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Trigo em alta: preços seguem tendência de valorização no Brasil e no mercado internacional

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Os preços do trigo no Brasil estão atingindo os maiores níveis do ano, conforme aponta o boletim informativo do Cepea. Esse aumento acompanha a sazonalidade do mercado e é reflexo de fatores internos e externos que afetam a oferta e demanda do grão. No primeiro trimestre de 2025, a valorização também foi observada na Argentina, enquanto nos Estados Unidos o cenário é de queda nos preços.

Impulso da valorização no Brasil

A elevação dos preços do trigo no Brasil está sendo impulsionada por uma série de fatores, entre eles a redução na oferta interna, a forte demanda e as incertezas climáticas que podem prejudicar a próxima safra. A valorização do dólar também torna as importações mais onerosas, o que favorece a comercialização do trigo nacional, fortalecendo o mercado interno.

Adicionalmente, o mercado global contribui para o aumento dos preços no Brasil. Na Argentina, por exemplo, os valores do trigo acompanham a valorização dos contratos internacionais, o que reforça a tendência de alta observada na América do Sul.

Queda nos preços nos Estados Unidos

No cenário internacional, os Estados Unidos apresentam uma forte desvalorização do trigo. A guerra comercial e a valorização do dólar estão impactando negativamente a competitividade das exportações norte-americanas. Além disso, o conflito no Mar Negro – uma região chave na produção de grãos – gera incertezas e afeta o comércio global.

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O contrato de Maio/25 negociado na Bolsa de Chicago (CME Group) registrou seu menor valor desde o início das negociações em julho de 2022, refletindo as dificuldades enfrentadas pelos exportadores norte-americanos, que veem suas vendas perderem competitividade frente aos produtores da América do Sul e Europa.

Perspectivas para o mercado de trigo

Especialistas apontam que a tendência de alta nos preços do trigo no Brasil pode persistir, caso a oferta interna continue restrita e o câmbio siga pressionado. Contudo, o avanço da colheita e eventuais mudanças no cenário global podem afetar as cotações nos próximos meses.

Para produtores e traders, o momento exige atenção redobrada às oscilações do mercado e às oportunidades de negociação. Acompanhando boletins informativos e as análises do Cepea, será possível tomar decisões estratégicas e oportunas na comercialização do trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.

De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.

Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas

Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.

A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.

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Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.

Média nacional do suíno vivo recua

Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.

No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.

Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.

Cotações regionais do suíno vivo
  • São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
  • Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
  • Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
  • Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
  • Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
  • Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
  • Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
  • Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
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Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume

Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.

O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.

Na comparação com maio de 2025, houve:

  • Crescimento de 1,4% na receita média diária;
  • Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
  • Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda

O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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