoras de avaliar riscos com maior consistência técnica e jurídica. O cruzamento automático de dados georreferenciados melhora a tomada de decisão tanto na contratação quanto na renovação das apólices.

Além disso, a solução contribui para aumentar a transparência e a responsabilidade na gestão de riscos, reduzindo incertezas operacionais no setor.

Critérios ASG já fazem parte do mercado

Dados do Relatório de Sustentabilidade da CNseg mostram que 68,6% das seguradoras já incorporam critérios ASG na subscrição. Além disso, 80,6% afirmam recusar cobertura ou não renovar contratos quando identificam riscos socioambientais incompatíveis com suas políticas.

O uso de bases públicas e ferramentas de monitoramento contínuo fortalece a rastreabilidade das operações e aprimora a governança no seguro rural.

Tecnologia impulsiona evolução do seguro rural

O avanço de soluções digitais acompanha a modernização do setor. A incorporação de tecnologia, dados e critérios mais rigorosos torna os processos mais transparentes, auditáveis e alinhados às exigências regulatórias.

Leia Também:  MILHO/CEPEA: Preços seguem firmes; no campo, colheita está na reta final

Esse movimento não apenas protege a produção agrícola, mas também contribui para a integridade das cadeias produtivas e o cumprimento da legislação ambiental.

Período de transição intensifica análise de riscos

Especialistas destacam que momentos de transição entre safras exigem ainda mais atenção das seguradoras. É nesse período que se encerram ciclos produtivos e se iniciam novos plantios, ampliando a necessidade de avaliações técnicas detalhadas.

A adoção de práticas mais robustas de monitoramento socioambiental contribui para maior previsibilidade, segurança e sustentabilidade no campo.

Seguro rural aliado da produção sustentável

A CNseg e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) ressaltam que o desenvolvimento do seguro rural está diretamente ligado ao fortalecimento da governança e ao aprimoramento contínuo dos mecanismos de controle.

Esse avanço consolida o setor como um importante aliado da produção agrícola sustentável no Brasil, promovendo maior segurança para produtores e para toda a cadeia do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Mercado de sementes de R$ 47 bilhões abre congresso hoje

Publicados

em

Um mercado estimado em R$ 47,3 bilhões e decisivo para a produtividade das lavouras estará no centro do 23º Congresso Brasileiro de Sementes, que começa nesta terça-feira (25.08), em Foz do Iguaçu (640 km da capital, Curitiba), no Paraná. O encontro prossegue até sexta-feira (28) com debates sobre custos, genética, biotecnologia, qualidade, armazenamento e combate à comercialização clandestina.

O congresso ocorre em um momento de margens apertadas nas principais culturas e de aumento da preocupação com o custo da implantação das lavouras. Para o produtor, a escolha da semente interfere no potencial produtivo, na população de plantas, na resistência a doenças, na adaptação climática e na eficiência dos investimentos realizados durante todo o ciclo.

Estimativas da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), elaboradas com base na safra 2024/25, mostram que o mercado nacional de sementes certificadas das principais culturas movimenta R$ 47,3 bilhões. A soja responde por R$ 27,6 bilhões, ou aproximadamente 58% desse total.

O milho ocupa a segunda posição, com R$ 14,5 bilhões. Na sequência aparecem algodão, com R$ 2,4 bilhões; trigo, com R$ 1,5 bilhão; sorgo, com R$ 600 milhões; feijão e arroz, com cerca de R$ 300 milhões cada.

O tamanho do mercado acompanha o avanço da área cultivada e a incorporação de tecnologias genéticas às sementes. Além do material utilizado para iniciar a lavoura, o preço inclui investimentos em pesquisa, desenvolvimento de cultivares, multiplicação, beneficiamento, controle de qualidade, tratamento, armazenamento e distribuição.

Parte desse potencial, entretanto, permanece fora do mercado certificado. O uso de sementes salvas e de material clandestino representa uma perda estimada de R$ 14,6 bilhões no faturamento potencial da cadeia.

A soja concentra R$ 10,7 bilhões desse valor. Aproximadamente 29% das sementes usadas na cultura não são certificadas. No algodão, o percentual chega a 35%; no arroz, a 38%; no trigo, a 25%; e no feijão, a 85%. Milho e sorgo apresentam taxas menores, próximas de 3%, devido às características dos híbridos e à necessidade de aquisição de novas sementes para preservar o desempenho produtivo.

Nem toda semente não certificada é ilegal. A legislação permite que o agricultor reserve parte da própria produção para uso na safra seguinte, desde que cumpra as regras aplicáveis, utilize o material exclusivamente na propriedade e faça as declarações exigidas. A venda desse produto a terceiros, porém, caracteriza comércio clandestino.

Leia Também:  Mercados Globais e Bolsa Brasileira Operam com Cautela em Meio a Dados Econômicos e Volatilidade de Tech

O material pirata não passa necessariamente pelos testes de germinação, vigor, pureza genética e sanidade exigidos das sementes certificadas. Também pode transportar plantas daninhas, fungos, bactérias e outros agentes capazes de comprometer o estabelecimento da lavoura.

O preço aparentemente menor pode transformar-se em prejuízo quando há falhas de emergência, necessidade de replantio ou formação desuniforme do estande. Como adubação, defensivos e operações mecanizadas são calculados para determinada população de plantas, uma semente de baixa qualidade reduz o retorno dos demais investimentos realizados pelo produtor.

A pirataria também diminui os recursos destinados ao desenvolvimento de novas cultivares. Estimativas apresentadas pelo setor indicam que a redução do comércio ilegal de sementes de soja poderia acrescentar quase R$ 10 bilhões à receita dos diferentes elos da cadeia.

Desse total, aproximadamente R$ 2,5 bilhões poderiam chegar aos produtores como resultado de ganhos de produtividade. A indústria de sementes teria aumento de R$ 4 bilhões na receita, enquanto as agroindústrias de farelo e óleo poderiam agregar R$ 1,2 bilhão. O efeito projetado inclui ainda R$ 1,5 bilhão em exportações, R$ 90 milhões adicionais em pesquisa e desenvolvimento e a criação de cerca de 1,5 mil empregos diretos.

O Brasil também ganha espaço como fornecedor internacional. Entre janeiro e outubro de 2025, foram exportadas 39,1 mil toneladas de sementes agrícolas, com a maior receita para o período em cinco anos. Sementes de milho e de espécies forrageiras responderam por 74% do faturamento, enquanto Paraguai, Colômbia e Argentina estiveram entre os principais destinos.

A posição de Foz do Iguaçu, próxima ao Paraguai e à Argentina, aproxima o congresso de uma região estratégica para o comércio e a produção de sementes no Mercosul. A expectativa é reunir mais de 1,5 mil participantes, provenientes de pelo menos 15 países.

Leia Também:  CITROS/CEPEA: Ritmo de negócios diminui; preços seguem em alta

Promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), o encontro terá mais de 60 palestrantes e a apresentação de aproximadamente 600 trabalhos. O evento é realizado desde 1979 e chega à 23ª edição com o tema “Sementes: alicerces para ciência, tecnologia e produção”.

A programação começa com uma análise dos riscos e das oportunidades para a safra 2026/27. Ao longo dos quatro dias, serão discutidos secagem, beneficiamento, armazenamento, tratamento industrial, bioinsumos, propriedade intelectual, qualidade sanitária e formação dos preços.

O impacto das sementes sobre a margem das empresas e das propriedades aparece de forma direta nos painéis. Um dos debates discutirá quando erros no planejamento da produção e na escolha do portfólio se transformam em perda comercial. Outro tratará dos limites da tecnologia embarcada em sementes de milho de alta produtividade.

Também serão apresentadas ferramentas de inteligência artificial, análise de imagens e sensores capazes de identificar danos, impurezas e diferenças de qualidade com maior rapidez. Essas tecnologias procuram reduzir erros nas unidades de beneficiamento e aumentar a precisão da classificação dos lotes.

A aplicação de bioinsumos às sementes terá espaço próprio. O desafio é preservar germinação e vigor durante o tratamento e o armazenamento, assegurando que microrganismos e outros produtos biológicos cheguem ao solo em condições de desempenhar a função esperada.

Quatro encontros ocorrerão simultaneamente ao congresso: os simpósios brasileiros de sementes de espécies forrageiras, análise de sementes, patologia de sementes e tecnologia de sementes florestais. A programação inclui ainda um espaço para exposição de máquinas, equipamentos, insumos e sistemas de controle de qualidade.

Para o produtor, a discussão econômica vai além do preço do saco. A comparação precisa considerar germinação, vigor, adaptação da cultivar, população recomendada e risco de replantio. Uma semente mais barata deixa de representar economia quando não entrega o número de plantas necessário para sustentar a produtividade planejada.

Serviço

Evento: 23º Congresso Brasileiro de Sementes
Data: 25 a 28 de agosto de 2026
Local: Rafain Palace Hotel & Convention, Foz do Iguaçu (PR)
Público esperado: mais de 1,5 mil participantes

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA