CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Trigo ganha espaço e se destaca em Querência do Norte (PR) como alternativa rentável no inverno

Publicados

AGRONEGOCIOS

Em meio a uma safra de inverno marcada por bons resultados no milho, é o trigo que vem chamando a atenção em Querência do Norte, município localizado no extremo noroeste do Paraná. A lavoura do cooperado Vagner Joaquim de Oliveira tem se destacado pela qualidade e potencial produtivo.

Apoio técnico e escolha das sementes foram decisivos

Segundo o engenheiro agrônomo Lucas Magni, da unidade local da Cocamar, que acompanha o produtor, o cuidado com o manejo e a escolha das tecnologias adequadas foram fundamentais para o bom desempenho da cultura.

“São 59 hectares conduzidos com muito capricho. O Vagner utilizou sementes da Cocamar e, com nossa recomendação, investiu na nutrição com fertilizantes Viridian, da cooperativa. O resultado é excelente: uma lavoura saudável, com bom desenvolvimento e promissora produtividade”, destaca o agrônomo.

Aprendizados do passado e evolução na produção

Essa não é a primeira vez que o produtor investe na cultura. Vagner já havia tentado cultivar trigo há alguns anos, mas, segundo Magni, a falta de uma variedade adaptada à região e a ausência de assistência técnica adequada comprometeram o desempenho da lavoura na ocasião. Desta vez, com o suporte da Cocamar, os resultados têm sido bastante animadores.

Leia Também:  Soja se mantém firme no Brasil apesar de pressão em Chicago e expectativas do USDA
Melhor remuneração no inverno

Atualmente, o trigo está cotado a R$ 78 a saca, valor bem acima dos R$ 48 pagos pelo milho na mesma região. Isso torna o cereal uma alternativa mais rentável para o período de inverno e uma opção interessante para diversificação da produção agrícola local.

“A nossa torcida é para que o produtor tenha uma ótima colheita e que o trigo se firme como uma alternativa viável e lucrativa para os agricultores da região”, conclui o agrônomo.

Perspectiva de crescimento

Com os bons resultados obtidos nesta safra, o trigo ganha força como cultura de inverno em Querência do Norte. O sucesso da lavoura de Vagner de Oliveira pode servir de exemplo para outros produtores, impulsionando a expansão da cultura na região e contribuindo para o fortalecimento da diversificação agrícola local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Movimento "A carne do futuro é animal" reforça papel essencial da carne na saúde humana

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Brasil e Estados Unidos: semelhanças e desafios no preparo de solo revelam o futuro da agricultura moderna

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA